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quinta-feira, 26 de abril de 2012
Povos Nativos e a Ditadura Militar
Via Rose Nogueira/Presidente do Grupo Tortura Nunca Mais de São Paulo
(...) a posição do Grupo Tortura Nunca Mais de São Paulo tem sido, desde o começo das discussões sobre a Comissão da Verdade e Justiça, que se investigue os crimes da ditadura contra todos os brasileiros perseguidos. Não esquecemos que os povos indígenas também passaram por isso, como tantos outros brasileiros.
Pensamos que a Comissão da Verdade e Justiça deva ter sub-comissões para levantar e pesquisar cada assunto específico.
Quando começamos a falar sobre isso havia quem não soubesse o que havia ocorrido com os povos indígenas durante a ditadura. Mas hoje, felizmente, vários companheiros já concordam conosco. É preciso investigar as perseguições aos indígenas, os verdadeiros donos desta terra, e também a todos que a ditadura tentou calar. E pedir o julgamento dos responsáveis.
U m abraço fraterno,
Rose Nogueira
presidente do Grupo Tortura Nunca Mais de São Paulo
sábado, 21 de abril de 2012
Manifestação em defesa das Terras Indígenas e Quilombolas desde Porto Alegre em 18 de abril de 2012
Por uma nação multi-étnica, multicultural, democrática e popular
Contra a ADIN racista, em defesa das terras quilombolas e indígenas, em defesa dos direitos dos trabalhadores e da Comunidade LGBT
Nós,
Da Frente Indígena, Negra e Popular,
Da equipe CIMI Sul – Porto Alegre,
Da Rede GRUMIN de Mulheres Indígenas,
Da Resistência Indígena Continental,
Do Instituto Cosmologia da Floresta Continente Sul Intercontinental,
Do Movimento Indígenas em Ação,
Do Comitê Popular da Copa do Centro de Porto Alegre;
Protestamos contra:
- As ações desenvolvidas pelos ruralistas do agronegócio exportador, madeireiras, carvoarias, mineradoras e empreiteiras que, aliados as bancadas evangélicas pretendem tornar sem efeito a legislação (Decreto Federal 4887/2003), que regulamenta o processo de titulação das terras quilombolas e indígenas. Neste sentido, impetraram, através do Democrata, a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIN 3239), que está sendo julgada hoje, dia 18, no Superior Tribunal Federal.
- A Proposta de Emenda Constitucional (PEC 215), aprovada na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados, que transfere do Executivo para o Congresso Nacional o poder de reconhecer e demarcar as terras indígenas e quilombolas, bem como de definir políticas para atender os direitos desses povos, podendo até terceirizar serviços e trabalhos.
- A ação deste agrupamento reacionário que pretende modificar o Artigo 225 da Constituição Federal e mudar o Código Florestal, retirando, assim quais impedimentos a expansão dos interesses dos ruralistas e do agronegócio, avançando para destruir nossas florestas, rios, vida indígena e quilombola.
- A degradação ambiental associada aos Programas de Aceleração do Crescimento - PAC I e PAC II - (cujos maiores exemplos são UH Belo Monte e a transposição do Rio São Francisco), a tentativa em transformar o Código Florestal em Código Agrícola, enfraquecendo a soberania alimentar, prejudicando a agricultura familiar e orgânica, a defesa das sementes crioulas e a luta contra os organismos geneticamente modificados.
- O genocida Decreto 7056/09 que extinguiu postos e administrações regionais da FUNAI, deixando funcionários sem lotação causando a morte de centenas de indígenas ao por fim a direitos básicos, como o direito à Saúde e à Educação, entre outros tantos.
- Que as demarcações, reconhecimento e titulação de terras dependem da luta dos povos, vitimando diversas comunidades indígenas e negras. No Rio Grande do Sul esta política nacional e estadual tem vitimando famílias Guarani e Kaingan. Existem dezenas de indígenas, negros e pobres brancos vivendo embaixo de pontes, à beira de estradas, sem nenhuma assistência e água potável. Os indígenas que vendem artesanatos são perseguidos na em Porto Alegre, sendo necessária a construção de um quiosque para que possam comercializar sua arte indígena e consigam valorização da cultura ancestral. Os quilombos rurais estão relegados à miséria.
- O governo do estado do Rio Grande do Sul que vem pedindo publicamente a paralisação das demarcações das terras e exigindo que a FUNAI não crie os grupos de trabalhos para proceder aos estudos de identificação e delimitação das terras que ainda não foram oficialmente reconhecidas como indígenas, fazendo coro, como se vê, aos interesses do grupo reacionário que tem agido no país.
- O fato de que, em nenhum momento a FUNAI (órgão indigenista responsável pela demarcação de terras indígenas), e a Sesai - Secretaria de Atenção à Saúde Indígena -, (órgão responsável pela assistência a estas comunidades), demonstraram interesse em atender as nossas reivindicações indígenas e cumprir com suas responsabilidades.
- A situação em quase todas as ocupações Guarani no RS é gravíssima. As águas dos rios e córregos estão contaminadas pelos dejetos das lavouras e das fábricas. As crianças, homens e mulheres estão doentes por causa desta realidade, e o governo federal desestrutura a FUNAI e as possibilidades de atendimento à saúde indígena, e o governo do estado apóia a ação do agronegócio.
- A postura arrogante da Cúria Metropolitana de Porto Alegre que assume seu passado genocida exibindo na fachada da base de sua Catedral a figura de cabeças indígenas de etnias diferentes que foram massacrados ao longo da história da formação social do estado exatamente pela aliança desta igreja com os poderosos de sempre. Demonstrando mais um descaso com a história de opressão aos povos indígenas, o Museu Antropológico do Rio Grande do Sul está fechado e a Biblioteca de Porto Alegre está desativada apesar de conter rico acervo sobre história dos povos e culturas pré colombianas.
- A heteronormatividade, o racismo e qualquer tipo de preconceito de institucional. Exigimos o cumprimento da Lei e o respeito ao direito histórico, ao direito à vida e ao direito de livre orientação sexual.
- O preconceito à comunidade LGBT e o impedimento organizado para impedir, no Congresso Nacional, o avanço da Legislação protetiva a esta população, em especial a obstrução da PLC 122/06, que transforma a homofobia em crime e a legislação que regulamenta o casamento homossexual.
- As ações contra o povo negro, indígenas, pobres, LGBT são movidas pelas bancadas conservadoras e fundamentalistas e pelos ruralistas do agronegócio exportador. Madeireiras, carvoarias, mineradoras e empreiteiras têm tido apoio de parlamentares visando mudar a legislação e contam com apoio de governos municipais, estaduais e federais, em prejuízo do ecosistema e do desenvolvimento sustentável.
Reiteramos que as ações que procuram desmobilizar e destruir nossos povos são movidas pelos ruralistas do agronegócio exportador, pelas madeireiras, pelas carvoarias, pelas mineradoras e pelas empreiteiras, com o apoio de parlamentares para mudar as legislações, e o aval de governos municipais, estaduais e federal.
Esses empresários e políticos usam a boa fé de todos e o amor do povo por determinados valores, como o futebol, para fazer dele mais um grande negócio, desta vez, de tal magnitude que pretendem ocupar grandes espaços de terra, expulsando grande contingente de famílias de suas moradias pobres, realizando uma higienização urbana e rural, para realizarem seus mega projetos, sem nenhuma preocupação real com populações inteiras, tradicionais, que habitam estas áreas há dezenas de anos.
Por fim, exigimos nosso:
- Direito à terra ancestral indígena e quilombola;
- Direito de exercer livremente sua orientação sexual,
- E não aceitamos o retrocesso social preconizado pelo bloco político do mal, o racismo, o sexismo, a homofobia e o preconceito institucional e exigem o respeito aos direitos Históricos, Humanos, à vida e o cumprimento da Lei.
- Mobilizados, aguardamos respostas dos governos e a derrota da ADIN 3239 que está sendo julgada hoje, dia 18, no Superior Tribunal Federal.
Porto Alegre, 18 de abril de 2012-04-18
---------------------------------------------
Contatos:
Frente de Luta Quilombola, Indígena, Negra e Popular de Porto Alegre - http://frentequilombola.wordpress.com/
Instituto Cosmologia da Floresta Continente Sul Intercontinental - tvashaninka.blogspot.com
Blog Resistência Indígena Continental - resistenciaindigenacontinental@gmail.com
Rede GRUMIN de Mulheres Indígenas - http://www.grumin.org.br
Contra a ADIN racista, em defesa das terras quilombolas e indígenas, em defesa dos direitos dos trabalhadores e da Comunidade LGBT
Nós,
Da Frente Indígena, Negra e Popular,
Da equipe CIMI Sul – Porto Alegre,
Da Rede GRUMIN de Mulheres Indígenas,
Da Resistência Indígena Continental,
Do Instituto Cosmologia da Floresta Continente Sul Intercontinental,
Do Movimento Indígenas em Ação,
Do Comitê Popular da Copa do Centro de Porto Alegre;
Protestamos contra:
- As ações desenvolvidas pelos ruralistas do agronegócio exportador, madeireiras, carvoarias, mineradoras e empreiteiras que, aliados as bancadas evangélicas pretendem tornar sem efeito a legislação (Decreto Federal 4887/2003), que regulamenta o processo de titulação das terras quilombolas e indígenas. Neste sentido, impetraram, através do Democrata, a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIN 3239), que está sendo julgada hoje, dia 18, no Superior Tribunal Federal.
