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terça-feira, 9 de agosto de 2011

Organizações internacionais pedem respeito aos direitos de povos indígenas

Via Eliane Potiguara:


Publicado em 8/8/2011 15:54, Por Adital

Nesta terça-feira (9), celebra-se o “Dia Internacional dos Povos Indígenas”. A data, instituída desde 1994 pela Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), chama atenção para os direitos dos grupos originários. Neste ano, o dia 9 de agosto tem como tema: “Desenhos indígenas: celebrando nossas histórias e culturas, criando nosso próprio futuro”.

De acordo com as Nações Unidas, a temática deste ano “sublinha a necessidade de preservar e fortalecer as culturas indígenas incluídas a arte e a propriedade intelectual”. Da mesma forma, chama atenção dos consumidores para a história e a experiência pessoal que existe por trás de cada produto construído pelos indígenas.

Em mensagem por ocasião da data, Ban Ki-moon, secretário-geral da ONU, reafirma os direitos dos indígenas e o compromisso de promover a justiça, a igualdade e a dignidade. Segundo ele, existem cerca de 5 mil grupos indígenas em 90 países, representando mais de 5% da população mundial e 370 milhões de pessoas. No entanto, apesar da importância cultural, muitas dessas populações não têm seus costumes e histórias valorizadas.

“Os povos indígenas enfrentam muitos problemas para manter sua identidade, suas tradições e seus costumes, e suas contribuições culturais são em ocasiões exploradas e comercializadas com escasso ou nenhum reconhecimento. Devemos fazer um esforço maior para reconhecer e reforçar seu direito a controlar sua propriedade intelectual e ajudá-los a proteger, desenvolver e obter compensação justa por seu patrimônio cultural e seus conhecimentos tradicionais que, em última instância, beneficiam a todos nós”, destaca.

Ban Ki-moon ainda aproveita as celebrações do “Dia Internacional dos Povos Indígenas” para pedir aos Estados o compromisso de pôr fim às violações aos direitos humanos sofridas pelos indígenas e a combater as situações de pobreza extrema e perda de terras enfrentadas por esses povos.

A solicitação é compartilhada por Anistia Internacional (AI). No relatório “Sacrificar os Direitos em Nome do Desenvolvimento: os povos indígenas das Américas sob ameaça”, divulgado na semana passada, a organização de direitos humanos chama as autoridades do continente americano “a defender e proteger os direitos dos povos indígenas”. No documento, Anistia destaca alguns casos de violações aos direitos indígenas por conta de grandes projetos de desenvolvimento.

Como exemplo, a organização cita o caso da hidrelétrica de Belo Monte, no rio Xingu, região Norte do Brasil. De acordo com o informe, mesmo com a ordem da Comissão Interamericana de Direitos Humanos de suspender a construção da represa até garantir os direitos das comunidades indígenas, o governo brasileiro aprovou, no início do mês passado, a construção da obra.

Em outros países do continente, os indígenas também enfrentam problemas que vão desde a falta de consultas prévias antes da realização de projetos que afetam seus territórios até julgamentos considerados por eles como discriminatórios e injustos.

Programação


O “Dia Internacional dos Povos Indígenas” será marcado por oficinas, exposições e mesas de debate em vários países. O Fórum Permanente para as Questões Indígenas, o Departamento de Informação Pública da ONU e o Comitê de Organizações Não Governamentais do Decênio dos Povos Indígenas do Mundo promoverão amanhã, na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque, uma mesa redonda sobre “Desenhos indígenas: celebrando nossas histórias e culturas, criando nosso próprio futuro” e a exibição do documentário “O artesanato de Kalimantan: em harmonia com a cultura e a natureza”.

O Conselho Estatal para a Cultura e as Artes de Puebla, a Unidade de Puebla de Culturas Populares e o Instituto de Artesanatos do Estado realizarão, em Puebla, no México, quatro dias de ações pelo dia dos povos indígenas. As atividades começam nesta segunda-feira (8) e vão até a próxima quinta-feira (11) com exposições de arte indígena, leituras de poesias, mostras de danças, debates sobre a situação das comunidades indígenas e exibição de vídeos.

Fonte:http://correiodobrasil.com.br/organizacoes-internacionais-pedem-respeito-aos-direitos-de-povos-indigenas/280265/

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

22 Encontro de Contação de Historia Indigenas: mundo das sementes –sabado 6 de agosto de 2011

Via Afonso Apurinã


Comida típica Apurinã




Almoço Peixe na folha da bananeira

A noite sopa de peixe
ligar pra confirmar a presença no almoço

8362-1472 ou7479-7046
Programação
Pintura corporal, artesanato de varias etnias, sabonete da Niara do Sol
Curso lingua Tupi Guarani com Zary e Guajajara
Contação de historias indígenas com Doytyró Tukano, Dauá Puri,
Carolina Potiguara, Tapiti Guajajara , Afonso Apurinã, Kaxalpynia Runayke Yagua (a confirmar)entre outros; e amiga Carmel Farias e convidad@s,
Denise Pimenta e teatro de bonecos,com Melissa Coelho
Dança do Awé com varias etnias
Cine:Uranio e seus efeitos sobre o ambiente,
Palestra com Damacio Lopes
Eliane Potiguara (a confirmar)
Jurema Batista (a confirmar)
Apoio:
Rede GRUMIN de Mulheres Indígenas,Programa Turma cidadã /cefet
Índios em movimento, caema,
Secret/Direitos Humanos,
OAB,Defensoria Publica, Iserj,

contamos com sua colaboração se poder de 2 reais

para manutenção deste espaço

domingo, 31 de julho de 2011

Solidariedade para a Aldeia Maracanã e Nota de Repúdio ao Governo do RJ

Via Movimento Indígena Revolucionário:

Em breve o Movimento Indígena Revolucionário estará respondendo a afirmação do Governo do RJ que se nega a dialogar com o Movimento Indígena, por hora, lembramos o apoio dado em outubro de 2010 pela Rede GRUMIN de Mulheres Indígenas. Lembramos também que a Aldeia Maracanã é reconhecida em Diário Oficial do Governo.

Fonte: Rede GRUMIN de Mulheres Indígenas

Resistimos e seguiremos Resistindo neste Ano 518 da RESISTÊNCIA INDÍGENA CONTINENTAL !!!

Fonte: internet






A Rede GRUMIN de Mulheres Indígenas esteve presente no 12º Encontro de Contação de Histórias da Ocupação Indígena do Antigo Museu do Índio, representada pela conselheira do GRUMIN Miryám Hess e, no dia seguinte pela manhã a escritora Eliane Potiguara dialogou com lideranças: Guarapirá Pataxó, Apurinã, Luciana Kaigang, Lucia Munduruku, Carlos Pankararu. Temos acompanhado com carinho as decisões e atividades políticas do Movimento Tamoio que vimos nascer, encabeçado pelo Urutau Guajajara e o advogado indígena Arão da Providência Guajajara, que foram muito corajosos diante do sistema e de um governo estadual insensivel à restauração do antigo Museu do Índio. A Universidade Indígena que muitos não acreditavam ser possível pode tornar-se realidade diante da combativadade das lideranças indígenas que resistem desde 2006 até hoje no importante Movimento Tamoio. O GRUMIN parabeniza e se solidariza com este Movimento. ELIANE POTIGUARA
12º Encontro de Contação de Histórias da Ocupação Indígena do Antigo Museu do Índio (Patrimônio Indígena localizado defronte ao Portão nº 13 do Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro, antiga jurisdição da aldeia Tupinambá de Uruçu-Mirim, base da Resistência Tamoia Contra a Invasão Portuguesa, berço dos grandes Caciques Guerreiros Tupieté Cunhambebe e Aymberê, Mártires e Heróis da luta indígena no Brasil)


12º Encontro de Contação de Histórias da Ocupação Indígena do Antigo Museu do ÍndioFachada da primeira Universidade Indígena do Brasil
No dia 16 de outubro, a partir das 11 horas da manhã, o Instituto Tamoio dos Povos Originários, formado em 2006 por mais de 20 etnias em luta para preservação e reconhecimento do Antigo Museu do Índio, localizado na Rua Mata Machado, 126, no bairro do Maracanã, Rio de Janeiro, como Pólo Difusor de Educação e Cultura Indígenas, Patrimônio Indígena sob gestão indígena, recebe o 12º Encontro de Contação de Histórias, apresentando mitos dos povos Kayapó, Potiguara, Pankararu, Guajajara, Baré, Pataxó e Kaingang.

Na ocasião, será servido um almoço típico Pataxó (peixe na patioba, acompanhado de cauim e paçoca de aipim) por 25 reais e haverá aula de língua Tupi (Ze’gete), apresentações de canto e dança dos Pataxó e Guajajara, entre outras etnias brasileiras, oficinas de pintura corporal, exposição de artesanatos, exibição do “Cine-Indígena”, dança do Awê, cerimônia do Toré e ritual Pataxó da Aruanda – além da presença dos Ciganos, que comparecerão para apoiar, com a sua solidariedade e a sua força, expressa pela Dança Cigana, a luta pela preservação do Antigo Museu do Índio, primeira sede do SPI (Serviço de Proteção do Índio, transformado em Funai pelo regime militar; tendo anteriormente sediado a Escola Nacional de Agricultura, onde a partir de 1850 se estudou a domesticação nativa das sementes, com o Estado Brasileiro se apropriando, sem consulta prévia e nem sequer menção de contrapartida às etnias interessadas, de Conhecimentos, Técnicas e Saberes que constituem hoje parte do Patrimônio Imaterial Indígena), contra o avanço desenfreado das obras do PAC da Copa e a pressão desproporcional da especulação imobiliária sobre os Patrimônios Históricos e Culturais e as populações mais desprotegidas do Rio de Janeiro e pelo reconhecimento do terreno e do prédio no bairro do Maracanã como Território Tradicional Indígena, configurado pelas práticas de ancestralidade e religiosidade, e Patrimônio Inalienável dos Povos Indígenas Brasileiros.

No espaço, onde são ministradas aulas de Proto-Tupi (Ze’egete) por professores indígenas, será criada, sob gestão dos Povos Originários, a primeira Universidade Indígena do Brasil.

O evento tem apoio do CESAC (Centro de Etnoconhecimento Sócioambiental e Cultural Cauieré), Fundição Progresso, Programa Turama Cidadã – CEFET, Índios em Movimento, Acampamento Indígena Revolucionário, FIST (Frente Internacionalista dos Sem Teto), Fórum dos Educadores, Secretaria de Direitos Humanos - RJ, OAB – RJ, Defensoria Pública – RJ, Instituto de Educação (ISERJ) e CEPEC – MG.

- INSTITUTO TAMOIO DOS POVOS ORIGINÁRIOS -
APRESENTA: “A VOLTA DA ARARA AMARELA”

12º ENCONTRO DE CONTAÇÃO DE HISTÓRIAS – O CURUMIM PROFESSOR - DIA 16 DE OUTUBRO DE 2010

A PARTIR DAS 11H – COMIDA TIPICA PATAXÓ, PEIXE NA PATIOBA COM PAÇOCA DE AIPIM E ACOMPANHADA DE CAUIM (PRATO A R $ 25,00)

13H – CURSO DE LÍNGUA TUPI- GUARANI (Ze’egete – “a Fala Boa”)

14H - CINE INDÍGENA, PINTURA CORPORAL E ARTESANATO DE VÁRIAS ETNIAS.

16H - CONTAÇÃO DE HISTÓRIAS COM OS CONTADORES AFONSO APURINÃ, CAROLINA POTIGUARA, DAUÁ PURI, TAPITI E ZARRI GUAJAJARA, BARÉ, CARLOS PANKARARU, VANGRY KAINGANG, GARAPIRÁ PATAXÓ E A AMIGA CARMEL FARIAS (MADRINHA DO EVENTO: INDIARA KAYAPÓ).

17H - DANÇA DO AWÊ E CERIMÔNIA DO TORÉ (PATAXÓ, GUAJAJARA, ENTRE OUTRAS ETNIAS).

17:30 - DANÇA CIGANA.

18:H - RITUAL PATAXÓ DA ARUANDA NA FOGUEIRA.

- Oca de cura em funcionamento diário e venda de artesanato -

APOIO: CESAC , PROGRAMA TURAMA CIDADÃ- CEFET, INDIOS EM MOVIMENTO, FUNDIÇÃO PROGRESSO, SECRETARIA DE DIREITOS HUMANOS - RJ, OAB – RJ, DEFENSORIA PUBLICA - RJ, INSTITUTO DE EDUCAÇÃO (ISERJ) E CEPEC-MG

HTTP://INDIOSEMMOVIMENTO.BLOGSPOT.COM

Local: ANTIGO MUSEU DO ÍNDIO - Rua Mata Machado 126, em frente ao Portão nº 13 do Maracanã, no bairro do mesmo nome localizado no Rio de Janeiro.

