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segunda-feira, 21 de março de 2011

Convocatória para a Vigília de 25 de março contra a construção da UH Belo Monte


Convocamos todas as pessoas indígenas e não indigenas que são contrárias à contrução da UH Belo Monte para comparecer na Vigília de 25 de março.

Tragam seus maracás, tambores, flautas, petynguás, ... famos fazer um REZO muito forte !!!

Local:

No Rio de Janeiro - Antigo Museu do Indio (entrada pela Radial Oeste, portão verde), Movimento Tamoio dos Povos Originários, horário: das 18h00 de 25 de março até às 06 da manhã de 26 de março. Pretende-se fazer a transmissão ao vivo pela Internet.

Em São Paulo de Piratininga - Vão livre do MASP (avenida Paulista, próximo da Estação MASP do metrô), Frente Paulista contra a construção da UH Belo Monte, horário: das 18h00 de 25 de março até às 06 da manhã de 26 de março.

Nas Aldeias e demais cidades estamos aguardando confirmação,pedimos aos Parentes que façam Vigilias das 18h00 de 25 de março até às 06 da manhã de 26 de março. Tentem realizar transmissão ao vivo pela Internet.

Parentes que estão no Exterior, façam Vigilia na porta das Embaixadas do Brazil.




AVISO IMPORTANTE: a Vigilia que estamos convocando é pacífica, não apoiamos nem incentivamos e nem nos responsabilizamos por atos de violência. Apenas queremos o direito de nos manifestar pacificamente e comunicar ao mundo a tragédia que o Governo Brasileiro está fazendo ao perseguir procuradores da república e juízes federais que denunciam e autuam as violações de direitos humanos, direitos indígenas e direito ambiental desta Obra, que é inviável desde o ponto de vista econômico, técnico-científico, social, etnico-racial e ambiental. Obra esta que o Governo brasileiro de modo irresponsável impõe para os povos que habitam no Brazil.

sábado, 5 de março de 2011

Carta em defesa da Floresta Amazônica pela não construção da hidrelétrica Belo Monte