- A Proposta de Emenda Constitucional (PEC 215), aprovada na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados, que transfere do Executivo para o Congresso Nacional o poder de reconhecer e demarcar as terras indígenas e quilombolas, bem como de definir políticas para atender os direitos desses povos, podendo até terceirizar serviços e trabalhos.
- A ação deste agrupamento reacionário que pretende modificar o Artigo 225 da Constituição Federal e mudar o Código Florestal, retirando, assim quais impedimentos a expansão dos interesses dos ruralistas e do agronegócio, avançando para destruir nossas florestas, rios, vida indígena e quilombola.
- A degradação ambiental associada aos Programas de Aceleração do Crescimento - PAC I e PAC II - (cujos maiores exemplos são UH Belo Monte e a transposição do Rio São Francisco), a tentativa em transformar o Código Florestal em Código Agrícola, enfraquecendo a soberania alimentar, prejudicando a agricultura familiar e orgânica, a defesa das sementes crioulas e a luta contra os organismos geneticamente modificados.
- O genocida Decreto 7056/09 que extinguiu postos e administrações regionais da FUNAI, deixando funcionários sem lotação causando a morte de centenas de indígenas ao por fim a direitos básicos, como o direito à Saúde e à Educação, entre outros tantos.
- Que as demarcações, reconhecimento e titulação de terras dependem da luta dos povos, vitimando diversas comunidades indígenas e negras. No Rio Grande do Sul esta política nacional e estadual tem vitimando famílias Guarani e Kaingan. Existem dezenas de indígenas, negros e pobres brancos vivendo embaixo de pontes, à beira de estradas, sem nenhuma assistência e água potável. Os indígenas que vendem artesanatos são perseguidos na em Porto Alegre, sendo necessária a construção de um quiosque para que possam comercializar sua arte indígena e consigam valorização da cultura ancestral. Os quilombos rurais estão relegados à miséria.
- O governo do estado do Rio Grande do Sul que vem pedindo publicamente a paralisação das demarcações das terras e exigindo que a FUNAI não crie os grupos de trabalhos para proceder aos estudos de identificação e delimitação das terras que ainda não foram oficialmente reconhecidas como indígenas, fazendo coro, como se vê, aos interesses do grupo reacionário que tem agido no país.
- O fato de que, em nenhum momento a FUNAI (órgão indigenista responsável pela demarcação de terras indígenas), e a Sesai - Secretaria de Atenção à Saúde Indígena -, (órgão responsável pela assistência a estas comunidades), demonstraram interesse em atender as nossas reivindicações indígenas e cumprir com suas responsabilidades.
- A situação em quase todas as ocupações Guarani no RS é gravíssima. As águas dos rios e córregos estão contaminadas pelos dejetos das lavouras e das fábricas. As crianças, homens e mulheres estão doentes por causa desta realidade, e o governo federal desestrutura a FUNAI e as possibilidades de atendimento à saúde indígena, e o governo do estado apóia a ação do agronegócio.
- A postura arrogante da Cúria Metropolitana de Porto Alegre que assume seu passado genocida exibindo na fachada da base de sua Catedral a figura de cabeças indígenas de etnias diferentes que foram massacrados ao longo da história da formação social do estado exatamente pela aliança desta igreja com os poderosos de sempre. Demonstrando mais um descaso com a história de opressão aos povos indígenas, o Museu Antropológico do Rio Grande do Sul está fechado e a Biblioteca de Porto Alegre está desativada apesar de conter rico acervo sobre história dos povos e culturas pré colombianas.
- A heteronormatividade, o racismo e qualquer tipo de preconceito de institucional. Exigimos o cumprimento da Lei e o respeito ao direito histórico, ao direito à vida e ao direito de livre orientação sexual.
- O preconceito à comunidade LGBT e o impedimento organizado para impedir, no Congresso Nacional, o avanço da Legislação protetiva a esta população, em especial a obstrução da PLC 122/06, que transforma a homofobia em crime e a legislação que regulamenta o casamento homossexual.
- As ações contra o povo negro, indígenas, pobres, LGBT são movidas pelas bancadas conservadoras e fundamentalistas e pelos ruralistas do agronegócio exportador. Madeireiras, carvoarias, mineradoras e empreiteiras têm tido apoio de parlamentares visando mudar a legislação e contam com apoio de governos municipais, estaduais e federais, em prejuízo do ecosistema e do desenvolvimento sustentável.
Reiteramos que as ações que procuram desmobilizar e destruir nossos povos são movidas pelos ruralistas do agronegócio exportador, pelas madeireiras, pelas carvoarias, pelas mineradoras e pelas empreiteiras, com o apoio de parlamentares para mudar as legislações, e o aval de governos municipais, estaduais e federal.
Esses empresários e políticos usam a boa fé de todos e o amor do povo por determinados valores, como o futebol, para fazer dele mais um grande negócio, desta vez, de tal magnitude que pretendem ocupar grandes espaços de terra, expulsando grande contingente de famílias de suas moradias pobres, realizando uma higienização urbana e rural, para realizarem seus mega projetos, sem nenhuma preocupação real com populações inteiras, tradicionais, que habitam estas áreas há dezenas de anos.
Por fim, exigimos nosso:
- Direito à terra ancestral indígena e quilombola;
- Direito de exercer livremente sua orientação sexual,
- E não aceitamos o retrocesso social preconizado pelo bloco político do mal, o racismo, o sexismo, a homofobia e o preconceito institucional e exigem o respeito aos direitos Históricos, Humanos, à vida e o cumprimento da Lei.
- Mobilizados, aguardamos respostas dos governos e a derrota da ADIN 3239 que está sendo julgada hoje, dia 18, no Superior Tribunal Federal.
Porto Alegre, 18 de abril de 2012-04-18
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Contatos:
Frente de Luta Quilombola, Indígena, Negra e Popular de Porto Alegre - http://frentequilombola.wordpress.com/
Instituto Cosmologia da Floresta Continente Sul Intercontinental - tvashaninka.blogspot.com
Blog Resistência Indígena Continental - resistenciaindigenacontinental@gmail.com
Rede GRUMIN de Mulheres Indígenas - http://www.grumin.org.br
terça-feira, 5 de julho de 2011
Tuxaua Kaxalpynia Runayke na rádio WEB Petroleira
A Resistência Indigena Continental fotografou o tuxaua Kaxalpynia Runayke no Santuário ancestral que fica nas imediações da Aldeia Noroeste (Brasília/DF)na data de 29 de junho de 2011, colhendo estas duas belas imagens.
O Programa "Sem Teto em Revista" (rádio web petroleira http://www.radiopetroleira.org.br/)na próxima 5a feira às 19h00, dia 07 de julho de 2011 apresentará o nosso grande Tuxaua Kaxalpynia Runaike em entrevista de Neto Kandall (coordenação técnica de Jaime de Freitas). Também será entrevistado o advogado da Frente Internacionalista dos Sem Teto, André de Paula, falando pela FIST. O tuxaua Kaxalpynia Runaike falará em nome do Movimento Indígena Revolucionário.
E o que os sem teto tem a ver com a resistência indígena ? Tudo !!! A grande maioria das pessoas indígenas que saem das suas aldeias - e no Brasil mais de 50 % do total de pessoas indígenas já vive fora das aldeias - se tornam "sem teto" seja morando na rua seja morando em favelas e sendo constantemente desalojados pelo Estado Racista Brasileiro.
terça-feira, 7 de junho de 2011
Kaxalpynia Runayke se manifesta sobre a UH Belo Monte
A comunidade indígena de todo território brasileiro manifesta-se sobre a defesa do Xingu.
O Itamaraty tem que aceitar a decisão da OEA em parar Belo Monte. Já que o Brasil é signatário de tratados internacionais, pedimos que o Brasil respeite estes Tratados.
Assim, para edificar um novo mundo que respeite a Lei da Mãe Terra, onde o valor da Vida está acima do valor do dinheiro.
O Movimento Indigena Revolucionário entregou ontem em Protocolo da OAB Federal a Petição da Rede GRUMIN de Mulheres Indigenas que pede que o presidente da OAB entre com todas as medidas para defesa do Xingu e suas populações e pela não construção da UH Belo Monte.
Fora Márcio Meira !