Contato (021): 85978446/97833446/83440949/82128821

Fonte: http://blog.grumin.org.br/2010/10/17/encontro-de-contacao-de-historias-da-ocupacao-indigena-do-antigo-museu-do-indio/#more-333

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Comunicación a participantes en el IV Congreso Nacional de Comunicación Indígena Ajalpan, Puebla

Via Genaro Bautista:

3 al 5 de agosto, 2011

Estimados, estimadas

Estamos a 10 días para el inicio del IV Congreso Nacional de Comunicación Indígena (CNCI) que tendrá lugar en Ajalpan, Puebla, México.

Ajalpan es una zona calurosa y la lluvia aligerará el clima por lo que seguramente nuestros trabajos encaminados al diseño de la estrategia para el reconocimiento de los derechos de los pueblos indígenas a la comunicación e información, no enfrentarán ningún tropiezo. Hay algunos aspectos técnicos que es importante compartirles:

El equipo de Puebla, encabezado por Uriel y Francisco, han conseguido hasta el momento el 80 por ciento de alimentación y el 60 por ciento de hospedaje.

Se está considerando habilitar un área del Instituto Tecnológico Superior de la Sierra Negra, para los que quieran acampar dentro de este centro de estudios, así que por favor avisen los que quieren quedarse en este espacio y recuerden traer sus cobijas, petates, sleeping, y hules por las dudas para el agua.

Los trámites para el transporte y el resto de gastos están lentos, por lo que hay que buscar la manera de ver la forma de llegar. El lunes confiamos en tener una mayor confirmación de los apoyos respectivos.
Recuerden que entre las actividades está lo del Tianguis de Comunicación, por lo que traigan lo que deseen exponer, intercambiar, donar.

Habrá transmisión directa vía Internet para las radios, ustedes son expertos en el tema y si algo se dificulta, Ukeme les apoyará al respecto.

De igual manera se realizarán posproducciones de video para subirlo en lo inmediato. Aquí es importante que algunos, algunas prevean incorporarse a esta comisión de televisión para apoyar los trabajos.

Estamos explorando la posibilidad de que el Comité Internacional de seguimiento de la Cumbre Continental de Comunicación Indígena de Abya Yala, nombrado en el Cauca Colombia, pueda acompañarnos

Para llegar a Ajalpan, existen varias opciones según de donde vengan. Si salen del D. F. en la TAPO (metro San Lázaro de la línea rosa) hay salidas frecuentes a Tehuacán y de ahí Ajalpan está relativamente a 30 minutos en transporte urbano.

Para los que vienen en vehículo particular tomar la autopista a Puebla, continuar a Orizaba y desviarse rumbo a Tehuacán.

Pasar la caseta de Tehuacán rumbo a Oaxaca y a unos cinco minutos salirse en el libramiento para la ciudad, encontrarán el Tecnológico, dar vuelta ahí a la derecha, verán anuncios a Coxcatlán, Ixtepeji y Ajalpan.

Si su llegada es de Oaxaca en vehículo propio, antes de la caseta de Tehuacán encontrarán el entronque y seguirán la misma ruta del Tecnológico.
Regularmente a Tehuacán son tres horas, pero en estos momentos están realizando trabajos en la autopista por lo que puede hacerse una hora más.

Si vienen de Veracruz lleguen a Tehuacán

Bueno estimadas, estimados, nos vemos en Ajalpan y reitero que no está de más si nos confirman su arribo a fin de tomar las previsiones del caso

Muchos saludos y estamos en comunicación

Franco Gabriel Hernández, Uriel Ortiz, Genaro Bautista

Onu-Ginebra 12 de Julio 2011

Consejo de Derechos Humanos
Mecanismo de Expertos sobre Derechos de Pueblos Indígenas
Cuarto Periodo de Sesiones
Concerniente Punto 5: Declaración de las Naciones Unidas sobre los derechos de los Pueblos Indígenas

Sr. Presidente
Distinguidos delegados

Reciban Uds. por parte del Comité Internacional de seguimiento de la Cumbre Continental de Comunicación Indígena de Abya Yala un saludo cordial y fraterno ,así como nuestras felicitaciones por haber sido elegido presidente de esta 4ta sesión del Mecanismo de Expertos sobre derechos de Pueblos Indígenas.

Esta es una declaración conjunta de varias organizaciones indígenas y medios de comunicación indígenas de nuestro continente Abya Yala
La Agencia Internacional de Prensa Indígena (AIPIN)
El Congreso Nacional de Comunicación Indígena (CNCI).
La Coordinadora Andina de Organizaciones Indígenas (CAOI)
La Revista Ecuamundo Internacional
La Red Nacional de Jóvenes indígenas

El pasado 12 de Noviembre del 2010 se llevo a cabo la 1era Cumbre Continental de Comunicación Indígena de Abya Yala en el territorio de Convivencia ,Dialogo y Negociación, Resguardo Indígena de la María Piendamo,Cauca,Colombia.

Amparados en el artículo 16 de la Declaración de las Naciones Unidas sobre los Derechos de los Pueblos Indígenas que dice:

Que los Pueblos Indígenas tienen derecho a establecer sus propios medios de información en sus propios idiomas y a acceder a todos los demás medios de información no indígenas sin discriminación
Los estados adoptaran medidas eficaces para asegurar que los medios de información públicos reflejen debidamente la diversidad cultural indígenas.
Los estados sin prejuicio de la obligación de asegurar plenamente la libertad de expresión, deberan alentar a los medios de información privados a reflejar debidamente la diversidad cultural indígena

Estos mismos derechos son parte fundamental de los acuerdos de la Cumbre Mundial de la Sociedad de la Información y su Plan de Acción, celebradas en Ginebra en el 2003 y en Túnez en el 2005 respectivamente.

Considerando que la comunicación Indígena solo tienen sentido si la practicamos en el marco de nuestra cosmovisión, nuestra lengua y cultura, para dar a conocer las luchas de nuestros pueblos por nuestros territorios, por nuestros derechos, por nuestra dignidad e integridad y por la vida.

Que la comunicación indígena es un derecho que nos comprometemos a ejercer con autonomía, con profundo respeto a nuestro mundo espiritual en el marco de la pluralidad cultural y lingüística de nuestros pueblos y nacionalidades

Que la comunicación es un poder que debemos apropiarnos y ejercer para incidir en la sociedad y en la formulación de políticas públicas que nos garanticen el derecho de acceder a los medios de comunicación.

En el ejercicio de esta convocatoria continental nos propusimos varias tareas como la de construir una plataforma continental capaz de encaminar y articular nuestros esfuerzos, procesos ,redes y experiencias de los pueblos y naciones indígenas, a nivel del continente Abya Yala y que esta venga a ser la base de una plataforma global de comunicación de los pueblos Indígenas.

Como 1er paso decidimos establecer un Enlace Continental de Comunicación Indígena, para articular el esfuerzo continental de los comunicadores indígenas para exigir a los estados nacionales el derecho a la comunicación y la información.

Un marco legal normativo que fomente los sistemas de comunicación propios y la formación permanente en todos los niveles deacuerdo a nuestro cosmovisión

Avanzar en los procesos de concertación con y en los organismos internacionales para desarrollar normativas que garanticen el pleno ejercicio de la comunicación indígena, teniendo en cuenta la Declaración Universal de las Naciones Unidas sobre los derechos de los Pueblos Indígenas, la Declaración y Plan de acción de la Cumbre mundial de la Sociedad de la Información, el Convenio 169 de la OIT y las leyes de países del continente que hayan avanzado sobre la materia.

Exigir a las Organizaciones de las Naciones Unidas y a sus entidades incluyan en sus agendas de trabajo el derecho a la comunicación e información de los pueblos y naciones indígenas a fin de que se respete y se cumpla la normativa internacional que favorece este derecho.Asi como a la libre determinación de los Pueblos Indígenas

Dentro de las resoluciones adoptadas.

Ratificamos que el denominado Bicentenario que celebraron los Estados Latinoamericanos, los pueblos originarios no tenemos nada que festejar.

Estos 200 años representan despojo de tierras, saqueo de nuestros recursos naturales, ultraje, discriminación, racismo, genocidio, problemas transfronterizos por parte de los estados hacia nuestros pueblos.

Así como la promoción de industrias extractivas através de sus transnacionales sin la consulta previa e informada a los Pueblos Indígenas.
Demandamos un alto a la criminalización de los medios de comunicación indígena y el cese de la agresión y hostigamiento de los periodistas y comunicadores indígenas

Esta cumbre declaro el año 2012 como el Año Internacional de la Comunicación Indígena, y demanda que los gobiernos y organismos internacionales lo asuman e incluyan en sus agendas políticas y presupuestarias.
Para el 2013 nos hemos propuesto la realización de la II Cumbre Continental de Comunicación Indígena Abya Yala, misma que va a ser tema de dialogo en el 4to Congreso Nacional de Comunicación Indígena este 3-5 de Agosto 2011 en Ajalpan-Puebla-México la cual están todos invitados

Pedimos al Mecanismo de Expertos promover un estudio sobre el derecho a la comunicación e información de los pueblos indígenas.

Como hacer extensiva esta resolución al resto de instancias del sistema de las Naciones Unidas a fin de Declarar el Ano Internacional de la Comunicación Indígena

Para concluir. La Cumbre Continental de Comunicación Indígena del Abya Yala resolvió que esta declaración sea publicada en una diversidad de lenguas indígenas y no indígenas

Anexamos fiel copia de la Declaración de La Cumbre Continental de Comunicación Indígena como las originales publicaciones de la Revista Ecuamundo y el periódico Winay Kausay con la publicación en nuestra lengua originaria el Kichwa.

Sr. Presidente gracias por concedernos la palabra, la palabra que comunica verdad para la vida de nuestros pueblos.

Fonte: CONGRESSO DE COMUNICACIÓN INDÍGENA
http://red-latina-sin-fronteras.lacoctelera.net/post/2011/06/19/mexico-convocatoria-al-iv-congreso-nacional-comunicacion

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Agenda de Julho do Tribunal Popular da Terra – CRP – FENED – MIR – TP

Via Sassa Tupinambá:

TRIBUNAL POPULAR DA TERRA – CONVITE PARA ATIVIDADES EM JULHO

...www.tribunalpopular.org

informarções: tribunalpopular2010@gmail.​com




dia 21 – PARTICIPAÇÃO NO SARAU DO FUNDÃO – HORARIO: 19:00 – VIDEO DOCUMENTARIO SOBRE A LUTA INDIGENA NO BRASIL, DEBATE E POESIA LOCAL:

Rua Glen, s/n, uma travessa da Av. Sabin, que começa do ladinho do Metrô Capão Redondo
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dia 24 – EM PARCERIA COM CINIFUSÃO – AS 14H – APRESENTAÇÃO DO DOCUMENTARIO Mbaraká – A Palavra que Age (DOCUMENTARIO SOBRE A LUTA INDIGENA NO MATO GROSSO DO SUL E DEBATE COM UM DOS AUTORES. A sessão é gratuita e acontece à rua Augusta, 1239, conj 13 e 14

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dia 28 – EM PARCERIA COM A FENED e APOIO DO CRP – TRIBUNAL POPULAR NO ENED – AS 9H SALÃO NOBRE DA FACULDADE DE DIREITO DA USP, LARGO SAO FRANCISCO, CENTRO DE SAO PAULO

O Tribunal Popular e a FENED – Federação Nacional de Estudantes de Direito, realizarão estas sessões do TP como parte da programação do ENED2011.

As 3 sessões são:

1) a questão da terra urbana, utilizando-se dos emblemáticos casos ocorridos neste ano em que comunidades localizadas na periferia sofreram fortemente o impacto das chuvas dado a desordenada urbanização da cidade, a negligência do estatal no que tange a garantia de infra-estrutura básica e condições dignas de moradia (Caso 1 – Direito à moradia e remoções forçadas: Jardim Pantanal);

2) a luta das comunidades indígenas na defesa de sua identidade cultural e de acesso à terra, num contexto de expulsão dessas populações do campo (Caso 2 – Questão indígena: Guarani Kaiowá, Mato Grosso do Sul) – Para esta sessão estarão presentes como testemunhas de acusação 2 lideranças do povo Guarani Kaiowa, do Mato Grosso do Sul e para compor o Juri, Arão da Providencia Guajajara, indígena do Maranhão, advogado e militante do Movimento Indígena Revolucionári e Babau Tupinambá, Cacique do Povo Tupinambá, preso e torturado pela policia federal em 2010 e uma das mais importantes lideranças indígenas do Brasil;

3) a sistemática violência contra as populações pobres, em sua maioria jovens e negros, nos morros cariocas, e o problema do tráfico nas comunidades (Caso 3 – Violência policial e criminalização da pobreza: Complexo do Alemão).

dia 29 – CONSELHO REGIONAL DE PSICOLOGIA E TRIBUNAL POPULAR CONVIDAM PARA “Tribunal Popular da Terra - Entre a aldeia e a cidade - Estado, território e identidade na visão dos povos indígenas”, as 9h . Participaçoes Já confirmadas, Bruno Simões (Psicologo, Mestrando em Serviço Social pela PUC-SP, Membro do GT Indígena do CRP-SP e Militante do Tribunal Popular), Benedito Prezia (Antropologo, Pastoral Indigenista e Coordenador do Programa Pindorama), Dora Pankararu (Pedagoga, Liderança Indigena Pankararu e CEPISP), Sassá Tupinambá (Movimento Indígena Revolucionario e Militante do Tribunal Popular), Givanildo Manoel (Militante do Tribunal Popular), Cacique Ládio Veron (Aty Guassu e Tribunal Popular), Valdelice Veron (Sociologa, Liderança Guarani Kaiowa, Cacique Babau Tupinamba (APOIME) – ainda faltam algumas confirmações. Local: na Sede do CRP-SP Conselho Regional de Psicologia 6ª Região | R. Arruda Alvim, 89 | próximo estação Metro Clinicas
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Entidades organizadoras:



Conselho Regional de Psicologia – GT Psicologia e Povos Indígenas



O CRP-SP a entidade responsável por orientar, disciplinar e fiscalizar o exercício da profissão do psicólogo no Estado de São Paulo. Uma das instâncias de trabalho e funcionamento do CRP-SP são os Grupos de Trabalho. O GT Psicologia e Povos Indígenas do CRP-SP funciona desde 2005 e nasce das discussões realizadas a partir do Seminário Nacional Subjetividade e Povos Indígenas relizado em parceria com o Conselho Indigenista Missionário em Brasília em .