Belo Monte é o projeto de construção da usina hidrelétrica previsto para ser implementado em um trecho de 100 quilômetros na Floresta Amazônica. Sua potência instalada será de 11.233 MW, o que fará dela a maior usina hidrelétrica inteiramente brasileira. O lago da usina terá uma área de 516 km2.
A previsão é que, quando concluída, a Usina será a terceira maior hidrelétrica do Mundo, atrás apenas da chinesa “Três Gargantas” e da binacional “Itaipu” com 11,2 mil MW de potência instalada. Seu custo é estimado hoje em R$ 30 bilhões de reais. A energia assegurada pela usina terá a capacidade de abastecimento de uma região de 26 milhões de habitantes, com perfil de consumo elevado.
Argumentação Pró construção:
Uma das grandes vantagens da usina de Belo Monte, de acordo com o Governo Brasileiro, é o preço competitivo da energia produzida. O Governo afirma que o preço da energia de Belo Monte é pouco mais que a metade do preço da energia produzida em uma usina termelétrica, por exemplo, com a vantagem de ser uma fonte de energia renovável.
Além disso, a construção de Belo Monte deve gerar 18 mil empregos diretos e 23 mil indiretos e deve ajudar a suprir a demanda por energia do Brasil nos próximos anos, ao produzir eletricidade para suprir 26 milhões de pessoas com perfil de consumo elevado.
Argumentação Contra a construção:
Os argumentos do Governo Brasileiro desconsideram aspectos importantes, tais como a prioridade para maximizar a eficiência energética nos sistemas de geração (incluindo o aumento da potência das hidrelétricas já construídas), de transmissão e de consumo; pois só o desperdício de energia nos sistemas de transmissão no Brasil é de cerca de 20 gigawatts, ou seja, é equivalente à produção de energia de cinco usinas do porte de Belo Monte. E que os impactos sociais e ambientais estão sub dimensionados, além de muitos que são negados, desconsiderando informações científicas. Tais impactos ignorados no planejamento da hidrelétrica de Belo Monte envolvem graves ameaças à biodiversidade da Floresta Amazônica, além das emissões de metano, que é um poderoso gás de efeito estufa, que é pelo menos 23 vezes mais potente que o CO2.
O Estado Brasileiro usa de forte aparato policial repressivo nas audiências públicas, o que acaba por inibir a participação efetiva da sociedade civil. Existe ampla documentação das inúmeras ocasiões em que denúncias, apelos e demandas dos povos indígenas e dos movimentos sociais as quais tem sido, simplesmente, ignoradas pelo Governo Brasileiro. Bem como análises e recomendações de renomados especialistas, que subsidiam a decisão de não construção da hidrelétrica de Belo Monte; as quais estão sendo menosprezadas e desconsideradas. O Governo Brasileiro manipula a opinião pública usando a propaganda oficial do Governo nos grandes meios de comunicação, disseminando informações distorcidas e enganosas sobre os verdadeiros impactos da obra.
Persistem enormes incertezas sobre os custos de construção da hidrelétrica de Belo Monte, que subiram de 19 para 25 bilhões de reais desde o leilão e já estão na casa dos 30 bilhões, mas que se prevê que ultrapassem este valor, e o Governo Brasileiro não é capaz de prever o real custo da obra. Outro grave problema referente à viabilidade econômica de Belo Monte é a sua reduzida capacidade de geração de energia (média de 4.420 MW) em relação à capacidade instalada de 11.233 MW (ou seja, 39% da capacidade instalada), em função da elevada sazonalidade da Floresta Amazônica, que tende a agravar-se no atual cenário de mudanças climáticas.
As diversas e graves ilegalidades constatadas no processo de licenciamento da hidrelétrica de Belo Monte já geraram dez ações ajuizadas pelo Ministério Público Federal, o qual vem sofrendo fortes pressões do Governo Brasileiro, que tem adotado práticas de intimidação de procuradores da república e juízes federais que tem questionado violações de direitos humanos e outras ilegalidades no projeto de construção de Belo Monte. De forma semelhante o Governo Brasileiro têm adotado práticas de intimidação e até de “demonização” de povos indígenas, movimentos sociais e outras entidades sociais que se opõem à violência estatal para a implantação de mega barragens ilegais e destrutivas na Floresta Amazônica como é o caso de Belo Monte, ferindo o Estado de Democrático e de Direito e se configurando em Ditadura.
O resultado dessa prática ditatorial tem sido a sanção de violações de direitos individuais e coletivos das populações ameaçadas pela implantação de Belo Monte, violando todos os tratados internacionais de direitos humanos e de direitos indígenas dos quais o Estado Brasileiro é signatário, bem como gravíssimas violações à Convenção da Biodiversidade.
Por que o Mundo deve se envolver neste assunto ?
É muito alto o preço que o Planeta vai pagar em termos de mudanças climáticas e perda irreversível de biodiversidade para a construção das grandes hidrelétricas que estão sendo implantadas na Floresta Amazônica, sendo Belo Monte a mais devastadora ao formar um lago artificial de 516 km2. Haverá degradação irreversível da Floresta Amazônica, bem como gravíssimas violações de direitos humanos chegando ao nível de crimes lesa-humanidade contra indígenas isolados (que são de centenas a milhares; e o Governo Brasileiro ignora o número de indígenas isolados que existe na Região). E a destruição da Floresta Amazônica pelo Governo Brasileiro se faz em detrimento dos direitos humanos das presentes e futuras gerações do Planeta.
E quem se beneficia desta eletricidade gerada com tão inaceitáveis impactos? A quase totalidade da energia das novas hidrelétricas previstas e que já estão sendo instaladas na Floresta Amazônica será destinada a grandes indústrias eletro-intensivas que beneficiam e exportam alumínio e minério de ferro com baixo valor agregado, gerando pouquíssimos empregos, ou seja, a energia gerada não é para atender as populações mais pobres, como afirma o discurso oficial do Governo Brasileiro.
A relação criminosa entre as grandes empreiteiras e o Governo Brasileiro é a única justificativa para construir esta enorme quantidade de hidrelétricas dentro da Floresta Amazônica, além de impedir as oportunidades para se colocar em prática a política energética sustentável e estratégias de desenvolvimento voltadas para os desafios do século 21, pautadas na eficiência energética e no uso responsável de energia.
A implantação destas hidrelétricas na Floresta Amazônica está muito acima da capacidade de suporte da Floresta Amazônica, e significam a destruição da Floresta Amazônica em menos de 50 anos.
O que você pode fazer para salvar a Floresta Amazônica?
Envie e-mails e/ou procure o diplomata brasileiro na Embaixada do Brasil de seu País pedindo a não construção da hidrelétrica Belo Monte e a paralisação da construção das demais novas hidrelétricas na Floresta Amazônica, que é patrimônio da Humanidade e não da indústria de barragens hidrelétricas do Brasil.

FRENTE PAULISTA CONTRA A CONSTRUÇÃO DA UH BELO MONTE