O Itamaraty tem que aceitar a decisão da OEA em parar Belo Monte. Já que o Brasil é signatário de tratados internacionais, pedimos que o Brasil respeite estes Tratados.
Assim, para edificar um novo mundo que respeite a Lei da Mãe Terra, onde o valor da Vida está acima do valor do dinheiro.
O Movimento Indigena Revolucionário entregou ontem em Protocolo da OAB Federal a Petição da Rede GRUMIN de Mulheres Indigenas que pede que o presidente da OAB entre com todas as medidas para defesa do Xingu e suas populações e pela não construção da UH Belo Monte.
Fora Márcio Meira !
segunda-feira, 30 de maio de 2011
Alertan en ONU de graves riesgos para pueblos indígenas
Via Genaro Bautista:
Preocupante que gobiernos se nieguen a reconocer derechos
Oposición a Declaración y consulta punto más sensibles
Genaro Bautista, Rogelio Mercado / AIPIN
La falta del reconocimiento de la consulta previa y el consentimiento, tal y como lo marcan los estándares internacionales, pone en riesgo el futuro de los pueblos indígenas, aseguró el Foro Permanente para Cuestiones Indígenas de la Organización de las Naciones Unidas (ONU).
El Foro, que depende del Consejo Económico y Social (Ecosoc) de la ONU, alertó de estos hechos, y llamó a los países a armonizar sus leyes locales con las internacionales, como el Convenio 169 de la Organización Internacional del Trabajo (OIT) y la Declaración de las Naciones Unidas sobre los Derechos de los Pueblos Indígenas.
La preocupación del máximo organismo de la ONU en materia indígena fue expresada tanto por expertos de ese grupo como por representantes indígenas que estuvieron en Nueva York en la sesión del Foro Permanente que concluyó este 27 de mayo.
Entre los temas que ponen en riesgo por la ausencia del reconocimiento de la consulta, resaltaron los referentes a las industrias extractivas, la mercantilización del agua, los desplazamientos forzados por los megaproyectos o conflictos armados, la extinción de las lenguas indígenas.
Saúl Vicente Vázquez uno de los integrantes de la ONU, lanzó el pasado 19 de mayo, una nueva advertencia sobre el impacto negativo de las industrias extractivas de minerales en América Latina sobre la vida de los pueblos indígenas de esa región.
Para Saúl Vicente, indígena zapoteco del Foro Permanente, esas corporaciones ejecutan proyectos que no tienen en cuenta los intereses de los pueblos originarios radicados en las tierras en que operan.
Y acusó a los gobiernos que cuando esos conglomerados reclaman sus derechos y exigen ser consultados para otorgar su consentimiento sufren "la criminalización de la protesta social".
Hasta el momento indicó el experto indígena, solo Ecuador, Bolivia, Venezuela y Nicaragua, reconocen en sus constituciones nacionales lo estipulado en la Declaración de la ONU sobre los Derechos de los Pueblos Indígenas.
Lamentó que en el resto de los países de la región temas como el derecho a la tierra, a los territorios y a los recursos naturales y al consentimiento libre, previo e informado aún no están aceptados.
La postura del Foro Permanente, fue respaldada por los representantes indígenas.
Juan Carlos Jintiach, Coordinador de Cooperación Internacional y Desarrollo Autónomo con Identidad, de la Coordinadora de las Organizaciones Indígenas de la Cuenca Amazónica (COICA), acusó a los nueve países de atentar contra el futuro de los pueblos indígenas.
El representante amazónico apuntó que en esa región donde se concentran los proyectos extractivos más grandes de América Latina, entre ellos los hidrocarburos, hidroeléctricas, mineras, vías e hidrovías, se enfrentan al despojo de sus riquezas naturales y uso indebido de sus saberes ancestrales, al no consultárseles y negárseles la participación en las decisiones.
Muchos de estos recursos enfatizó Juan Carlos Jintiach, son parte del gran proyecto de Integración de la Infraestructura Regional Sudamericana, IIRSA, donde los pueblos indígenas no se ven beneficiados.
La COICA es una organización que agrupa a más de 390 pueblos indígenas de nueve países de la región más estratégica en biodiversidad del planeta, la cuenca amazónica.
Para contrarrestar esto, el dirigente indígena, demandó al Foro Permanente, inste a los gobiernos y a los organismos internacionales elaborar, en consulta y cooperación con los propios indígenas, las normas, los mecanismos y los procedimientos más apropiados, en los procesos de formulación de leyes y políticas públicas, en particular aquéllos relacionados con el ejercicio los derechos de los pueblos indígenas.
Aunque para ello, es importante un primer gesto de los países como Guyana, Surinam y Francia, en la ratificación del Convenio No.169 de la OIT, y a la aplicación plena de los términos de la Declaración de las Naciones Unidas sobre los Derechos de los Pueblos Indígenas.
La COICA participó de la reunión preparatoria del Caucus Indígena de América Latina y El Caribe, realizado en la ciudad de Managua, del 3 al 6 de abril del 2011, donde se ratificaron las consideraciones y recomendaciones sobre la aplicación del principio del Consentimiento Previo, Libre e Informado (CPLI), empujado por el Foro Permanente.
Destacaron que desde la séptima sesión del FP se vienen formulando recomendaciones de manera reiterada, con el propósito de contribuir al respeto y la protección del derecho de los pueblos indígenas a la libre determinación y al consentimiento libre, previo e informado, que se encuentran consagrados en la Declaración de las Naciones Unidas sobre los Derechos de los Pueblos Indígenas, expresó.
El impacto negativo fue denunciado por la indígena mexicana de Oaxaca Dalí Angel, en la reunión sostenida con James Anaya, Relator Especial Para la Situación de los Derechos y Libertades Fundamentales de los Pueblos Indígenas de la ONU en el marco del Foro Permanente.
La misiva, enviada por la Unión de Comunidades Indígenas de la Zona Norte del Istmo (UCIZONI) y la Alianza Mexicana por la Autodeterminación de los Pueblos (AMAP), pormenoriza que los territorios indígenas de México han sido escenario de grandes proyectos que sólo han ocasionado despojos y más pobreza para estos pueblos.
El documento entregado al Relator Especial, reporta que en los últimos 100 años, comunidades enteras han desaparecido en nombre del “progreso”. ¿Como olvidar el gran sufrimiento que ocasiono la construcción de grandes represas en las regiones mazateca y chinanteca de Oaxaca? ¿Como no recordar la tristeza y destrucción que han dejado las grandes minas en territorios nahuas de Jalisco y Guerrero?, manifiesta el texto.
UCIZONI, expone que con el lanzamiento del Plan Puebla-Panamá, hoy Proyecto Mesoamerica, las grandes trasnacionales contando con la complicidad del gobierno mexicano, han iniciado una Nueva Invasión.
La organización indígena puso de ejemplo las corporaciones mineras canadienses que han obtenido cientos de concesiones para la explotación de minerales sin el consentimiento de las comunidades indígenas dueñas del territorio.
En diferentes regiones indígenas de Oaxaca, Chiapas, Guerrero, y Veracruz se proyecta la construcción de nuevas represas que significaran la desaparición de comunidades enteras y en el Istmo de Tehuantepec con presiones y engaños las compañías españolas se han apoderado de más de 15,000 hectáreas de tierras para imponer el megaproyecto eólico, acusa el documento entregado a Anaya.
Enfrentamos enemigos muy poderosos, enfrentamos al gobierno mexicano y a sus socios el gran capital financiero trasnacional quienes están dispuestos a todo con tal de apoderarse de las tierras y recursos de nuestros pueblos. Nos han perseguido, han militarizado nuestros territorios, han criminalizado a nuestros representantes y en algunos casos los han asesinado. Somos criminales por defender lo nuestro, denuncian los representantes indígenas.
“Es por ello que UCIZONI y la AMAP por este medio le hacemos un llamado para que intervenga ante el gobierno mexicano para que nos sea reconocido el derecho de nuestros pueblos a ser consultados de acuerdo a nuestra costumbre y en nuestras lengua, le pedimos que frente a proyectos de inversión y políticas públicas sea escuchada la palabra de nuestras comunidades”, expresan.
En el mismo sentido, Florina López, Kuna de Panamá, de la Red de mujeres sobre Biodiversidad, advirtió que los mega-proyectos y de desarrollo, las actividades mineras y forestales y los programas agrícolas siguen desplazando a los pueblos indígenas sin el libre consentimiento previo e informado.
Lo anterior apunta, ha dado como resultado un grave daño ambiental por lo que hoy día enfrentamos el calentamiento global que está afectando los cauces y cuencas hidrográficas de los ríos a nivel mundial.
Muchas de las regiones del mundo, donde existe la diversidad biológica de la Tierra son habitadas por pueblos indígenas, solo para mencionar: Australia, Brasil, China, Colombia, el Ecuador, los Estados Unidos de América, Filipinas, la India, Indonesia, Madagascar, Malasia, México, Papua Nueva Guinea, el Perú, la República Democrática del Congo, Sudáfrica y Venezuela, señaló.