Ao considerar os desafios da realidade brasileira, o Sistema Conselhos de Psicologia tem apoiado iniciativas que buscam se aproximar das demandas apresentadas pela sociedade e que são, muitas vezes, negligenciadas. É nesse contexto que emerge a aproximação da Psicologia aos Povos Indígenas. Marcados por uma raiz histórica de constante resistência à dominação, os povos indígenas se constituiram no processo sócio-histórico brasileiro ocupando um lugar de subalternidade e constante aviltamento de seus direitos. Essa realidade forjou traços de ordem psicossocial identificados pela comunidades, que comprometem a qualidade de vida e saúde mental desses indivíduos, Nessa medida, a Psicologia e os psicólogos são convocados a encontrar seu lugar nesse campo.



O Tribunal Popular



O Tribunal Popular é um articulação de entidades e movimentos sociais que vêm, desde 2008, unindo esforços para publicizar a violações dos direitos humanos promovidos pelo Estado e buscar reparação às vítimas. Partindo da compreensão comum de que o Estado brasileiro tem suas
instituições e poderes organizados de forma a perpetrar uma cultura de violência contra os mais diversos setores da população, os organizadores decidiram realizar um tribunal simbólico. Ou seja, julgado por aqueles que lutam por seus direitos, o Estado Brasileiro foi para o banco dos réus. A primeira sessão de instrução e julgamento do Tribunal Popular ocoreu nos dias 4, 5 e 6 de dezembro de 2008 no auditório da faculdade de Direito do Largo São Francisco e teve como sessões temáticas a volência estatal contra populações urbanas pobres, contra juventude, contra movimentos sociais e contra população carcerária. No julgamento final o Estado foi declarado culpado.
Ao longo desses dois anos, o Tribunal Popular, vem se consolidando como importante espaço de articulação dos diversos grupos que lutam contra a perversa lógica de criminalização da pobreza e das diferentes formas de organização popular. Para o ano de 2011 estamos organizando o Tribuna Popular da Terra, para discutir a situação das populações no campo e na cidade, na perspectiva de discutir terra e territorialidade e a violência do Estado. Tendo com grande emblema o conjunto de obras do PAC, a política desenvovimentista do Estado tem provocado enorme opressão e deslocamento dos diversos grupos que tem sua vida baseada no campo (Indígenas, Quilombolas, Caiçaras , Ribeirinhos, Lutadores pela Reforma Agrária) e ainda, pescadores. É nesse sentido que o Tribunal Popular convoca a todos e todas a se posicionarem sobre essas ações se somando ao nosso Tribunal.

terça-feira, 31 de maio de 2011

CARTA DE REVOLTA de Vângri Kaigáng

Via Vãngri Kaingáng:

AOS QUE TRABALHAM COM PONTOS DE CULTURA, AOS AMIGOS E INDÍGENISTAS, MAIS PRINCIPALMENTE AS ORGANIZAÇÕES INDÍGENAS E PARENTES DE TODAS AS ETNÍAS O MOTIVO DE MINHA REVOLTA.
INSTITUTO KAINGÁNG (INKA) ORGANIZAÇÃO NÃO GOVERNAMENTAL SEM FINS LUCRATIVOS, NASCIDO NA ALDEIA DE SERINHA A APROXIMADAMENTE OITO ANOS COMPOSTA APENAS POR INDÍGENAS KAINGÁNG, DE DIFERENTES ALDEIAS DO RIO GRANDE DO SUL, ONDE MINHA HISTORIA TAMBÉM COMEÇOU.
EU VÃNGRI KAINGÁNG, TAMBÉM PARTICIPEI DESTE NASCIMENTO DO (INKA), TRABALHANDO COMO VOLUNTÁRIA DURANTE MUITOS ANOS, COMO PAGAMENTO ELES ME REEDUCARAM, ME PERMITIRAM APRENDER DESDE O CONHECIMENTO DIGITAL ATÉ O CONHECIMENTO ARTISTICO CULTURAL.
HOJE SOU ESCRITORA, ILUSTRADORA, ARTISTA PLASTICA, PALESTRANTE, OFICINEIRA, ARTE EDUCADORA, MULTIPLICADORA DO TEATRO DOS OPRIMIDOS, ARTESÃ DE MEU POVO, CIENTE DE MEUS COSTUMES DE MEUS DIREITOS E DEVERES COMO EDUCADORA BILÍNGUE E COMO INDÍGENA KAINGÁNG QUE SOU!
DURANTE OS ANOS EM QUE O (INKA) CRESCEU EU FUI CRESCENDO E ME PREPARANDO COM ELE, APRENDI A ME DEFENDER DO PRECONCEITO DOS NÃO INDÍGENAS E TAMBÉM DE INDÍGENAS COROMPIDOS PELO DINHEIRO E PODER, COISA MUITO COMUM EM TODOS OS POVOS EM TODAS AS RAÇAS.
PASSEI A MEUS ALUNOS ESSES IMPORTÂNTES CONHECIMENTOS, ASSIM COMO O ORGULHO DE SER KAINGÁNG, EM QUALQUER LUGAR EM QUALQUER SITUAÇÃO, TODA NOSSA HISTORIA DE TRISTEZA MAIS TAMBÉM DE RESISTÊNCIA AO DOMÍNIO DOS NÃO INDÍGENAS, ISTO PASSEI A CADA ALUNO MEU, O VERDADEIRO VALOR DE NOSSO POVO KAINGÁNG, PARA QUE NÃO CARREGASSEM MAIS VERGONHA E SIM A DIGNIDADE DE SER O QUE SEMPRE FOMOS, INDÍGENAS.
PARA HOJE DEPOIS DE TODOS ESTES ANOS DE TRABALHO SER QUEM SOU, GRAÇAS AO (INKA).
O PONTO DE CULTURA KANHGÁG JÃRE NASCEU ASSIM, ALGUNS ANOS DEPOIS DENTRO DO (INKA) O PRIMEIRO PONTO DE CULTURA INDÍGENA DENTRO DE ALDEIA NO BRASIL, NA ALDEIA DE SERRINHA, JUNTO COM O PONTO DE CULTURA NASCERAM O GRUPO DE GRIÔS ANCIÃOS KAINGÁNG, PARA SERVIR A COMUNIDADE E AUXILIAR AS ESCOLAS INDÍGENAS DENTRO DA ALDEIA!
AINDA SOU UNIVERSITÁRIA E HOJE TRABALHO COM ESTE GRUPO DE VELHOS KAINGÁNG, QUE ME ENSINARAM O QUE NENHUMA UNIVERSIDADE JAMAIS VAI ME ENSINAR, NEM OS MAIORES DOUTORES DA TERRA DETEM O CONHECIMENTO DESTES CINCO ANCIÃOS E DELES SOU APRENDIZ!
ESSE CONHECIMENTO MILENAR DA EDUCAÇÃO TRADICIONAL INDÍGENA, DE NOSSO POVO.
ENSINAMENTO DE PAI PARA FILHO DE AVÔ PARA SEUS NETOS, COM ELES APRENDI O VALOR DE NOSSA LÍNGUA MATERNA, UM CONHECIMENTO QUE NÃO DEIXAREI MORRER.
POR ISSO HOJE ESTOU ESCREVENDO A CADA ENDEREÇO DE EMAIL, PARA DIZER QUE REPUDÍO A ATITUDE DO MINISTÉRIO DA CULTURA, POR DESLAVADAMENTE TIRAR O DIREITO DE TODAS AS ORGANIZAÇÕES INDÍGENAS DE TODO PAÍS, DE GERIREM OS PONTOS DE CULTURA DE SUAS REGIÕES.
MAIS FORAM CAPAZES DE LARGAREM A GESTÃO DESTES VÁRIOS PONTOS DE CULTURA INDÍGENAS, EM TERRAS INDÍGENAS, NAS MÃOS DE ORGANIZAÇÕES QUE NADA SABEM SOBRE NOSSOS COSTUMES NEM SOBRE NOSSAS CRENÇAS E TRADIÇÕES.
CHEEEEEGGAAAAA DE 5011 ANOS DEPOIS AINDA QUEREREM NOS MANIPULAR, NÃO ACEITO E NÃO ACEITAREI, POR ISSO PERGUNTO AO MINISTÉRIO DA CULTURA:
PORQUE O (INKA) E NOSSO PONTO DE CULTURA KANHGÁG JÃRE, FOI DIVERSAS VEZES PREMIADO, PELO PROPRIO MINISTÉRIO DA CULTURA COM INICIATIVAS COMO PRÊMIO ESCOLA VIVA 2008 ENTRE AS INICIATIVAS DE TODOS OS PONTOS DE CULTURA DO BRASIL, PORQUE RECEBEMOS PRÊMIOS COMO GRIÔS NA ESCOLA 2010, PROJETOS DOS QUAIS EU MESMA FUI AUTORA POOORRQQUUUEEE, ENTÃO NOS JULGAM INCAPAZES PORQUE MINC.
PORQUE SOMOS INDÍGENAS?
OU PORQUE NOS JULGAM INCOMPETENTES PARA EDUCAR NOSSAS CRIANÇAS E JOVENS, SE DESDE MILÊNIOS NOSSA EDUCAÇÃO NUNCA FALHOU COM NOSSOS FILHOS E HOJE SERVE DE EXEMPLO PARA EDUCAÇÃO DOS FILHOS DOS NÃO INDÍGENAS DOS FILHOS DE VOCÊS!
EDUCAR E UMA ARTE QUE NÃO ESTA NA MÃOS DOS NÃO INDÍGENAS, QUE NADA SABEM SOBRE NÓS, QUE NUNCA COLOCARAM OS PÉS EM ALDEIAS,
MAIS QUE ESTA EM NOSSAS PRÓPRIAS MÃOS.

FINALIZO MINHA CARTA DE REVOLTA E ESPERO QUE ESTA CHEGUE A MÃO DOS RESPONSÁVEIS POR ESTE ULTRAJE, QUE 5011 ANOS DEPOIS AINDA VOLTAMOS A SOFRER E QUE NÃO ATINGE APENAS AOS KAINGÁNG E NOSSAS ORGANIZAÇÕES, PORQUE NOS PROVAMOS NOSSA COMPETÊNCIA DENTRO DOS PARÂMETROS QUE SÃO COBRADOS POR VOCÊS, MINISTÉRIO DA CULTURA. LIBERDADE AINDA QUE TARDIAMENTE!!!

VÃNGRI KAINGÁNG:ESCRITORA, EDUCADORA BILÍNGUE, ARTISTA PLÁSTICA E ARTESÃ DO PONTO DE CULTURA KANHGÁG JÃRE DO INSTITUTO KAINGÁNG DA ALDEIA DE SERRINHA RIO GRANDE DO SUL!

Fonte: Lista de Literatura Indígena

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Alertan en ONU de graves riesgos para pueblos indígenas

Via Genaro Bautista:

Preocupante que gobiernos se nieguen a reconocer derechos
Oposición a Declaración y consulta punto más sensibles
Genaro Bautista, Rogelio Mercado / AIPIN

La falta del reconocimiento de la consulta previa y el consentimiento, tal y como lo marcan los estándares internacionales, pone en riesgo el futuro de los pueblos indígenas, aseguró el Foro Permanente para Cuestiones Indígenas de la Organización de las Naciones Unidas (ONU).

El Foro, que depende del Consejo Económico y Social (Ecosoc) de la ONU, alertó de estos hechos, y llamó a los países a armonizar sus leyes locales con las internacionales, como el Convenio 169 de la Organización Internacional del Trabajo (OIT) y la Declaración de las Naciones Unidas sobre los Derechos de los Pueblos Indígenas.

La preocupación del máximo organismo de la ONU en materia indígena fue expresada tanto por expertos de ese grupo como por representantes indígenas que estuvieron en Nueva York en la sesión del Foro Permanente que concluyó este 27 de mayo.

Entre los temas que ponen en riesgo por la ausencia del reconocimiento de la consulta, resaltaron los referentes a las industrias extractivas, la mercantilización del agua, los desplazamientos forzados por los megaproyectos o conflictos armados, la extinción de las lenguas indígenas.

Saúl Vicente Vázquez uno de los integrantes de la ONU, lanzó el pasado 19 de mayo, una nueva advertencia sobre el impacto negativo de las industrias extractivas de minerales en América Latina sobre la vida de los pueblos indígenas de esa región.

Para Saúl Vicente, indígena zapoteco del Foro Permanente, esas corporaciones ejecutan proyectos que no tienen en cuenta los intereses de los pueblos originarios radicados en las tierras en que operan.

Y acusó a los gobiernos que cuando esos conglomerados reclaman sus derechos y exigen ser consultados para otorgar su consentimiento sufren "la criminalización de la protesta social".

Hasta el momento indicó el experto indígena, solo Ecuador, Bolivia, Venezuela y Nicaragua, reconocen en sus constituciones nacionales lo estipulado en la Declaración de la ONU sobre los Derechos de los Pueblos Indígenas.

Lamentó que en el resto de los países de la región temas como el derecho a la tierra, a los territorios y a los recursos naturales y al consentimiento libre, previo e informado aún no están aceptados.

La postura del Foro Permanente, fue respaldada por los representantes indígenas.

Juan Carlos Jintiach, Coordinador de Cooperación Internacional y Desarrollo Autónomo con Identidad, de la Coordinadora de las Organizaciones Indígenas de la Cuenca Amazónica (COICA), acusó a los nueve países de atentar contra el futuro de los pueblos indígenas.

El representante amazónico apuntó que en esa región donde se concentran los proyectos extractivos más grandes de América Latina, entre ellos los hidrocarburos, hidroeléctricas, mineras, vías e hidrovías, se enfrentan al despojo de sus riquezas naturales y uso indebido de sus saberes ancestrales, al no consultárseles y negárseles la participación en las decisiones.

Muchos de estos recursos enfatizó Juan Carlos Jintiach, son parte del gran proyecto de Integración de la Infraestructura Regional Sudamericana, IIRSA, donde los pueblos indígenas no se ven beneficiados.

La COICA es una organización que agrupa a más de 390 pueblos indígenas de nueve países de la región más estratégica en biodiversidad del planeta, la cuenca amazónica.

Para contrarrestar esto, el dirigente indígena, demandó al Foro Permanente, inste a los gobiernos y a los organismos internacionales elaborar, en consulta y cooperación con los propios indígenas, las normas, los mecanismos y los procedimientos más apropiados, en los procesos de formulación de leyes y políticas públicas, en particular aquéllos relacionados con el ejercicio los derechos de los pueblos indígenas.

Aunque para ello, es importante un primer gesto de los países como Guyana, Surinam y Francia, en la ratificación del Convenio No.169 de la OIT, y a la aplicación plena de los términos de la Declaración de las Naciones Unidas sobre los Derechos de los Pueblos Indígenas.

La COICA participó de la reunión preparatoria del Caucus Indígena de América Latina y El Caribe, realizado en la ciudad de Managua, del 3 al 6 de abril del 2011, donde se ratificaron las consideraciones y recomendaciones sobre la aplicación del principio del Consentimiento Previo, Libre e Informado (CPLI), empujado por el Foro Permanente.

Destacaron que desde la séptima sesión del FP se vienen formulando recomendaciones de manera reiterada, con el propósito de contribuir al respeto y la protección del derecho de los pueblos indígenas a la libre determinación y al consentimiento libre, previo e informado, que se encuentran consagrados en la Declaración de las Naciones Unidas sobre los Derechos de los Pueblos Indígenas, expresó.

El impacto negativo fue denunciado por la indígena mexicana de Oaxaca Dalí Angel, en la reunión sostenida con James Anaya, Relator Especial Para la Situación de los Derechos y Libertades Fundamentales de los Pueblos Indígenas de la ONU en el marco del Foro Permanente.

La misiva, enviada por la Unión de Comunidades Indígenas de la Zona Norte del Istmo (UCIZONI) y la Alianza Mexicana por la Autodeterminación de los Pueblos (AMAP), pormenoriza que los territorios indígenas de México han sido escenario de grandes proyectos que sólo han ocasionado despojos y más pobreza para estos pueblos.

El documento entregado al Relator Especial, reporta que en los últimos 100 años, comunidades enteras han desaparecido en nombre del “progreso”. ¿Como olvidar el gran sufrimiento que ocasiono la construcción de grandes represas en las regiones mazateca y chinanteca de Oaxaca? ¿Como no recordar la tristeza y destrucción que han dejado las grandes minas en territorios nahuas de Jalisco y Guerrero?, manifiesta el texto.

UCIZONI, expone que con el lanzamiento del Plan Puebla-Panamá, hoy Proyecto Mesoamerica, las grandes trasnacionales contando con la complicidad del gobierno mexicano, han iniciado una Nueva Invasión.

La organización indígena puso de ejemplo las corporaciones mineras canadienses que han obtenido cientos de concesiones para la explotación de minerales sin el consentimiento de las comunidades indígenas dueñas del territorio.

En diferentes regiones indígenas de Oaxaca, Chiapas, Guerrero, y Veracruz se proyecta la construcción de nuevas represas que significaran la desaparición de comunidades enteras y en el Istmo de Tehuantepec con presiones y engaños las compañías españolas se han apoderado de más de 15,000 hectáreas de tierras para imponer el megaproyecto eólico, acusa el documento entregado a Anaya.

Enfrentamos enemigos muy poderosos, enfrentamos al gobierno mexicano y a sus socios el gran capital financiero trasnacional quienes están dispuestos a todo con tal de apoderarse de las tierras y recursos de nuestros pueblos. Nos han perseguido, han militarizado nuestros territorios, han criminalizado a nuestros representantes y en algunos casos los han asesinado. Somos criminales por defender lo nuestro, denuncian los representantes indígenas.

“Es por ello que UCIZONI y la AMAP por este medio le hacemos un llamado para que intervenga ante el gobierno mexicano para que nos sea reconocido el derecho de nuestros pueblos a ser consultados de acuerdo a nuestra costumbre y en nuestras lengua, le pedimos que frente a proyectos de inversión y políticas públicas sea escuchada la palabra de nuestras comunidades”, expresan.

En el mismo sentido, Florina López, Kuna de Panamá, de la Red de mujeres sobre Biodiversidad, advirtió que los mega-proyectos y de desarrollo, las actividades mineras y forestales y los programas agrícolas siguen desplazando a los pueblos indígenas sin el libre consentimiento previo e informado.

Lo anterior apunta, ha dado como resultado un grave daño ambiental por lo que hoy día enfrentamos el calentamiento global que está afectando los cauces y cuencas hidrográficas de los ríos a nivel mundial.

Muchas de las regiones del mundo, donde existe la diversidad biológica de la Tierra son habitadas por pueblos indígenas, solo para mencionar: Australia, Brasil, China, Colombia, el Ecuador, los Estados Unidos de América, Filipinas, la India, Indonesia, Madagascar, Malasia, México, Papua Nueva Guinea, el Perú, la República Democrática del Congo, Sudáfrica y Venezuela, señaló.

Planteó el establecimiento de una reunión de expertos abierto, para discutir sobre los problemas en el tema ambiental, agro combustibles, plantaciones, arboles genéticamente modificados, recursos genéticos y basuras toxicas.

Ante estas coincidencias, el Caucus de Pueblos Indígena de Abya Yala Américas, emitió una resolución en la que llama, a trabajar el tema de Cambio Climático, dado que están directamente involucrados.
Pidió al FP tener un rol más protagónico y una mayor incidencia en el proceso preparatorio Rio + 20, a fin de generar procesos donde los pueblos indígenas tengan una fuerte influencia.

El caucus internacional demandó a México reconocer al pueblo Wixarika su territorio y garantizar el respecto del sitio sagrado de Wirikuta, amenazado por First Majestic Silver Corps y sus filiales.

Los representantes indios plantearon al Foro Permanente, estar pendientes para que sus derechos no se vean vulnerados por el avance de las industrias extractivas.

Anastasio Martínez Jiménez a nombre de la Juventud Indígena, recomendó el rediseño de metodologías censales, y procedimientos de aplicación, con amplios procesos de consulta e incorporar datos desagregados y variables étnico-culturales, y de género

También una mayor coordinación y articulación con las agencias de las Naciones Unidas como el PNUD, UNICEF, OPS, UNFPA y UNESCO, a fin de que se impulsen programas especialmente dirigidos a mejorar las condiciones en los ámbitos de la educación y la salud a la niñez, adolescencia, juventud, y a las mujeres indígenas.

Esta petición tuvo respuesta inmediata

El Foro Permanente para Cuestiones acordó crear la primera iniciativa interagencial para promover y proteger las garantías fundamentales de los pueblos indígenas.

La iniciativa lleva por nombre Alianza de la ONU para los Pueblos Indígenas (UNIPP), y su objetivo es fortalecer las instituciones de esas comunidades y promover su participación en los Gobiernos locales y nacionales.

Las agencias de la ONU englobadas en la UNIPP son la Organización Internacional del Trabajo (OIT), el Programa de las Naciones Unidas para el Desarrollo (PNUD), la Oficina de Derechos Humanos y el Fondo para la Infancia (UNICEF).

La Alianza de la ONU para los Pueblos Indígenas, tiene fuertes retos, entre ellos el referente a la preservación y desarrollo de las lenguas indígenas

En las discusiones del FP, destacaron las violaciones a los derechos humanos de los pueblos indígenas.

Dalee Sambo Dorough, de Alaska, otra representante del foro, se refirió a los "puntos calientes" que sufren los indígenas en Latinoamérica y mencionó en concreto la desaparición y muerte de al menos una decena de indígenas a principios de mes en el estado mexicano de Oaxaca.

Pero será en 2012, cuando el Foro Permanente, realice un balance de este año, y seguramente revisará la estrategia para una mejor efectividad en la defensa de los derechos de los pueblos indígenas del Planeta.

ÍNDIO é uma publicação sobre cultura e direitos indígenas

Via Olívio Jekupé:

(nessa revista saiu uma materia minha e da minha mulher.
olivio jekupe e maria kerexu)


O projeto ÍNDIO é uma publicação sobre cultura e direitos indígenas idealizada pelas jornalistas Christiane Peres e Júlia Magalhães.
Essa proposta resgata um trabalho realizado entre 2006 e 2007, com a revista Brasil Indígena, da Funai. Agora, de forma independente, buscamos trazer novos olhares sobre a cultura indígena. Por meio de reportagens, entrevistas, crônicas, poesias, ilustrações, artigos, ensaios fotógraficos e contos pretendemos desbravar esse universo, muitas vezes invisível para muitos cidadãos. Para isso, contamos com a colaboração de parceiros índios e não índios nessa empreitada, na expectativa de formar uma grande rede de colaboradores independentes.
A partir de agora, você também está convidado a participar desse movimento. A’uwe!

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Bolívia cria Lei da Mãe Terra: País dá exemplo ao mundo

Via Blog do Daniel Munduruku:




A Bolívia está em vias da aprovar a primeira legislação mundial dando à natureza direitos iguais aos dos humanos. A Lei da Mãe Terra, que conta com apoio de políticos e grupos sociais, é uma enorme redefinição de direitos. Ela qualifica os ricos depósitos minerais do país como "bençãos", e se espera que promova uma mudança importante na conservação e em medidas sociais para a redução da poluição e controle da indústria, em um país que tem sido há anos destruído por conta de seus recursos, informa o Celsias.

Na Conferência do Clima de Cancun, a Bolívia destoou da maioria quando declarou que todo o processo era uma farsa, e que países em desenvolvimento não apenas estavam carregando a cruz da mudança do clima como, com novas medidas, teriam de cortar também mais suas emissões.

A Lei da Mãe Terra vai estabelcer 11 direitos para a natureza, incluindo o direito à vida, o direito da continuação de ciclos e processos vitais livres de alteração humana, o direito a água e ar limpos, o direito ao equilíbrio, e o direito de não ter estruturas celulares modificadas ou alteradas geneticamente. Ela também vai
assegurar o direito de o país "não ser afetado por megaestruturas e projetos de desenvolvimento que afetem o equilíbrio de ecossistemas e as comunidades locais".

Segundo o vice-presidente Alvaro García Linera. "ela estabelece uma nova relação entre homem e natureza. A harmonia que tem de ser preservada como garantia de sua regeneração. A terra é a mãe de todos". O presidente Evo Morales é o primeiro indígena americano a ocupar tal cargo, e tem sido um crítico veemente de países industrializados que não estão dispostos a manter o aquecimento da temperatura em um grau. É compreensível, já que o grau de aquecimento, que poderia chegar de 3.5 a 4 graus centígrados, dadas tendências atuais, significaria a desertifição de grande parte da Bolívia.