Planteó el establecimiento de una reunión de expertos abierto, para discutir sobre los problemas en el tema ambiental, agro combustibles, plantaciones, arboles genéticamente modificados, recursos genéticos y basuras toxicas.
Ante estas coincidencias, el Caucus de Pueblos Indígena de Abya Yala Américas, emitió una resolución en la que llama, a trabajar el tema de Cambio Climático, dado que están directamente involucrados.
Pidió al FP tener un rol más protagónico y una mayor incidencia en el proceso preparatorio Rio + 20, a fin de generar procesos donde los pueblos indígenas tengan una fuerte influencia.
El caucus internacional demandó a México reconocer al pueblo Wixarika su territorio y garantizar el respecto del sitio sagrado de Wirikuta, amenazado por First Majestic Silver Corps y sus filiales.
Los representantes indios plantearon al Foro Permanente, estar pendientes para que sus derechos no se vean vulnerados por el avance de las industrias extractivas.
Anastasio Martínez Jiménez a nombre de la Juventud Indígena, recomendó el rediseño de metodologías censales, y procedimientos de aplicación, con amplios procesos de consulta e incorporar datos desagregados y variables étnico-culturales, y de género
También una mayor coordinación y articulación con las agencias de las Naciones Unidas como el PNUD, UNICEF, OPS, UNFPA y UNESCO, a fin de que se impulsen programas especialmente dirigidos a mejorar las condiciones en los ámbitos de la educación y la salud a la niñez, adolescencia, juventud, y a las mujeres indígenas.
Esta petición tuvo respuesta inmediata
El Foro Permanente para Cuestiones acordó crear la primera iniciativa interagencial para promover y proteger las garantías fundamentales de los pueblos indígenas.
La iniciativa lleva por nombre Alianza de la ONU para los Pueblos Indígenas (UNIPP), y su objetivo es fortalecer las instituciones de esas comunidades y promover su participación en los Gobiernos locales y nacionales.
Las agencias de la ONU englobadas en la UNIPP son la Organización Internacional del Trabajo (OIT), el Programa de las Naciones Unidas para el Desarrollo (PNUD), la Oficina de Derechos Humanos y el Fondo para la Infancia (UNICEF).
La Alianza de la ONU para los Pueblos Indígenas, tiene fuertes retos, entre ellos el referente a la preservación y desarrollo de las lenguas indígenas
En las discusiones del FP, destacaron las violaciones a los derechos humanos de los pueblos indígenas.
Dalee Sambo Dorough, de Alaska, otra representante del foro, se refirió a los "puntos calientes" que sufren los indígenas en Latinoamérica y mencionó en concreto la desaparición y muerte de al menos una decena de indígenas a principios de mes en el estado mexicano de Oaxaca.
Pero será en 2012, cuando el Foro Permanente, realice un balance de este año, y seguramente revisará la estrategia para una mejor efectividad en la defensa de los derechos de los pueblos indígenas del Planeta.
Preocupante que gobiernos se nieguen a reconocer derechos
Oposición a Declaración y consulta punto más sensibles
Genaro Bautista, Rogelio Mercado / AIPIN
La falta del reconocimiento de la consulta previa y el consentimiento, tal y como lo marcan los estándares internacionales, pone en riesgo el futuro de los pueblos indígenas, aseguró el Foro Permanente para Cuestiones Indígenas de la Organización de las Naciones Unidas (ONU).
El Foro, que depende del Consejo Económico y Social (Ecosoc) de la ONU, alertó de estos hechos, y llamó a los países a armonizar sus leyes locales con las internacionales, como el Convenio 169 de la Organización Internacional del Trabajo (OIT) y la Declaración de las Naciones Unidas sobre los Derechos de los Pueblos Indígenas.
La preocupación del máximo organismo de la ONU en materia indígena fue expresada tanto por expertos de ese grupo como por representantes indígenas que estuvieron en Nueva York en la sesión del Foro Permanente que concluyó este 27 de mayo.
Entre los temas que ponen en riesgo por la ausencia del reconocimiento de la consulta, resaltaron los referentes a las industrias extractivas, la mercantilización del agua, los desplazamientos forzados por los megaproyectos o conflictos armados, la extinción de las lenguas indígenas.
Saúl Vicente Vázquez uno de los integrantes de la ONU, lanzó el pasado 19 de mayo, una nueva advertencia sobre el impacto negativo de las industrias extractivas de minerales en América Latina sobre la vida de los pueblos indígenas de esa región.
Para Saúl Vicente, indígena zapoteco del Foro Permanente, esas corporaciones ejecutan proyectos que no tienen en cuenta los intereses de los pueblos originarios radicados en las tierras en que operan.
Y acusó a los gobiernos que cuando esos conglomerados reclaman sus derechos y exigen ser consultados para otorgar su consentimiento sufren "la criminalización de la protesta social".
Hasta el momento indicó el experto indígena, solo Ecuador, Bolivia, Venezuela y Nicaragua, reconocen en sus constituciones nacionales lo estipulado en la Declaración de la ONU sobre los Derechos de los Pueblos Indígenas.
Lamentó que en el resto de los países de la región temas como el derecho a la tierra, a los territorios y a los recursos naturales y al consentimiento libre, previo e informado aún no están aceptados.
La postura del Foro Permanente, fue respaldada por los representantes indígenas.
Juan Carlos Jintiach, Coordinador de Cooperación Internacional y Desarrollo Autónomo con Identidad, de la Coordinadora de las Organizaciones Indígenas de la Cuenca Amazónica (COICA), acusó a los nueve países de atentar contra el futuro de los pueblos indígenas.
El representante amazónico apuntó que en esa región donde se concentran los proyectos extractivos más grandes de América Latina, entre ellos los hidrocarburos, hidroeléctricas, mineras, vías e hidrovías, se enfrentan al despojo de sus riquezas naturales y uso indebido de sus saberes ancestrales, al no consultárseles y negárseles la participación en las decisiones.
Muchos de estos recursos enfatizó Juan Carlos Jintiach, son parte del gran proyecto de Integración de la Infraestructura Regional Sudamericana, IIRSA, donde los pueblos indígenas no se ven beneficiados.
La COICA es una organización que agrupa a más de 390 pueblos indígenas de nueve países de la región más estratégica en biodiversidad del planeta, la cuenca amazónica.
Para contrarrestar esto, el dirigente indígena, demandó al Foro Permanente, inste a los gobiernos y a los organismos internacionales elaborar, en consulta y cooperación con los propios indígenas, las normas, los mecanismos y los procedimientos más apropiados, en los procesos de formulación de leyes y políticas públicas, en particular aquéllos relacionados con el ejercicio los derechos de los pueblos indígenas.
Aunque para ello, es importante un primer gesto de los países como Guyana, Surinam y Francia, en la ratificación del Convenio No.169 de la OIT, y a la aplicación plena de los términos de la Declaración de las Naciones Unidas sobre los Derechos de los Pueblos Indígenas.
La COICA participó de la reunión preparatoria del Caucus Indígena de América Latina y El Caribe, realizado en la ciudad de Managua, del 3 al 6 de abril del 2011, donde se ratificaron las consideraciones y recomendaciones sobre la aplicación del principio del Consentimiento Previo, Libre e Informado (CPLI), empujado por el Foro Permanente.
Destacaron que desde la séptima sesión del FP se vienen formulando recomendaciones de manera reiterada, con el propósito de contribuir al respeto y la protección del derecho de los pueblos indígenas a la libre determinación y al consentimiento libre, previo e informado, que se encuentran consagrados en la Declaración de las Naciones Unidas sobre los Derechos de los Pueblos Indígenas, expresó.
El impacto negativo fue denunciado por la indígena mexicana de Oaxaca Dalí Angel, en la reunión sostenida con James Anaya, Relator Especial Para la Situación de los Derechos y Libertades Fundamentales de los Pueblos Indígenas de la ONU en el marco del Foro Permanente.
La misiva, enviada por la Unión de Comunidades Indígenas de la Zona Norte del Istmo (UCIZONI) y la Alianza Mexicana por la Autodeterminación de los Pueblos (AMAP), pormenoriza que los territorios indígenas de México han sido escenario de grandes proyectos que sólo han ocasionado despojos y más pobreza para estos pueblos.
El documento entregado al Relator Especial, reporta que en los últimos 100 años, comunidades enteras han desaparecido en nombre del “progreso”. ¿Como olvidar el gran sufrimiento que ocasiono la construcción de grandes represas en las regiones mazateca y chinanteca de Oaxaca? ¿Como no recordar la tristeza y destrucción que han dejado las grandes minas en territorios nahuas de Jalisco y Guerrero?, manifiesta el texto.