Esta mudança significa a ressurgência da visão de um mundo indígena andino, que coloca a deusa da Terra e do ambiente, Pachamama, no centro de toda a vida. Esta visão considera iguais os direitos humanos e de todas as outras entidades. A Bolivia sofre há tempos sérios problema ambientais com a mineração de alumínio, prata, ouro e outras matérias primas.

O ministro do exterior David Choquehuanca disse que o respeito tradicional dos índios por Pachamama é vital para impedir a mudança do clima. "Nossos antepassados nos ensinaram que pertencemos a uma grande família de plantas e animais. Nós, povos indígenas, podemos com nossos valores contribuir com a solução das crises energética, climática e alimentar". Segundo a filosofia indígena, Pachamama é "sagrada, fértil e a fonte da vida que alimenta e cuida de todos os seres viventes em seu ventre."

Fonte: Postado por Instituto Uk`a. às Domingo, Maio 08, 2011
http://danielmunduruku.blogspot.com/2011/05/bolivia-cria-lei-da-mae-terra-pais-da.html

terça-feira, 17 de maio de 2011

CURSO GRATUITO DE HISTÓRIA E CULTURA INDÍGENA

Via Movimento Indígena:

FAVOR DIVULGAR!!!!
CURSO GRATUITO DE HISTÓRIA E CULTURA INDÍGENA
Programa de Cursos do Ponto de Cultura: Casa das Culturas Indígenas

Objetivo: Formação para capacitar professores e pedagogos a lecionarem disciplinas sobre “Histórias e Culturas Indígenas”, com a criação da Lei n° 11.645/08 que institui a obrigatoriedade da temática “História e cultura Afro-brasileira e Indígena” no Curriculum escolar brasileiro.

Turmas: 4ª Feiras das 19 as 22 h ou Sábados das 09 as 12 h. OBS: Contará com a participação de professores indígenas.




Conteúdo Programático:


História Indígena:Desmistificando a história do Brasil,Avançando em direção a “outras histórias”,Os povos indígenas na atualidade

Arte Indígena: Pintura Corporal, Grafismo, Canto e Dança, Artesanato

Língua e Literatura Indígenas

Meio Ambiente: Diversidade Cultural e Ecológica, Povos Indígenas e Relações com a Natureza, Técnicas de Manejo Sustentável Indígenas

Tradições: As relações entre saúde e tradições, Cura, Ritos, Crenças, direitos autorais indígenas



Inf /Local Cursos:Tel 11- 4243 2627, R. Guido Fecchio, 704, sala: 05, Centro- Cotia-SP CEP: 06700-020 contatoaika@hotmail.com

De segunda a sexta-feira das 09:00 as 17:00 h

Inscrição: contatoaika@hotmail.com : nome, escola, disciplina, graduação, endereço, tel, e-mail etc.(Forneceremos Certificado!)





Biblioteca e Acervo de Arte Indígenas

Convidamos a todos(as) a conhecer, o museu e a biblioteca dos povos indígenas, para pesquisas e consulta a livros, revistas, jornais, publicações em geral, DVD, (documentários, filmes) CDs, (músicas), artesanato, plumagem, cestaria, artefatos de caça, de pesca, etc, tornando-se assim um cidadão divulgador da cultura indígena (Consultar programação de atividades culturais)

OBS:Consultas, Pesquisas, Visitas e Grupos somente com agendamento prévio.


Atenciosamente,


Bu’ú Ye'pamahsã Tukano

Coordenador Ponto de Cultura: Casa das Culturas Indígenas

buudahse@gmail.com 11-8286-1769 ou contatoaika@hotmail.com 11-4243-2627

R. Guido Fecchio, 704, sala05, Centro-Cotia-SP


A Importância da lei 11.645/08 - Inclusão da Cultura e História dos Povos Indígenas no Curriculum escolar brasileiro

terça-feira, 3 de maio de 2011

Entre verso-e-prosa com Ademario Ribeiro Payayá

Via Ademario Ribeiro Payayá:

Imagem disponivel no blog de Ademario Ribeiro


Você já foi à Bahia? Não? Então vá. É só pegar a estrada que vai para Simões Filho, onde vive Ademario Souza Ribeiro, um filho do povo Payaya. Sua aldeia: Canabrava (atual Miguel Calmon), no Estado da Bahia. Em seu blog Pensamentações, ele mesmo – Ademario - se apresenta:


Sertanejo das Terras dos Payayá, filho de Amélia Souza Ribeiro e de Alberto Severiano Ribeiro (in memoriam)... Escritor (poeta e teatrólogo), diretor teatral, educador ambiental, pesquisador dos povos indígenas e pedagogo. Membro, conselheiro e fundador de diversos coletivos entre estes: ONG ARUANÃ, Associação Muzanzu do Quilombo Pitanga de Palmares e Fundação Crê. Tem publicações diversas em jornais e sites.



Imagem disponivel no blog de Ademario Ribeiro


Em 2010, Ademario completou 52 anos, dos quais 44 anos correspondem ao tempo vivido na cidade. Estudioso da história e da cultura dos povos originários no Brasil, Ademario não esconde sua paixão pela língua Tupi; empregando-a nos poemas de sua autoria, nas peças teatrais que compõe e nas práticas pedagógicas com as crianças da periferia. Diante dessa realidade, cabe até perguntar: é certo dizer que uma língua é morta quando no dia a dia, essa língua ajudando-nos a suportar as dores do mundo? Conversando a respeito de vários assuntos, expomos também as nossas dúvidas em torno da tal Lei 11645/08 e outras questões pertinentes à literatura indígena e ao nosso lugar no mundo. Nesse ritmo, fiz algumas perguntas e ele, generosamente, arrecadou um pedaço do seu precioso tempo para responder o seguinte:


Graça Graúna (GG) – As línguas indígenas podem explicar por que o Português falado no Brasil se diferenciou bastante do falar lusitano. Como você vê a questão?
Ademario Ribeiro (AR) - Sim. Fantasticamente sim! As línguas indígenas contribuem até hoje no enriquecimento da língua portuguesa. As primeiras pesquisas dão conta de que a língua Tupi contribuiu com mais de 10 mil palavras à língua que Camões e Fernando Pessoa falavam. Contudo, há pesquisadores que apontam que mais de 20 mil foram vernaculizadas. Para onde se fosse ou aonde se quisesse chegar, o que se procurasse ou se perdesse, o que comer ou que beber, as distâncias e o lugar de mata, de água boa, o clima, os ciclos da natureza, os gêneros, os acidentes geográficos, etc. Vinha tudo na ponta da língua Tupi.
Toda a nobreza das línguas indígenas e, em particular, o predomínio do Tupi – foram decisivas para transformar o falar lusitano em uma Língua Pindorâmica, mais tarde, poetizada como “Língua Brasileira”.


GG - Considerando o tempo de formação profissional enquanto Diretor Teatral ou como Educador Socioambiental (há m24 anos) e mais 35 anos atuando como Escritor, até que ponto você acha que a sua identidade (étnica) é indispensável à produção do conhecimento?
AR - Minhas reminiscências ameríndias abrem minhas percepções para ver e estar COM as pessoas e COM os entes da Teia da Vida. Através desta dimensão me conecto com o Todo e se dá meu processo de produção de conhecimento. Utilizando-me dos cinco sentidos, vou me acoplando aos rios, ao ar, aos cheiros, às visões, às reminiscências: me reciclando, me curando, me reconectando com O Grande Espírito.


GG - O que você pensa da cultura indígena?
AR - Ela é a ontogenia da humanidade. Princípio e geratriz das culturas humanas. Ela guarda a essência, o segredo das terras, águas e céus. O ventre da fertilidade, o sopro do Grande Espírito que animam as nossas caminhadas, saberes e intervenções, nossas relações com o circular, com os ciclos, com os ancestrais, com as fêmeas, anciões e com as crianças, jovens e guerreiros. A cultura indígena como um Todo é a presença dialógica entre signos, símbolos e significados da nossa aventura na Mãe Terra.


GG - E a respeito de história indígena?
AR - Muito que ser escrita, reescrita, assentada, reassentada, num processo de afirmação do ethos de cada povo/etnia. A cultura e história precisam continuar a circular, fazer seus corrupios. Na cosmologia tupi somos o som (tu) que se pôs de pé (pi). O som que veio do Pai, o som do Criador por onde tudo passou a ter forma. Na história dos povos, a força da palavra esteve muito presente na mulher e através dela inscreveu seu matriarcado. A mãe tece seus fios e sua palavra se conecta com o Todo quando a enuncia. Os pajés têm a palavra que cura e que acalma ou que elucida as nuvens do amanhã. Os anciãos têm a palavra que nos ensina porque em suas caminhadas já se tornaram conhecedores das curvas e nos acalmam quando afoitos ou que nos alertam quando dormimos no ponto. Precisamos acordar e tomar tendência, posição para que tiremos dos subterrâneos as vozes veladas, expatriadas de Pindorama, de Abya Yala, banidas e amesquinhadas pelo eurocentrismo que engendrou as tantas faces dos preconceitos e discriminações e das tragédias que muito abateram os povos indígenas ou que afugentaram e expurgaram para bem distante daquela que chama para si a denominação de “civilização branca” que sob a argamassa dessa ignomínia - esse eurocentrismo fundamentou seus domínios. Muitas águas ainda vão rolar para nos livrar das marcas tão presentes nas almas e comportamentos explícitos e implícitos em nossa sociedade hodierna que mal se disfarçam ou que nos difamam. Nossa história agora não é outra, mas agora quem escreverá não serão os nossos algozes, nossos estigmatizadores – não serão os lobos disfarçados, não serão os “homens bons” ou seus filhos abastados que alisaram os bancos da ciência: nós sim, aqueles que se levantam junto COM seus ancestrais e COM os novos saberes tecidos com a força da nossa cultura e história.


GG- Como você vê a relação entre literatura e direitos humanos?
AR - Primeiro porque literatura é palavra. Tudo se revela quando a palavra soa, chega, voa, põe, impõe ou se esquadrinha no papel: pa (som) lavra: som da cultura humana. A literatura tem a capacidade, a sensibilidade, essa transversalidade e transdisciplinaridade de nos envolver. De estabelecer relações, de anunciar o devir. Cria estratégias e contextos para os valores de uma sociedade pacífica, humanitária se comuniquem com a alma e com o cotidiano das pessoas. A literatura lida com a escrita e a escrita é palavra, signos e assim vão se revelamos os direitos humanos, numa conquista da humanística até que a alteridade seja uma cultura dialogada COM o OUTRO e COM o BEM comum para TODOS.


GG - O que você acha dos recursos que as escolas não-indígenas utilizam na abordagem dos saberes indígenas?
AR - A educação brasileira estereotipou as culturas indígenas e daí, preconceitos e discriminações fundamentaram a práxis pedagógica. Reporto-me sobre um aspecto disto no poema “As coisas como elas são”, de minha autoria:


Se aprende na escola
Que casa de índio é OCA
(isso se for para os Tupi)
e é que também cola
se for para os Wayãpy.


Aonde Yanomami se toca
É XAPONO e a gente a insistir
Chama de MALOCA
Mas para os Xavante é RI
Para os Pataxó é PÃHÃI
É SETHE para os Fulniô
Para os Karajá é HETÔ
Para os Munduruku é uka’a...


E para os Yawalapiti?
E para os Txukahamãe?
E para os Kiriri?
E para os Krahô?
E para os Maxakali?
E para os Xakriabá?
E para os Kaaeté?
E para os Tuxá?
E para os Kantaruré?...
É bom não se confundir
Não é um FEBEAPÁ
E não se fica em pé
Quando seguro não está!!!


GG – A exemplo do espírito crítico que habita em seus poemas, que recursos você aplica na abordagem dos saberes ancestrais?
AR - A metodologia/abordagem se movimenta no levantamento dos conhecimentos prévios dos alunos acerca do conhecimento sobre os Povos Indígenas no Brasil. As intervenções acontecem num enfoque interdisciplinar: (enfaticamente, história, geografia, língua portuguesa, por exemplo), transdiciplinar: (teatro, poesia, artesanato, música, dança, etc.) com aulas interativas, apresentação de slides, audiovisuais, elaboração de álbuns seriados, elaboração de glossário ilustrado, material expositivo, cartazes, discussão sobre matérias do Jornal Porantim, leituras de textos sobre mitos e lendas, produção de textos, realização de oficina de cerâmica/artesanato, peteca e da língua tupi (da qual sairão o glossário, o canto ritual) e a performance/dramatização, culminando com exposição e artesanal e apresentação poético-musical e teatral, como resultados práticos e atividade avaliativa.


GG - Como você se considera em relação a sua aldeia?
AR - Sou destribalizado. Vivo como proscrito, um Uirás, mas, cúmplices dos meus parentes em seus projetos, ações, compartilhamentos, denúncias, documentos e, ora, a convite do cacique Juvenal Teodoro Payayá e me comprometi a realizarmos o “Projeto do Povo Payayá.” E, a convite de Edgar Otacílio de Oliveira, mestre em Educação, vou contribuir com os índios Kaimbé, um curso de Tupi. O tupinólogo Joubert de Mauro também me deu a sua palavra no sentido compartilhar conosco. Assim tem sido a minha inscrição: junto a você Graça Graúna, à Eliane Potiguara...

GG – Sentir-se “destribalizado” é uma sensação horrível, mas quero lembrar algo que eu já te falei em outras ocasiões. Acredito que é possível dizer – dentro da percepção indígena que o(a) indígena não deixa de ser ele/ela mesmo(a) em contato com o outro (o não-índio), ainda que o(a) indígena more numa cidade grande, use relógio e jeans, ou se comunique por um celular; ainda que uma parabólica pareça ao outro um objeto estranho ou incompatível com a comunidade indígena. Mesmo assim, a indianidade permanece, porque o(a) índio(a), onde quer que vá, leva dentro de si a aldeia. Esse modo de perceber o meu lugar no mundo me leva a refletir mais acerca de algumas questões ainda não resolvidas; uma delas é a Lei 11645/08. Por exemplo: você acredita que material didático utilizado na escola não-indígena é coerente com a realidade dos povos indígenas?
AR - Tua percepção é uma via sem volta. Ela nos direciona. Você, GG, querida kybyra (irmão(a) nos alimenta com esta luz. Quanto aos materiais didáticos, via de regra, não. Eles ainda não dão conta da sociodiversidade, alteridade, identidade, cultura, história, cosmologia, etc. dos povos indígenas. Contudo sabemos de exceções. Dessas, algumas práticas mais pontuais vão por conta de pessoas iguais a você Graça Graúna, Daniel Munduruku, Eliane Potiguara, Juvenal Payaya, Heitor Karai Awá-Ruvixá, entre outras. Depois as pontuais mas que são, obviamente, estimuladoras também e cumprem um papel de emancipação e cidadania. Sobretudo, realizei o Projeto de Intervenção “História e Cultura dos Povos Indígenas: passado presente pra valer”, no Centro Educacional Santo Antônio – CESA, em virtude da 3ª etapa do Estágio Supervisionado, ministrado pela Profª Sandra Augusta de Melo, no curso de Licenciatura em Pedagogia da Universidade Federal de Ouro Preto – UFOP e a Faculdade Intercultural da UNEMAT que está realizando esforços e têm instrumentalizado, encorajado e graduado muitos professores indígenas e possibilitando que a sociedade não-indígena passe a reconhecer os povos indígenas e seus direitos.


GG - Em que ocasiões e de que modo você faz uso da Lei 11.645/08?
AR - Nas minhas ações nos mais diversos coletivos, tais como os Territórios de Identidade, Lista de Literatura Indígena, moderada pela escritora e professora Eliane Potiguara; como estudante no Grupo de Pesquisa, liderado por você Graça Graúna que é educadora em literatura, na UPE; nas conferências, palestras e exposições em escolas, associações, ONGs, universidades; nas abordagens artístico-culturais, através da teatrologia, poesia; no compartilhamento de materiais e nos intercâmbios com profissionais de educação, lideranças indígenas, negras e quilombolas. Também, apresentei em Salvador, dia 24, nesse mês, no 2º Seminário: “O Desafio de Educar Trocando Saberes, Renovando Esperanças”, com o CESA: “História e Cultura do Povos Indígenas: Abordagem transversal fortalecida pela Lei 11.645/08”. Sobretudo, tenho tentado articular temas/conteúdos de história, ciências/meio ambiente, língua tupi, direitos humanos, música, arte, literatura e teatro, para sensibilizar e mobilizar pessoas e coletivos ao resgate e valorização dos povos indígenas no Brasil.


GG - Até que ponto a Lei 11.645/08 contribui para que os povos indígenas sejam reconhecidos como os primeiros habitantes do Brasil?
AR - A lei é só um amparo legal. Sozinha ela não se mexe do papel e nem tampouco sai dele para trazer à luz cotidiana e nem à consciência o que está velado nos subterrâneos dos conceitos e preconceitos produzidos pelo eurocentrismo e reparar, devolver, resgatar e reescrever a história e cultura desses povos. Precisamos movimentar forças: governos, instituições de ensino e sociedade civil para que esta lei não fique apenas no papel. Se conseguirmos fazer isso – a 11.645/08, cumprirá em pari passu com as nossas práticas e utopias, a sua função nesse processo já iniciado pelos movimentos indígenas e negros ao longo dos anos. Dessa forma ela poderá contribuir no ensino-aprendizagem quando possamos compartilhar saberes, práticas e valores concernentes aos povos indígenas; na perspectiva da diminuição dos preconceitos e indiferenças que tanto têm violado e violentado seus direitos e vidas. Penso que essa lei torna o invisibilizado mais visível. Por vir à tona não será desconhecido. Por ser contextualizado em suas culturas não serão genéricos: suas faces plurais mostrarão sua sociodiversidade ameríndia, nativa, etc. A dialogia abrirá canais de exposição, debates que apresentarão essa diversidade fazendo com que as percepções se expandam formando um círculo em que as extremidades se encontrem para o reconhecimento das semelhanças e diferenças e que diminuamos as indiferenças.


GG – A nossa conversa em torno da lei 11645/08 é só uma ponta do iceberg. Vamos torcer, então, para que nas escolas a nossa história, a nossa memória, a nossa origem sejam respeitadas de maneira que o outro nos permita ser e estar no mundo. Para agradecer a sua atenção, o seu carinho e a sua sabedoria, tomo a liberdade de apresentar, aqui, o poema intitulado “Aguata py’ýi ou Acelerar os passos”. Este poema escrevi em homenagem aos parentes e às parentes indígenas e em homenagem também a sua poesia que me encanta. Que Ñanderu nos acolha!


Aguata py’ýi ou Acelerar os passos
por Graça Graúna


...e se mil línguas eu também tivesse
levaria teu sonho entre as estrelas
e lá no centro da terra
eu diria: salve negríndio Ademario!

Assim deve ser, assim será
a cada brilho da noite
a cada chama do dia
bem digo a Ñanderu
Nosso Pai verdadeiro:
recebe meu Pai, a alquimia da palavra
dos filhos e filhas da terra
recebe nossa alegria e os nossos sonhos
recebe também nossos desencantos
porque somos tua herança
assim também ressurgidos
mas não somos um, nem cem, nem mil
somos infinitamente filhos da resistência
somos parte do teu ser
Potiguara, Guarani,
Tukano, Xavante,
Sateré, Nambikuara,
Pataxó, Truká,
Terena, Munduruku,
Payaya, Fulni-ô
Xukuru, Tupi,
Yanomami....yanomami....
todos os povos
todas as nações
somos todos
do abaeté da lagoa do Senhor do Bomfim
das ladeiras de Olinda do canavial
da serra do vento da serra do mar
de Norte a Sul
de Leste a Oeste
do Oiapoque ao Chui
somos teus somos nossos
e como diria Ademario
vamos todos assim
- Aguata py’ýi!
"Acelerar os passos!"
- Aguata py’ýi!
"Acelerar os passos!"
- Aguata py’ýi!
"Acelerar os passos!"


Graça Graúna. Aguata py’ýi ou Acelerar os passos Este poema foi publicado pela vez primeira no site Overmundo, em 18 abril de 2009.

Fontes:
http://tecidodevozes.blogspot.com/2011/05/entre-verso-e-prosa-com-ademario.html
http://ademarioar.blogspot.com

APY ORÉ REKÓ ARANDÚ

Via Robson Miguel:

No Dia 1º de Maio de 2011 ás 11 horas da manhã, com a participação de Índios da Etnia Tupi Guarani, Pataxó, Baré, Cariri-xocó e outros, o historiador indígena, Cacique e Mestre do Violão Robson Miguel, fará a entrega oficial da sua descoberta antropológica cultural, que é o Cemitério Indígena do Pilar, batizado por ele pelo nome de APY ORÉ REKÓ ARANDÚ, que em Tupi-Guarani quer dizer “Memória Viva Indígena”.
Fato- Por muitos anos se divulgou a existência deste antigo cemitério localizado nas imediações da Igreja do Pilar, como sendo o primeiro de Ribeirão Pires e um dos mais antigos do ABC, que desde o século XVIII eram enterrados os primeiros imigrantes portugueses, espanhóis, italianos, negros escravos e indígenas que trabalharam na construção da Igreja do Pilar datada de 1.714.
O fato inusitado desta descoberta antropológica cultural é a localização exata de um possível aldeamento indígena da antiga Trilha de Jeribatiba, com túmulos sinalizados com árvores de vida longa, chamada pelos índios de Iby-ai, que atendendo o pedido da SEJEL, Robson Miguel encontrou no dia 29 de Março de 2011, curiosamente ás 17:14 horas, utilizando-se dos seus conhecimentos culturais indígenas; região onde vivam os povos indígenas Tupi, Tupi-Guarani, Guarani, Guaianases, Tupinambás, Tamoyos, Muiramomis e outros do tronco Tupi, que habitavam na região do atual Pilar.
Segundo Robson Miguel a Igreja do Pilar foi construída com pedras e taipa indígena, porém sobre um possível aldeamento indígena.
A taipa é uma técnica tradicional indígena milenar que consiste da mistura de barro argiloso com capim e sangue de anta usada para expulsar o bicho de chagas, onde, segundo Robson, para que seja iniciado um aldeamento, alem de se constatar a existência da taipa, os indígenas seguem curiosos detalhes de sobrevivência como: orientação do sol (ao oriente), correntes dos ventos favorecendo nas caçadas contra o vento e a eliminação do mau odor das necessidades fisiológicas diárias e túmulos, presença de frutas e ervas medicinais, água do ribeirão, taipas e a Trilha de Jeribá que é uma palmeira usada para fazer telhados, camas, cestas para carregar frutas e utensílios indígenas.
Liderados pelo Cacique Robson Miguel como o organizador geral do cerimonial indígena, e desejosos de entrar para O Livro dos Recordes - Guinness Book como sendo a Maior Orquestra Indígena do Mundo cantando um Hino Pátrio, 237 índios Tupi e Guarani abrirão a 1ª Festa Indígena de Ribeirão Pires com o Hino Nacional Cantado em Guarani, versão feita e gravada pelo próprio Robson Miguel e Karai Basílio.
Robson Miguel adverte aos convidados que não se trata de um ritual indígena aos mortos e sim da entrega de sua descoberta Antropologia Cultural, que segundo ele, é uma disciplina da ciência humanística e não religiosa, baseada no conhecimento cultural superior social e comportamental de um povo, ou etnia, e nas suas relações com as artes e com o local onde viveu, levando o pesquisador antropólogo cultural á sentir e descobrir o modo de viver deste povo.
O marco histórico do Cemitério Indígena Apy oré rekó arandú tem como Padrinho Cultural o Cacique Raoni.
Assista o momento da descoberta Antropologia Cultural: http://www.youtube.com/watch?v=C0F9cfJPTJ8

PROGRAMAÇÃO DA 1º FESTA INDÍGENA DE RIBEIRÃO PIRES EM COMEMORAÇÃO AO DIA DO TRABALHADOR NO PATIO DA IGREJA DO PILARDATAATIVIDADES DO CERIMONIAL INDÍGENA LOCAL
01 de Maio de 201107h00 - Saída dos Ônibus das Aldeias para o Local do Evento Pátio da Igreja do Pilar
09h00 – Chegada das Caravanas com seus Caciques Indígenas
09h30 – Listagem dos indígenas participantes
10h00 – Reunião de Instrução entre Caciques e o Cerimonial
10h30 – Revisão do Cerimonial, Listagem Geral dos Caciques e das Autoridades presentes, conferencia das peças que serão usadas nas homenagens, quadro da concepção do cemitério indígena e o cocar.Pátio da Igreja do Pilar