UCIZONI, expone que con el lanzamiento del Plan Puebla-Panamá, hoy Proyecto Mesoamerica, las grandes trasnacionales contando con la complicidad del gobierno mexicano, han iniciado una Nueva Invasión.
La organización indígena puso de ejemplo las corporaciones mineras canadienses que han obtenido cientos de concesiones para la explotación de minerales sin el consentimiento de las comunidades indígenas dueñas del territorio.
En diferentes regiones indígenas de Oaxaca, Chiapas, Guerrero, y Veracruz se proyecta la construcción de nuevas represas que significaran la desaparición de comunidades enteras y en el Istmo de Tehuantepec con presiones y engaños las compañías españolas se han apoderado de más de 15,000 hectáreas de tierras para imponer el megaproyecto eólico, acusa el documento entregado a Anaya.
Enfrentamos enemigos muy poderosos, enfrentamos al gobierno mexicano y a sus socios el gran capital financiero trasnacional quienes están dispuestos a todo con tal de apoderarse de las tierras y recursos de nuestros pueblos. Nos han perseguido, han militarizado nuestros territorios, han criminalizado a nuestros representantes y en algunos casos los han asesinado. Somos criminales por defender lo nuestro, denuncian los representantes indígenas.
“Es por ello que UCIZONI y la AMAP por este medio le hacemos un llamado para que intervenga ante el gobierno mexicano para que nos sea reconocido el derecho de nuestros pueblos a ser consultados de acuerdo a nuestra costumbre y en nuestras lengua, le pedimos que frente a proyectos de inversión y políticas públicas sea escuchada la palabra de nuestras comunidades”, expresan.
En el mismo sentido, Florina López, Kuna de Panamá, de la Red de mujeres sobre Biodiversidad, advirtió que los mega-proyectos y de desarrollo, las actividades mineras y forestales y los programas agrícolas siguen desplazando a los pueblos indígenas sin el libre consentimiento previo e informado.
Lo anterior apunta, ha dado como resultado un grave daño ambiental por lo que hoy día enfrentamos el calentamiento global que está afectando los cauces y cuencas hidrográficas de los ríos a nivel mundial.
Muchas de las regiones del mundo, donde existe la diversidad biológica de la Tierra son habitadas por pueblos indígenas, solo para mencionar: Australia, Brasil, China, Colombia, el Ecuador, los Estados Unidos de América, Filipinas, la India, Indonesia, Madagascar, Malasia, México, Papua Nueva Guinea, el Perú, la República Democrática del Congo, Sudáfrica y Venezuela, señaló.
Planteó el establecimiento de una reunión de expertos abierto, para discutir sobre los problemas en el tema ambiental, agro combustibles, plantaciones, arboles genéticamente modificados, recursos genéticos y basuras toxicas.
Ante estas coincidencias, el Caucus de Pueblos Indígena de Abya Yala Américas, emitió una resolución en la que llama, a trabajar el tema de Cambio Climático, dado que están directamente involucrados.
Pidió al FP tener un rol más protagónico y una mayor incidencia en el proceso preparatorio Rio + 20, a fin de generar procesos donde los pueblos indígenas tengan una fuerte influencia.
El caucus internacional demandó a México reconocer al pueblo Wixarika su territorio y garantizar el respecto del sitio sagrado de Wirikuta, amenazado por First Majestic Silver Corps y sus filiales.
Los representantes indios plantearon al Foro Permanente, estar pendientes para que sus derechos no se vean vulnerados por el avance de las industrias extractivas.
Anastasio Martínez Jiménez a nombre de la Juventud Indígena, recomendó el rediseño de metodologías censales, y procedimientos de aplicación, con amplios procesos de consulta e incorporar datos desagregados y variables étnico-culturales, y de género
También una mayor coordinación y articulación con las agencias de las Naciones Unidas como el PNUD, UNICEF, OPS, UNFPA y UNESCO, a fin de que se impulsen programas especialmente dirigidos a mejorar las condiciones en los ámbitos de la educación y la salud a la niñez, adolescencia, juventud, y a las mujeres indígenas.
Esta petición tuvo respuesta inmediata
El Foro Permanente para Cuestiones acordó crear la primera iniciativa interagencial para promover y proteger las garantías fundamentales de los pueblos indígenas.
La iniciativa lleva por nombre Alianza de la ONU para los Pueblos Indígenas (UNIPP), y su objetivo es fortalecer las instituciones de esas comunidades y promover su participación en los Gobiernos locales y nacionales.
Las agencias de la ONU englobadas en la UNIPP son la Organización Internacional del Trabajo (OIT), el Programa de las Naciones Unidas para el Desarrollo (PNUD), la Oficina de Derechos Humanos y el Fondo para la Infancia (UNICEF).
La Alianza de la ONU para los Pueblos Indígenas, tiene fuertes retos, entre ellos el referente a la preservación y desarrollo de las lenguas indígenas
En las discusiones del FP, destacaron las violaciones a los derechos humanos de los pueblos indígenas.
Dalee Sambo Dorough, de Alaska, otra representante del foro, se refirió a los "puntos calientes" que sufren los indígenas en Latinoamérica y mencionó en concreto la desaparición y muerte de al menos una decena de indígenas a principios de mes en el estado mexicano de Oaxaca.
Pero será en 2012, cuando el Foro Permanente, realice un balance de este año, y seguramente revisará la estrategia para una mejor efectividad en la defensa de los derechos de los pueblos indígenas del Planeta.
quarta-feira, 18 de maio de 2011
2000 Waimiri-Atroari desaparecidos durante ditadura militar – 3
Via site do CIMI:
Por que kamña matou kiña?
Em junho de 1985, sentado na calçada em frente ao prédio da FUNAI, em Brasília, em companhia de dois Waimiri-Atroari ou Kiña, um deles me perguntou à queima-roupa: “O que é que civilizado joga de avião e que queima corpo da gente por dentro?”
Em aula, tão logo tiveram confiança em nós, Doroti e Eu, semelhantes perguntas se sucediam: “Por que kamña (civilizado) matou Kiña?” “O que é que kamña jogou do avião e matou Kiña?” Kamña jogou kawuni (de cima, de avião), igual a pó que queimou garganta e Kiña morreu logo”. “Apiyemeyekî?” (por quê?). Procurávamos, inicialmente, furtar-nos à curiosidade sobre essas questões, sabedores da susceptibilidade dos agentes da FUNAI e das Forças Armadas, únicos responsáveis pelo destino deste povo.
Um texto de Damxiri dizia: “Apapeme yinpa Wanakta yimata” (“Meu pai me abandonou no caminho da aldeia de Wanakta”). A frase, discutida em aula, nos levou à seguinte história: um dia a aldeia de Yanumá, pai de Damxiri, nosso aluno da escola Yawara, foi atacada por kamña (civilizado). Yanumá procurou reter o ataque, enquanto mulheres e crianças fugiam pelo varadouro que conduzia à aldeia de Wanakta, localizada no Alto Rio Camanaú. Mortalmente ferido, Yanumá ainda conseguiu alcançar a mulher e os filhos. Sentindo-se desfalecer, recomendou à mulher que se refugiassem na aldeia de Wanakta, um líder descrito por eles como: “Wanakta karanî, xuiyá, todapra” (“Wanakta, um homem bom, bonito e gordo”). Sua aldeia estava situada numa região bem fora do roteiro da estrada e dos rios navegáveis. Possivelmente nunca foi vista pelos militares, tendo sido uma das únicas que não foi atingida pela violência praticada pelos militares.
As 31 (trinta e uma) pessoas que compunham a comunidade Yawara, onde desenvolvemos o nosso trabalho, eram sobreviventes de quatro aldeias localizadas à margem direita do rio Alalaú, desaparecidas entre 1970 e1975. A pessoa mais velha tinha em torno de 40 anos. As demais, acima de dez anos, eram órfãs, com exceção de duas irmãs cuja mãe ainda vivia. Seus pais morreram na resistência contra a rodovia BR-174. As crianças de 4 a 10 anos também eram órfãs. Seus pais morreram de sarampo em 1981, abandonados pela FUNAI à beira da BR-174, no Km 292.
Na medida em que a confiança da comunidade crescia já não éramos apenas professores, mas pessoas envolvidas com o seu desejo de viver. Questionaram a razão pela qual kamña matou os seus pais, parentes e amigos. Desenhavam cenas de violência. Avião ou helicóptero sobrevoando a aldeia, soldados atirando escondidos atrás de árvores e na única frase ao lado, muitas vezes se destacava essa pergunta: “apiyemeyekî?” (por quê?).