10h45 – Primeiro Grito dos Guerreiros Xondaros anunciado pelo assobio do Índio Pataxó Jurará, para a formação e composição do cerimonial dos Caciques e das Autoridades presentes ao palco.
11h00 - Abertura Oficial do Evento 1º Festa Indígena de Ribeirão Pires em comemoração ao Dia do Trabalhador no Pátio da Igreja do Pilar, com Cacique Robson Miguel e 237 Indígenas executando o Hino Nacional Brasileiro em Guarani, versão feita e gravada por Cacique Robson Miguel e Karai Basílio. Clique neste http e Assista: http://www.youtube.com/watch?v=rbIpjvIOpDg
11h15 - Cacique Robson Miguel apresenta o Padrinho Cultural Cacique Raoni que saúda os presentes, falando da importância deste resgate histórico para a cultura indígena, para a Cidade de Ribeirão Pires e para o Brasil.
11h30 - Professora Lilian Zampol faz a entrega do seu quadro “Pilar Passado e Presente“ ao Sr. Prefeito Clovis Volpi, que juntamente com o Cacique Tupy Guarani Ubiratã, o Xeramõi Pitotó, a Liderança Grávida Itamirm e demais caciques indígenas, fará o pronunciamento e a entrega do quadro para a Cidade de Ribeirão Pires. 11h45 – Homenagem ao Dia do Trabalhador com a execução do Tema da Vitoria com imitação do Carro do Ayrton Senna pelo Cacique Robson Miguel. http://www.youtube.com/watch?v=X_51bD0Y3-A
12h00 - Comunidade indígena homenageia o Secretario Sr. Luiz Gustavo Pinheiro Volpi, dando á ele como agradecimento, um cocar e o nome indígena – “Awa Jaguaretê“ – Homem Onça Verdadeiro.
12h00 - Indígenas e autoridades se cumprimentam no palco e posam para a imprensa, enquanto as comunidades indígenas cantam a musica Nhanambaraeté Ikatu (Vamos nos fortalecer). 12h15 - Cantora Índia Tikuna We’e’ena Miguel canta a musica Maracandei (É uma grande festa). Pátio da Igreja do Pilar

12h30 – Segundo Grito dos Guerreiros Xondaros anunciado pelo assobio do Índio Pataxó Jurará, para que Caciques, Autoridades e Lideranças com os demais Indígenas e convidados, sigam até o Cemitério Indígena Apy oré rekó arandú – (Memória Viva Indígena) no Pátio da Igreja do Pilar. O Estandarte Indígena será levado pelo Xeramõi Pitotó.
12h45 – O Prefeito Clovis Volpi juntamente com as autoridades políticas, religiosas do Pilar, Padrinho Cacique Raoni, Cacique Megaron e Cacique Robson Miguel, fará o Pronunciamento final colocando o Toten como Marco de Inauguração do Cemitério Indígena.
13h00 - Os indígenas seguem para o almoço no Castelo de Robson Miguel e logo após retornam para suas aldeias.
Clique e veja a completa: http://www.ribeiraopires.sp.gov.br/pilar.php
Visite o Blog do Cacique Tukumbó Dyeguaká Robson Miguel:
http://caciquerobsonmiguel2.blogspot.com/Cemitério Indígena Apy oré rekó arandú –Memória Viva Indígena

terça-feira, 26 de abril de 2011

FESTIVAL NACIONAL DA CULTURA INDÍGENA-BERTIOGA 2011

Pudemos apreciar muitos momentos importantes do protagonismo indígena entre 21 e 23 de abril de 2011 em Bertioga/SP: diferentes culturas e povos indígenas, riquíssima arte plumária, cestaria, além de colares e objetos de culto de diferentes etnias, muitos espetáculos de dança, pintura, adereços, músicas, idiomas, utensilhos domésticos,bolsas de capin dourado ... e um grito em uníssono: BELO MONTE, NÃO !!!

Por estarmos num parque de nome Tupiniquin - o qual é terra indígena Tupiniquin e Tupinambá - causou-nos constrangimento encontrar em todas as portas do Parque o símbolo de uma cruz usada secularmente para o genocídio físico e cultural dos Povos Originários deste Continente.

Dentro do Parque um agrupamento de estátuas mostra indígenas em cena de genocídio cultural sendo vitimas de evangelização forçada, e a cena é apresentada sem qualquer identificação de que aquilo é um genocídio.

Sabemos quantas diferentes resistências indígenas tem que ser travadas na saúde indígena, na educação indígena, na demarcação dos territórios indígenas, mas seguramente esta não é uma questão menor, o genocídio indígena continua sendo apresentado de forma invisível, até como valor positivo de "é preciso civilizar os selvagens" ... selvagens ? Nós, selvagens ? Os invasores nos exterminaram aos milhões, se alguém necessita ser "civilizado" por certo este alguém são os genocidas invasores ... que desde 12 de outubro de 1492 vem derramando rios de sangue nosso neste Continente.

RESISTÊNCIA INDÍGENA CONTINENTAL !!!

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Em Cotia/SP: Importância da lei 11.645/08 nas escolas brasileiras

Covidamos a todos(as) para Participar:



Palestra: Importância da lei 11.645/08 nas escolas brasileiras.

Abertura Com toque de instrumentos indígenas do Estado do Amazonas (Região do Alto Rio Negro)

Palestrante: Bu’ú Ye’pamahsã e Convidados (Indígena do Povo Tukano, Coordenador do Ponto de Cultura: Casa das Culturas Indígenas- Cotia - SP)



Dia 29/04/2011 sexta-feira das 19 h às 21:00 h

Local: Câmara Municipal de Cotia

R. Batista Capelos, 91-Centro-Cotia tel 011-4615-4799



Objetivo:

Promover a conscientização e a importância das culturas dos Povos Indígenas através da lei 11.645/08 que institui a obrigatoriedade da temática “História e cultura Afro-brasileira e Indígena” nas escolas brasileiras. A palestra irá oferecer oportunidade aos participantes, professores, estudantes e público em geral a conhecer esta realidade do processo de implementação desta lei, bem como a importância da divulgação da Cultura dos Povos Indígenas nas redes de ensino.



Exposição de Arte Indígena dia 29/04/2009 das 09:00 h ás 21:00 h



Coordenação Geral:

Contatos e Informações:

Bu’ú : Coordenador do Projeto: Ponto de cultura “Casa das Culturas indígenas”

buudahse@gamil.com ou contatoaika@hotmail.com

tel 4243-2627 Casa das culturas indígenas 8286-1769

Rua Guido Fecchio, 704, sala 05, Centro - Cotia - SP CEP: 06700-020 - Tel 011- 4243 2627



Realização:

Ponto de Cultura: Casa das Culturas Indígenas


AIKA

Apoio: Câmara Municipal de Cotia

TEKOA: CONHECENDO UMA ALDEIA INDIGENA

Via Olivio Jekupé:

POIS É MEUS AMIGOS E AMIGAS, MAIS UMA OBRA PRIMA EU CONSEGUI
PUBLICAR, E FOI ESCRITO COM MUITO CARINHO PARA QUE OS LEITORES
INDIGENAS E NÃO INDIGENAS PUDESSEM GOSTAR E QUE FOSSE DE
GRANDE UTILIDADE.
SEI QUE NO BRASIL A MAIORAI DAS PESSOAS NUNCA FORAM OU
ENTRARAM NUMA ALDEIA OU PUDERAM CONHECER UMA COMUNIDADE
INDIGENA, POR ISSO, ATRAVÉS DO MEU LIVRO, AQUELES QUE NUNCA
FORAM, TERÃO A OPORTUNIDADE DE CONHECER UM POUCO, DE COMO É
UMA COMUNIDADE.
ALIÁS, HOJE COM A NOVA LEI DE QUE OS PROFESSORES TERÃO QUE
FALAR SOBRE OS POVOS INDIGENAS, ENTÃO MEU NOVO LIVRO, PODERÁ
TRAZER ALGUNS CONHECIMENTOS AOS PROFESSORES PRINCIPALMENTE
PARA PODER FALAR COM SEUS ALUNOS.
É UMA HISTÓRIA QUE MOSTRA A VINDA DE UM GAROTO DA CIDADE
PARA CONHECER UMA ALDEIA, E LÁ ELE FICARÁ POR TRINTA DIAS, Será
UMA GRANDE EXPERIENCIA E QUE AO VOLTAR PARA A CIDADE GRANDE,
PODERÁ MOSTRAR AOS OUTROS AMIGOS O QUE APRENDEU.
POR ISSO, AGRADEÇO, A TODOS OS QUE JÁ CONHECEM MEUS
TRABALHOS, TERÁ AGORA A CHANCE DE CONHECER ESSE NOVO LIVRO.
TAMBÉM AGRADEÇO, AO COMENTÁRIO QUE FOI ESCRITO POR AILTON
KRENAK, UM DOS MEUS LEITORES QUE MAIS ADIMIRO, ISSO PORQUE
SEMPRE FUI SEU FÃO PELAS LUTAS INDIGENAS, E ME ALEGRA POR
SABER QUE ELE É UM GRANDE LEITOR DOS MEUS LIVROS. E A TODOS OS
AMIGOS LEITORES, TAMBÉM AGRADEÇO.

OLIVIO JEKUPE- PRESIDENTE DA ASSOCIAÇÃO GUARANI NHE´E PORÃ-
ALDEIA KRUKUTU- ESCRITOR E POETA.
www.oliviojekupe.blogspot.com
oliviojekupe@yahoo.com.br
www.globaleditora.com.br

Confira matéria publicada sobre o Livro "Tekoa: Conhecendo uma Aldeia Indigena" em http://colecaomuiraquitas.blogspot.com/

domingo, 17 de abril de 2011

CARTA ABERTA DO VALE DO JAVARI

Nós populações indígenas e não indígenas do Município de Atalaia do Norte – AM, de acordo com o IBGE, somos uma população de 15.149 habitantes, sendo 4.797 indígenas das etnias: Mayuruna, Kurúbo, Matís, Kulína, Marúbo e Kanamary, 2.514 ribeirinhos da zona rural e 7.838 na zona urbana. No setor educacional temos 1.867 alunos indígenas municipais, 659 alunos não indígenas, 790 alunos na zona urbana, na área estadual 1994 alunos, perfazendo um total de 5.310 alunos. Estamos preocupados com o desenvolvimento da Educação Escolar Indígena e não Indígena da nossa região.


Os povos indígenas já ao longo dos 60 anos vêm lutando pela melhoria da qualidade de ensino da educação escolar indígena, desde a chegada da missão religiosa, nos anos 50, o exército nos anos 60 e a FUNAI nos anos 70, os quais se comprometiam com a educação junto as comunidades e que não tiveram êxito. O governo brasileiro diante da situação criou a Secretaria de Educação e Apoio a Diversidade - SECAD, no Ministério da Educação – MEC, quando o Estado do Amazonas , criou a Gerência de Educação Escolar Indígena – GEEI, mesmo assim continuamos com lento desenvolvimento na qualidade da educação. Nossas escolas na zona rural e área indígena não possuem uma estrutura física adequada e equipada para nossos alunos. Temos problemas sérios de transporte escolar fluvial e terrestre, tanto na zona rural como urbana principalmente no que tange no deslocamento dos gêneros alimentícios, material didático pedagógico e no translado dos alunos universitários para os municípios vizinhos, uma vez em nosso município ainda não possui pólo universitário.


Falta construção de 20 escolas, 07 Pólos de Educação Escolar. Não foram concluídos os cursos de formação de professores indígenas iniciado desde 2000, falta de material didático nas comunidades e apoio para a elaboração de material didático específico por parte dos professores e o Estado sempre vem jogando responsabilidade para a prefeitura municipal de Atalaia do Norte, onde a mesma tem feito a cobertura mínima para funcionamento das Escolas Municipais.


Por falta de estrutura dos Pólos de Educação, que funcione de 6º ao 9º ano, os jovens estão saindo para cidades vizinhas, abandonando suas comunidades, criando problemas sociais nas cidades vizinhas a terra indígena, se envolvendo em bebidas alcoólicas, drogas e prostituição, casos difícil de frear, sendo mais uma porta de entrada de doenças para as comunidades.


A evasão das famílias está aumentando a cada ano na sede do município, em busca de estudo para seus filhos, esses permanecem definitivamente na sede do município. Mas, nem todos os indígenas conseguem estudar nas escolas, por falta de domínio da língua portuguesa, por timidez, abandonam seus estudos. Assim, dos 600 indígenas 40% estão nas salas de aulas e 60% estão sem condições financeiras para se manterem e se aventuram em busca dessas possibilidades. Tais influências do contato com a sociedade não indígena, os jovens estão deixando de falar a sua língua materna, desvalorizando a sua cultura. A preocupação é a falta de uma casa de apoio para amparar estes estudantes na cidade.


Diante disso, acreditando na nova política de educação, neste novo governo brasileiro, nós povos indígenas e não indígenas do Município de Atalaia do Norte no Estado do Amazonas, visando o avanço e a melhoria da qualidade de ensino da educação na nossa região, vimos por meio desta Carta Aberta do Vale do Javari, pedir ao Excelentíssimo Senhor Ministro da Educação, as seguintes considerações:


Queremos que Ministro da Educação invista recursos para o nosso município na aquisição de transporte escolar terrestre (04 ônibus) para atender alunos na área urbana e estudantes nas universidades de Benjamim Constant e Tabatinga;


Transportes fluviais, (barco de centro, deslizadores e motor de pequenos portes/ 04 barco escolar) para atendimento as escolas no interior da terra indígena e ribeirinhos no transporte dos materiais didáticos e merenda escolar, a fim de facilitar o funcionamento das escolas;


Construção das 20 escolas indígenas e 14 escolas ribeirinhas, e a reforma de escolas municipais já existentes nas comunidades indígenas e ribeirinhas da zona rural, bem como a construção de mais uma escolas na área urbana para educação infantil e reforma e ampliação das duas escolas já existentes na zona urbana.