Algumas vezes relacionaram os mortos. Panaxi, um jovem pai, descreveu o seguinte episódio que vivenciou no início dos anos 70 com seus pais, irmãos, parentes e amigos numa aldeia na proximidade do baixo Alalaú: “Antigamente não tinha doença. Kiña estava com saúde. Olha civilizado aí! Olha civilizado ali! Lá! Acolá! Civilizado escondido atrás do toco-de-pau! Civilizado matou Maxi. Civilizado matou Sere. Civilizado matou Podanî. Civilizado matou Mani. Civilizado matou Akamamî. Civilizado matou Priwixi. Civilizado matou Txire. Civilizado matou Tarpiya. Com bomba. Escondido atrás do toco-de-pau!”
Yaba escreveu: “Kamña mudîtaka notpa, apapa damemohpa” (civilizado desceu de helicóptero na minha casa, aí meu pai morreu). “Ayakînî damemohpa. Apiyemyekî?” (Minha irmã morreu. Por quê?).
Abaixo, outra relação de mortos: na Mahña mudî, (aldeia do rio Mahña, Alto Alalaú) Mawé, Xiwya, mãe de Rosa, Mayede, marido de Wada, Eriwixi, Waiba, Samyamî, mãe de Xere e Pikibda. Morreu ainda pequena (pitxenme), filha de Wada. Maderê, mulher de Elsa. Wairá, mulher de Amiko que mora no Jara, Pautxi, marido de Woxkî que mora no Jará. Arpaxi, marido de Sidé que mora no Alalaú, Wepînî, filho de Elsa. Kixii e seu marido Mayká, Paruwá, pai de Ida. Waheri, irmã de Wome e mais outra irmã de Wome. Suá, pai de Warkaxi e suas duas esposas e um filho. Kwida. Wara’ye – pai de Comprido. Tarahña, pai de Paulinho. Ida, mãe de Mayedê. Morreu ainda uma mulher velha cujo nome não relacionaram. A filha de Sabe que mora no Mrebsna Mudî, dois tios de Mário Paruwé, o pai de Womé e uma filha de Antônio.
Kramna Mudî era uma aldeia Kiña que se localizava na margem Oeste da BR-174, no Baixo rio Alalaú, próximo ao local conhecido como Travessia sobre a Umá, um “varadouro interétnico” que atravessava o território Waimiri-Atroari de Sul a Norte, para interligar com os Wai Wai e outros povos Karib na Guiana e no Suriname. No final de setembro de 1974, Kramna Mudî acolhia o povo Kiña para uma festa tradicional. Visitantes do Camanaú e do Baixo Alalaú já estavam lá. O pessoal das aldeias do Norte ainda estava a caminho. A festa já estava começando com muita gente reunida. Pelo meio dia um ronco de avião se aproxima. O pessoal sai das malocas para ver. A criançada se concentra no pátio. O avião derramou um pó e todos morreram, menos um. O tuxaua Comprido estava a caminho. Vinha do Norte com a sua gente. Chegando perto estranharam o silêncio. Aldeia em festa sempre está cheia de algazarra. Ao se aproximarem encontraram todos mortos, menos um. Morreram sem um sinal de violência no corpo. Dentro da maloca, nos girais, grande quantidade de carne moqueada, mostrando que tudo estava preparado para acolher muita gente. O sobrevivente só se recordava do barulho do avião passando por cima da aldeia e do pó que caia. Os Kiña forneceram uma relação de 33 parentes mortos neste massacre.
Contaram-nos que Comprido, ao ver os parentes mortos pelo chão, revoltou-se muito. Antes de voltarem para as suas malocas, provavelmente no dia 30 de setembro de 1974 à tarde, um grupo de Kiñaatacou três funcionários da FUNAI, João Dionísio do Norte, Paulo Ramos e Luiz Pereira Braga, que subiam o Rio Alalaú para abastecerem o Posto Alalaú II. Mataram os três e jogaram os corpos na altura da Travessia, local onde a Umá (varadouro) atravessa o Alalaú, a aproximadamente seis quilômetros da aldeia chacinada. No dia seguinte, o tuxaua Comprido atacou o Posto Alalaú II, a aproximadamente 500 m da ponte do Rio Alalaú, então, o ponto mais avançado da BR-174.
Casa da Cultura do Urubuí / Presidente Figueiredo / 14 de maio de 2011.
Egydio Schwade
Fonte:Publicado em terça-feira, 17, maio, 2011 22:16:27 por União - Campo, Cidade e Floresta
http://uniaocampocidadeefloresta.wordpress.com/2011/05/17/2000-waimiri-atroari-desaparecidos-durante-ditadura-militar-%e2%80%93-3/
Por que kamña matou kiña?
Em junho de 1985, sentado na calçada em frente ao prédio da FUNAI, em Brasília, em companhia de dois Waimiri-Atroari ou Kiña, um deles me perguntou à queima-roupa: “O que é que civilizado joga de avião e que queima corpo da gente por dentro?”
Em aula, tão logo tiveram confiança em nós, Doroti e Eu, semelhantes perguntas se sucediam: “Por que kamña (civilizado) matou Kiña?” “O que é que kamña jogou do avião e matou Kiña?” Kamña jogou kawuni (de cima, de avião), igual a pó que queimou garganta e Kiña morreu logo”. “Apiyemeyekî?” (por quê?). Procurávamos, inicialmente, furtar-nos à curiosidade sobre essas questões, sabedores da susceptibilidade dos agentes da FUNAI e das Forças Armadas, únicos responsáveis pelo destino deste povo.
Um texto de Damxiri dizia: “Apapeme yinpa Wanakta yimata” (“Meu pai me abandonou no caminho da aldeia de Wanakta”). A frase, discutida em aula, nos levou à seguinte história: um dia a aldeia de Yanumá, pai de Damxiri, nosso aluno da escola Yawara, foi atacada por kamña (civilizado). Yanumá procurou reter o ataque, enquanto mulheres e crianças fugiam pelo varadouro que conduzia à aldeia de Wanakta, localizada no Alto Rio Camanaú. Mortalmente ferido, Yanumá ainda conseguiu alcançar a mulher e os filhos. Sentindo-se desfalecer, recomendou à mulher que se refugiassem na aldeia de Wanakta, um líder descrito por eles como: “Wanakta karanî, xuiyá, todapra” (“Wanakta, um homem bom, bonito e gordo”). Sua aldeia estava situada numa região bem fora do roteiro da estrada e dos rios navegáveis. Possivelmente nunca foi vista pelos militares, tendo sido uma das únicas que não foi atingida pela violência praticada pelos militares.
As 31 (trinta e uma) pessoas que compunham a comunidade Yawara, onde desenvolvemos o nosso trabalho, eram sobreviventes de quatro aldeias localizadas à margem direita do rio Alalaú, desaparecidas entre 1970 e1975. A pessoa mais velha tinha em torno de 40 anos. As demais, acima de dez anos, eram órfãs, com exceção de duas irmãs cuja mãe ainda vivia. Seus pais morreram na resistência contra a rodovia BR-174. As crianças de 4 a 10 anos também eram órfãs. Seus pais morreram de sarampo em 1981, abandonados pela FUNAI à beira da BR-174, no Km 292.
Na medida em que a confiança da comunidade crescia já não éramos apenas professores, mas pessoas envolvidas com o seu desejo de viver. Questionaram a razão pela qual kamña matou os seus pais, parentes e amigos. Desenhavam cenas de violência. Avião ou helicóptero sobrevoando a aldeia, soldados atirando escondidos atrás de árvores e na única frase ao lado, muitas vezes se destacava essa pergunta: “apiyemeyekî?” (por quê?).
Algumas vezes relacionaram os mortos. Panaxi, um jovem pai, descreveu o seguinte episódio que vivenciou no início dos anos 70 com seus pais, irmãos, parentes e amigos numa aldeia na proximidade do baixo Alalaú: “Antigamente não tinha doença. Kiña estava com saúde. Olha civilizado aí! Olha civilizado ali! Lá! Acolá! Civilizado escondido atrás do toco-de-pau! Civilizado matou Maxi. Civilizado matou Sere. Civilizado matou Podanî. Civilizado matou Mani. Civilizado matou Akamamî. Civilizado matou Priwixi. Civilizado matou Txire. Civilizado matou Tarpiya. Com bomba. Escondido atrás do toco-de-pau!”
Yaba escreveu: “Kamña mudîtaka notpa, apapa damemohpa” (civilizado desceu de helicóptero na minha casa, aí meu pai morreu). “Ayakînî damemohpa. Apiyemyekî?” (Minha irmã morreu. Por quê?).
Abaixo, outra relação de mortos: na Mahña mudî, (aldeia do rio Mahña, Alto Alalaú) Mawé, Xiwya, mãe de Rosa, Mayede, marido de Wada, Eriwixi, Waiba, Samyamî, mãe de Xere e Pikibda. Morreu ainda pequena (pitxenme), filha de Wada. Maderê, mulher de Elsa. Wairá, mulher de Amiko que mora no Jara, Pautxi, marido de Woxkî que mora no Jará. Arpaxi, marido de Sidé que mora no Alalaú, Wepînî, filho de Elsa. Kixii e seu marido Mayká, Paruwá, pai de Ida. Waheri, irmã de Wome e mais outra irmã de Wome. Suá, pai de Warkaxi e suas duas esposas e um filho. Kwida. Wara’ye – pai de Comprido. Tarahña, pai de Paulinho. Ida, mãe de Mayedê. Morreu ainda uma mulher velha cujo nome não relacionaram. A filha de Sabe que mora no Mrebsna Mudî, dois tios de Mário Paruwé, o pai de Womé e uma filha de Antônio.
Kramna Mudî era uma aldeia Kiña que se localizava na margem Oeste da BR-174, no Baixo rio Alalaú, próximo ao local conhecido como Travessia sobre a Umá, um “varadouro interétnico” que atravessava o território Waimiri-Atroari de Sul a Norte, para interligar com os Wai Wai e outros povos Karib na Guiana e no Suriname. No final de setembro de 1974, Kramna Mudî acolhia o povo Kiña para uma festa tradicional. Visitantes do Camanaú e do Baixo Alalaú já estavam lá. O pessoal das aldeias do Norte ainda estava a caminho. A festa já estava começando com muita gente reunida. Pelo meio dia um ronco de avião se aproxima. O pessoal sai das malocas para ver. A criançada se concentra no pátio. O avião derramou um pó e todos morreram, menos um. O tuxaua Comprido estava a caminho. Vinha do Norte com a sua gente. Chegando perto estranharam o silêncio. Aldeia em festa sempre está cheia de algazarra. Ao se aproximarem encontraram todos mortos, menos um. Morreram sem um sinal de violência no corpo. Dentro da maloca, nos girais, grande quantidade de carne moqueada, mostrando que tudo estava preparado para acolher muita gente. O sobrevivente só se recordava do barulho do avião passando por cima da aldeia e do pó que caia. Os Kiña forneceram uma relação de 33 parentes mortos neste massacre.
Contaram-nos que Comprido, ao ver os parentes mortos pelo chão, revoltou-se muito. Antes de voltarem para as suas malocas, provavelmente no dia 30 de setembro de 1974 à tarde, um grupo de Kiñaatacou três funcionários da FUNAI, João Dionísio do Norte, Paulo Ramos e Luiz Pereira Braga, que subiam o Rio Alalaú para abastecerem o Posto Alalaú II. Mataram os três e jogaram os corpos na altura da Travessia, local onde a Umá (varadouro) atravessa o Alalaú, a aproximadamente seis quilômetros da aldeia chacinada. No dia seguinte, o tuxaua Comprido atacou o Posto Alalaú II, a aproximadamente 500 m da ponte do Rio Alalaú, então, o ponto mais avançado da BR-174.
Casa da Cultura do Urubuí / Presidente Figueiredo / 14 de maio de 2011.
Egydio Schwade
Fonte:Publicado em terça-feira, 17, maio, 2011 22:16:27 por União - Campo, Cidade e Floresta
http://uniaocampocidadeefloresta.wordpress.com/2011/05/17/2000-waimiri-atroari-desaparecidos-durante-ditadura-militar-%e2%80%93-3/
Bolívia cria Lei da Mãe Terra: País dá exemplo ao mundo
Via Blog do Daniel Munduruku:
A Bolívia está em vias da aprovar a primeira legislação mundial dando à natureza direitos iguais aos dos humanos. A Lei da Mãe Terra, que conta com apoio de políticos e grupos sociais, é uma enorme redefinição de direitos. Ela qualifica os ricos depósitos minerais do país como "bençãos", e se espera que promova uma mudança importante na conservação e em medidas sociais para a redução da poluição e controle da indústria, em um país que tem sido há anos destruído por conta de seus recursos, informa o Celsias.
Na Conferência do Clima de Cancun, a Bolívia destoou da maioria quando declarou que todo o processo era uma farsa, e que países em desenvolvimento não apenas estavam carregando a cruz da mudança do clima como, com novas medidas, teriam de cortar também mais suas emissões.
A Lei da Mãe Terra vai estabelcer 11 direitos para a natureza, incluindo o direito à vida, o direito da continuação de ciclos e processos vitais livres de alteração humana, o direito a água e ar limpos, o direito ao equilíbrio, e o direito de não ter estruturas celulares modificadas ou alteradas geneticamente. Ela também vai
assegurar o direito de o país "não ser afetado por megaestruturas e projetos de desenvolvimento que afetem o equilíbrio de ecossistemas e as comunidades locais".
Segundo o vice-presidente Alvaro García Linera. "ela estabelece uma nova relação entre homem e natureza. A harmonia que tem de ser preservada como garantia de sua regeneração. A terra é a mãe de todos". O presidente Evo Morales é o primeiro indígena americano a ocupar tal cargo, e tem sido um crítico veemente de países industrializados que não estão dispostos a manter o aquecimento da temperatura em um grau. É compreensível, já que o grau de aquecimento, que poderia chegar de 3.5 a 4 graus centígrados, dadas tendências atuais, significaria a desertifição de grande parte da Bolívia.
Esta mudança significa a ressurgência da visão de um mundo indígena andino, que coloca a deusa da Terra e do ambiente, Pachamama, no centro de toda a vida. Esta visão considera iguais os direitos humanos e de todas as outras entidades. A Bolivia sofre há tempos sérios problema ambientais com a mineração de alumínio, prata, ouro e outras matérias primas.
O ministro do exterior David Choquehuanca disse que o respeito tradicional dos índios por Pachamama é vital para impedir a mudança do clima. "Nossos antepassados nos ensinaram que pertencemos a uma grande família de plantas e animais. Nós, povos indígenas, podemos com nossos valores contribuir com a solução das crises energética, climática e alimentar". Segundo a filosofia indígena, Pachamama é "sagrada, fértil e a fonte da vida que alimenta e cuida de todos os seres viventes em seu ventre."
Fonte: Postado por Instituto Uk`a. às Domingo, Maio 08, 2011
http://danielmunduruku.blogspot.com/2011/05/bolivia-cria-lei-da-mae-terra-pais-da.html
A Bolívia está em vias da aprovar a primeira legislação mundial dando à natureza direitos iguais aos dos humanos. A Lei da Mãe Terra, que conta com apoio de políticos e grupos sociais, é uma enorme redefinição de direitos. Ela qualifica os ricos depósitos minerais do país como "bençãos", e se espera que promova uma mudança importante na conservação e em medidas sociais para a redução da poluição e controle da indústria, em um país que tem sido há anos destruído por conta de seus recursos, informa o Celsias.
Na Conferência do Clima de Cancun, a Bolívia destoou da maioria quando declarou que todo o processo era uma farsa, e que países em desenvolvimento não apenas estavam carregando a cruz da mudança do clima como, com novas medidas, teriam de cortar também mais suas emissões.
A Lei da Mãe Terra vai estabelcer 11 direitos para a natureza, incluindo o direito à vida, o direito da continuação de ciclos e processos vitais livres de alteração humana, o direito a água e ar limpos, o direito ao equilíbrio, e o direito de não ter estruturas celulares modificadas ou alteradas geneticamente. Ela também vai
assegurar o direito de o país "não ser afetado por megaestruturas e projetos de desenvolvimento que afetem o equilíbrio de ecossistemas e as comunidades locais".
Segundo o vice-presidente Alvaro García Linera. "ela estabelece uma nova relação entre homem e natureza. A harmonia que tem de ser preservada como garantia de sua regeneração. A terra é a mãe de todos". O presidente Evo Morales é o primeiro indígena americano a ocupar tal cargo, e tem sido um crítico veemente de países industrializados que não estão dispostos a manter o aquecimento da temperatura em um grau. É compreensível, já que o grau de aquecimento, que poderia chegar de 3.5 a 4 graus centígrados, dadas tendências atuais, significaria a desertifição de grande parte da Bolívia.
Esta mudança significa a ressurgência da visão de um mundo indígena andino, que coloca a deusa da Terra e do ambiente, Pachamama, no centro de toda a vida. Esta visão considera iguais os direitos humanos e de todas as outras entidades. A Bolivia sofre há tempos sérios problema ambientais com a mineração de alumínio, prata, ouro e outras matérias primas.
O ministro do exterior David Choquehuanca disse que o respeito tradicional dos índios por Pachamama é vital para impedir a mudança do clima. "Nossos antepassados nos ensinaram que pertencemos a uma grande família de plantas e animais. Nós, povos indígenas, podemos com nossos valores contribuir com a solução das crises energética, climática e alimentar". Segundo a filosofia indígena, Pachamama é "sagrada, fértil e a fonte da vida que alimenta e cuida de todos os seres viventes em seu ventre."
Fonte: Postado por Instituto Uk`a. às Domingo, Maio 08, 2011
http://danielmunduruku.blogspot.com/2011/05/bolivia-cria-lei-da-mae-terra-pais-da.html
terça-feira, 17 de maio de 2011
MANIFESTO PELOS DIREITOS DAS MULHERES INDIGENAS BRASILEIRAS
Via Mirian Terena:
Nós Mulheres Indígenas, Lutamos pela efetivação de construção as políticas públicas voltadas às mulheres indígenas, na demarcação das terras, na educação diferenciada, na saúde de qualidade para a mulher e a criança indígena, Entendemos que devemos ser incluídas nos espaços públicos do qual estamos excluídas há muitos séculos. Acreditamos sermos as verdadeiras agentes de transformação, contribuindo assim para a construção de um mundo mais justo e fraterno. Pela valorização das mulheres indígenas, elencamos 13 diretrizes para contribuir com o novo governo para a realização das ações afirmativas. 13 DIRETRIZES DA MULHER INDÍGENA - EMPODERAMENTO, AUTONOMIA, PROTAGONISMO, EQÜIDADE DE GENERO 1 – Criação da SUBSECRETARIA DA MULHER INDÍGENA no Governo Federal e nomear uma MULHER INDIGENA para essa FUNÇÃO, com AUTONOMIA FINANCEIRA, para desenvolver projetos sociais para os POVOS INDÍGENAS 2 – Assegurar maior REPRESENTAÇÃO da MULHER INDÍGENA no Governo, com a inclusão efetiva da mulher em instancias de poder, como nos Conselhos Consultivos, Ministérios e Secretarias. 3 – Assegurar a PARTICIPAÇÃO da MULHER INDÍGENA nos processos de decisões que afetem seus interesses e demandas. 4 – Garantir 30% de VAGAS à mulher indígena nas FUNÇÕES E CONCURSOS PÚBLICOS. 5 – Criar o PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL da MULHER e da CRIANÇA INDIGENA 6 – Garantir saúde de qualidade com a criação do “PROGRAMA DE ATENÇÃO INTEGRAL A SAUDE da mulher e da criança indígena”. 7 – Demarcação e apoio à GESTÃO TERRITORIAL, POLÍTICA E ECONÔMICA das TERRAS INDIGENAS. 8 – Planejamento, Desenvolvimento e implementação de PROJETOS ESPECÍFICOS E AUTO-SUSTENTÁVEIS para a mulher indígena. 9 – ERRADICAÇÃO do ANALFABETISMO e inclusão de PROGRAMAS EDUCACIONAIS, bem como acesso efetivo à EDUCAÇAO SUPERIOR e CULTURAIS para as MULHERES INDIGENAS. 10 - POLITICAS PÚBLICAS EFETIVAS voltadas para as Mulheres Indígenas, como a QUALIFICAÇÃO PROFISSIONAL, CURSOS DE INFORMÁTICA NAS ESCOLAS INDIGENAS. Amplo acesso às UNIVERSIDADES. 11 – Criação de PROGRAMAS DE VALORIZAÇÃO E CAPACITAÇÃO PROFISSIONAL para a inserção no MERCADO DE TRABALHO COMO PROFISSIONAIS, GERAÇÃO DE RENDA E EMPREGO para as Mulheres Indígenas. 12 - Criação de PROJETOS DE ESPORTE E LAZER nas Comunidades Indígenas para o combate a todo tipo de violência contra a mulher e criança indígena. 13 – Fortalecimentos e estimulo à palavra da Mulher Indígena como fator relevante sobre as questões familiares, comunitárias e culturais da sociedade nacional. “a palavra da mulher é sagrada como a terra” (palavras de um sábio líder indígena) CONAMI - Conselho Nacional de Mulheres Indígenas - Articulação, Promoção, Apoio e Defesa O Conselho Nacional de Mulheres Indígenas - CONAMI, criado em 23 de setembro de 1995, é uma entidade da sociedade civil, atua com equipes itinerantes nas diversas comunidades indígenas, lutando pelo protagonismo, autonomia e pela eqüidade de gênero, com acesso de oportunidades. Missão: Articular, defender, promover e apoiar a luta pelos direitos das mulheres indígenas, instrumentalizando-as no conhecimento das leis para o enfrentamento da violência, do racismo, discriminação e o preconceito, para que as mulheres sejam respeitadas e valorizadas na sua forma de vida tradicional e cultural, para que atuem em espaços de diálogo junto aos gestores públicos, buscando uma melhoria na qualidade de vida. CONAMI - Conselho Nacional de Mulheres Indígenas: Articulação, Promoção, Apoio e Defesa
http://www.ipetitions.com/petition/mulheresindigenasbrasilieras
blog: http://conamimulheresindigenas.blogspot.com
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http://conamimulheresindigenas.blogspot.com
Mirian Terena
Nós Mulheres Indígenas, Lutamos pela efetivação de construção as políticas públicas voltadas às mulheres indígenas, na demarcação das terras, na educação diferenciada, na saúde de qualidade para a mulher e a criança indígena, Entendemos que devemos ser incluídas nos espaços públicos do qual estamos excluídas há muitos séculos. Acreditamos sermos as verdadeiras agentes de transformação, contribuindo assim para a construção de um mundo mais justo e fraterno. Pela valorização das mulheres indígenas, elencamos 13 diretrizes para contribuir com o novo governo para a realização das ações afirmativas. 13 DIRETRIZES DA MULHER INDÍGENA - EMPODERAMENTO, AUTONOMIA, PROTAGONISMO, EQÜIDADE DE GENERO 1 – Criação da SUBSECRETARIA DA MULHER INDÍGENA no Governo Federal e nomear uma MULHER INDIGENA para essa FUNÇÃO, com AUTONOMIA FINANCEIRA, para desenvolver projetos sociais para os POVOS INDÍGENAS 2 – Assegurar maior REPRESENTAÇÃO da MULHER INDÍGENA no Governo, com a inclusão efetiva da mulher em instancias de poder, como nos Conselhos Consultivos, Ministérios e Secretarias. 3 – Assegurar a PARTICIPAÇÃO da MULHER INDÍGENA nos processos de decisões que afetem seus interesses e demandas. 4 – Garantir 30% de VAGAS à mulher indígena nas FUNÇÕES E CONCURSOS PÚBLICOS. 5 – Criar o PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL da MULHER e da CRIANÇA INDIGENA 6 – Garantir saúde de qualidade com a criação do “PROGRAMA DE ATENÇÃO INTEGRAL A SAUDE da mulher e da criança indígena”. 7 – Demarcação e apoio à GESTÃO TERRITORIAL, POLÍTICA E ECONÔMICA das TERRAS INDIGENAS. 8 – Planejamento, Desenvolvimento e implementação de PROJETOS ESPECÍFICOS E AUTO-SUSTENTÁVEIS para a mulher indígena. 9 – ERRADICAÇÃO do ANALFABETISMO e inclusão de PROGRAMAS EDUCACIONAIS, bem como acesso efetivo à EDUCAÇAO SUPERIOR e CULTURAIS para as MULHERES INDIGENAS. 10 - POLITICAS PÚBLICAS EFETIVAS voltadas para as Mulheres Indígenas, como a QUALIFICAÇÃO PROFISSIONAL, CURSOS DE INFORMÁTICA NAS ESCOLAS INDIGENAS. Amplo acesso às UNIVERSIDADES. 11 – Criação de PROGRAMAS DE VALORIZAÇÃO E CAPACITAÇÃO PROFISSIONAL para a inserção no MERCADO DE TRABALHO COMO PROFISSIONAIS, GERAÇÃO DE RENDA E EMPREGO para as Mulheres Indígenas. 12 - Criação de PROJETOS DE ESPORTE E LAZER nas Comunidades Indígenas para o combate a todo tipo de violência contra a mulher e criança indígena. 13 – Fortalecimentos e estimulo à palavra da Mulher Indígena como fator relevante sobre as questões familiares, comunitárias e culturais da sociedade nacional. “a palavra da mulher é sagrada como a terra” (palavras de um sábio líder indígena) CONAMI - Conselho Nacional de Mulheres Indígenas - Articulação, Promoção, Apoio e Defesa O Conselho Nacional de Mulheres Indígenas - CONAMI, criado em 23 de setembro de 1995, é uma entidade da sociedade civil, atua com equipes itinerantes nas diversas comunidades indígenas, lutando pelo protagonismo, autonomia e pela eqüidade de gênero, com acesso de oportunidades. Missão: Articular, defender, promover e apoiar a luta pelos direitos das mulheres indígenas, instrumentalizando-as no conhecimento das leis para o enfrentamento da violência, do racismo, discriminação e o preconceito, para que as mulheres sejam respeitadas e valorizadas na sua forma de vida tradicional e cultural, para que atuem em espaços de diálogo junto aos gestores públicos, buscando uma melhoria na qualidade de vida. CONAMI - Conselho Nacional de Mulheres Indígenas: Articulação, Promoção, Apoio e Defesa
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