Construção dos Pólos de educação Escolar indígena nas sete sub-regiões do Vale do Javari, para funcionamento do 6º a 9º ano e evitar o êxodo de jovens para cidades vizinhas.


Por final nós abaixo assinamos:

Fonte: valedojavari-am@googlegroups.com

"História e Cultura Indígena: Passado e Presente pra Valer"

Via Ademario Ribeiro:

Fronteira da Educação
ESTÁGIO SUPERVISIONADO III - ENCERRAMENTO

REALIZAR este Projeto de Intervenção "História e Cultura Indígena: Passado e Presente pra Valer", é contribuir com os Povos Indígenas no Brasil e oferecer à Educação essa proposição a fim de a Lei 11.645/08 não fique apenas no papel. Por isso, o propomos à coordenação pedagógica do CESA, para que, numa abordagem transversal, fosse desenvolvido nas turmas do 1º ao 5º ano, no transcurso de 2010, articulando temas/conteúdos de História, Ciências/Meio Ambiente, Língua Tupi, Música, Arte, Literatura e Teatro.

Dos conteúdos em sala de aula foram tomando corpo numa dimensão e abordagem transdiciplinar, diversas oficinas: tupi – português para o ensino-aprendizagem para a dramatização e elaboração do glossário, peteca, teatro, cerâmica, preparação de instrumentos musicais, figurinos e pinturas corporais indígenas a partir da cultura do povo Ikpeng, etc.

Gostaríamos de melhor sistematizar fotos (muito a agradecer à Profª Ezi), temas e textos aqui socializados nos nosso Projeto de Intervenção, apresentado à disciplina Estágio Supervisionado III, como exigência parcial para conclusão desta etapa do curso de graduação em Pedagogia da Universidade Federal de Ouro Preto – Centro de Educação Aberta e a Distância, que, após a primeira etapa que constou de coleta de dados, depois, na segunda etapa a partir do dia 22 de março de 2010, entre as turmas do 1ª A e B, quando observei e participei do fenômeno em sala de aula, e, em terceiro momento, na 3ª série (4º ano), ora a realização do Projeto de Intervenção.

Fiquem à vontade para comentar! Será um prazer manter intercâmbio. Ensinar será circunstancial, mas, aprender sempre!

AGRADECIMENTOS
Alberto Severiano Ribeiro, In memoriam, meu pai.
Amélia Souza Ribeiro, minha mãe.
Aos meus Ancestrais Indígenas e atuais parentes.
Profª Drª Sandra Augusta de Melo – UFOP, professora da Disciplina de Estágio;
Profª Drª Graça Graúna - UPE, tessituras ameríndias;
Profª Natalina Bomfim Ribeiro – UFOP, tutora e companheira de todas as horas;
Prof. Julival Ferreira - UFOP, tutor e amigo notável;

À Equipe pedagógica do CESA, minha paixão sociopedagógica:
Profª Solange de Couto Santana, educadora atenta e parceira;
Profª Ana Boaventura, muito me estimulou com a sua turma;
Profª Carol, com sua turma, acolheu-me com sensibilidade;
Prof. Didi Dias, trouxe seu gesto musical;
Prof. Luis Amado, nos fez rememorar o valor da argila;
Profª Márcia Barros e Pedro Augusto Mascarenhas, pelos registros audiovisuais.

Ao meu filho Yã Bomfim Ribeiro, por nossos intensos bate-papos sobre Desafios a vencer, Educação, Povos Indígenas, Cultura, Recursos Naturais, Sustentabilidade e Responsabilidade social...

Menção Especial à Profª Ezi Costa e aos seus (meus!) alunos do 4º ano, com os quais compartilhei momentos de ensinar-aprender-aprender-ensinar, de desafios e alegrias constantes, no período de 16 de agosto à 19 de novembro de 2010, quando do encerramento deste Projeto de Intervenção.

À tod@s, minha Gratidão!

AR


CONTEÚDOS
1. Levantamento e acolhimento dos conhecimentos prévios dos alunos;
2. Formação do povo brasileiro;
3. Hipóteses da chegada dos indígenas à América;
4. Povos indígenas – quem são e sua diversidade;
5. Os tempos das histórias/divisão do tempo;
6. 19 de abril, Dia do Índio e 9 de agosto, Dia Internacional dos Povos Indígenas.
7. A história que é feita de mitos (Guaraná, mandioca, origem de cada povo, etc.);
8. A história que é feita de acontecimento de cada nação;
9. A Geografia e as práticas com a terra: localização dos povos, os lugares da aldeia, a oca, a ocara, as roças, as matas, os rios;
10. As tribos indígenas na Bahia – passado e presente;
11. As leis: Constituição, o Estatuto do Índio, a Lei 11.645/08.
1. Levantamento e acolhimento dos conhecimentos prévios dos alunos;
2. Línguas indígenas – diversidade;
3. Língua Tupi – aquela a ser estudada;
4. Toponímia;
5. Construção de glossário ilustrado;
6. Um canto na língua Tupi – um dos componentes como resultado prático do Projeto.
1. Levantamento e acolhimento dos conhecimentos prévios dos alunos;
2. A ludicidade, jogos e brinquedos dos povos indígenas;
3. A música indígena dos povos indígena;
4. As danças indígenas dos povos;
5. As plumárias dos vários povos indígenas;
6. Artesanato e pinturas: cerâmica, cestaria, arcos, flechas, braceletes, sítios de representação rupestre, etc.


PROGRAMAÇÃO (Encerramento do Projeto de Intervenção)Dia 19/11 – Das 14 Às 16 horas

Local: Acordatório - Espaço das Oficinas Lúdicas - CESA;
1. – Abertura com musica indígena de vários povos;
2. – Exposição da Arte Cerâmica feita pelos alunos do 3ª B, da Profª Ezi Costa;
3. – Celebração – Sinergia das 1ª A e B e 3ª B;
4. – Dramatização e Canto bilingue Tupi - Português;
5. – Avaliação com todos os presentes;
6. – Encerramento: Degustação de pipoca (uma palavra e um alimento indígena).

AS FOTOS ABAIXO SÃO DA TERCEIRA E SEGUNDA ETAPAS*. PARA SE ENTENDER: A PRIMEIRA ETAPA CONSISTIU NA COLETA DE DADOS DA INSTITUIÇÃO EDUCAIONAL. A SEGUNDA CONSISTIU EM MINHA OBSERVAÇÃO E PARTICIPAÇÃO DO FENÔMENO EDUCATIVO EM SALA DE AULA QIANDO CONTRIBUI PELA DEFLAGRAÇÃO DO ENSINO DE CIÊNCIAS NATURAIS COM A POESIA "CELEBRAÇÃO" QUE TORNOU-SE EMBLEMÁTICA PARA OS ALUNOS DAS 1ª SÉRIE A E B. ENFIM, A TERCEIRA ETAPA COM O PROJETO DE INTRERVENÇÃO COM O ENFOUQE DA LEI 11.645/08 NO QUE DIZ RESPEITO À "HISTÓRIA E CULTURA DOS POVOS INDÍGENAS".
INTERAÇÃO DOS GRUPOS: 1ª A E B E 3ª B, SEUS PROFESSORES E DEMAIS ENVOLVIDOS DURANTE O PROCESSO DE CONSTRUÇÃO DA INTERVENÇÃO, TAIS COMO, O MÚSICO EDILTON (DIDI) DIAS, LUIS AMADO -, SOB A MINHA COORDENAÇÃO. TODAS AS PEÇAS E AS ASPECTOS SÃO COMPONENETS DESTE PROJETO.

Estas poucas fotos apresentam uma prática de arte educação, acontecida na Turma do 1º Ano B da professora Ana Boaventura, no Centro Educacional Santo Antônio – CESA, das Obras Sociais Irmã Dulce no município de Simões Filho – BA. É componente do meu Estágio Supervisionado no âmbito do Curso de Licenciatura em Pedagogia e disciplina ministrada pelos professores Sandra Augusta e Felipe André da Universidade Federal de Ouro Preto – UFOP – Centro de Educação a Distância – CEAD.

Esta oficina deflagrou o Ensino de Ciências Naturais na semana de 12 a 16 de abril e agora, numa abordagem interdisciplinar a partir de uma seqüência didática que se iniciou no dia 19 e culminará no dia 23 de abril com a programação que se verá abaixo.

O 1º Ano B da Ana Boaventura no primeiro momento foi quem ensaiou pela primeira vez a poesia e música Celebração e realizou o 1º momento da Oficina que foi o de Desenhos (veja as fotos). As turmas do 1º Ano A e 2º A das Professoras Carolina (Carol) e Meiriele, respectivamente, em conjunto com o 1º Ano B realizaram o 2º momento na Oficina de Cerâmica do professor Luis Amado, quando numa interação das três turmas e dos seus professores e do Oficineiro Ademario Ribeiro e autor de Celebração, fabricaram uma série de objetos e figuras a partir da argila (elemento Terra) numa interdependência com os demais elementos fundamentais a esta produção e à vida como um todo: Água, Fogo e Ar.

Obs.: Após a culminância no dia 23 de abril postaremos as fotos com as exposições da “Arte Indígena”, pinturas corporais, apresentações.

Enfim, a programação e a seqüência didática.

ABRIL INDÍGENA NO CESA

SEMANA DOS POVOS INDÍGENAS – O QUE SEI E O QUE PRECISO SABER

Período: 19 a 23/04/10

Tema: Povos Indígenas, passado e presente


Justificativa
Independente da data comemorativa de 19 de abril, Dia do Índio necessário se faz, processualmente se apresentar, discutir e valorizar as raízes indígenas não apenas enquanto tradições, cultura e folclore – mas, enfaticamente trazer à sociedade, ainda mais nas comunidades escolares - a nossa herança indígena, suas contribuições à formação do povo brasileiro, seus formatos e traçados socioculturais a fim de sabermos respeitar, valorizar e garantir sua preservação e garantir seus direitos humanos e de serem quem são e o que querem ser em suas sociedades e na sociedade dos não índios.

Sobretudo, no Dia do Índio, havemos de não só comemorar, mas lançar novos olhares sobre estas etnias no sentido de diminuir os preconceitos, invisibilidades, o generalismo e compreendermos a pluralidade destas etnias e a diversidade cultural que se estabeleceu durante séculos e que agora não podemos desconhecer e sim, percebê-las, distingui-las e preservá-las.

Dia 19 – Das 09 Às 10 horas
Local: Espaço lúdico
1.0 – Abertura musical – Brincar de índio
1.1 – Levantamento dos conhecimentos prévios: O QUE É ÍNDIO
1.2 –Apresentação do tema pelas professoras Ana Boaventura, Carolina (Carol) e Meiriele.e por Ademario Ribeiro

Dia 20 – Das 09 às 11h30
Local: Cinemateca
2.0. Slides – Mostra da Arte Indígena;
2.1. Apresentação de vídeos com a temática indígena;
2.2. Arte Cerâmica feita pelos alunos do 1º Ano A e B e 2º Ano A;
Local: Oficina de Cerâmica

Dia 22 – Das 09 às 10 horas
Local: Espaço lúdico
3.0. Palestra com álbum seriado: Índios ontem e hoje com Ademario Ribeiro
3.1. Perguntas e Debate

Dia 23 – Das 09 às 12 horas
Local: Quadra coberta
4.0. Abertura da exposição da Arte Indígena (cerâmica), artesanato indígena, cartazes e textos sobre a temática.
4.1. Pintura corporal;
4.2. Apresentação musical
a) Koyra (Tempo de agora);
b) Quando o índio bate o tambor;
c) Brincar de índio;
d) Celebração.
4.5. Encerramento: Degustação de pipoca (uma palavra e um alimento indígena).



Celebração - Oficina para crianças do 1º ao 5º ano do Ensino Fundamental I

Seqüência Didática


Objetivo geral
- Desenvolver na criança a percepção sistêmica que facilite a compreensão da interdependência entre os elementos humanos e naturais, renováveis e não renováveis, e de que a natureza é um todo dinâmico e o ser humano é seu principal agente de transformação capaz de melhorar suas ações pela preservação do planeta terra e da qualidade de vida.

Objetivos específicos-
Incentivar o entendimento e construção de conceitos científicos básicos, associando-os a compreender que os elementos: terra, água, fogo e ar fundamentam a vida no planeta terra;
- Estimular a criança a compreender a importância do trabalho em grupo, a ser colaborativo e crítico na busca individual e coletiva do conhecimento;
- Incrementar na criança o gosto pelas artes como veículo de transformação com as quais poderá responder criativamente às crises, produzindo intervenções com sentimento de co-pertencimento planetário.

Competências e habilidades

- Utilizar instrumentos de medição e de cálculo a fim de compreender e propor situação-problema e formular hipóteses e prever resultados;
- Incentivar sua participação em prol de ações solidárias;
- Relacionar saúde com hábitos alimentares, atividade física e uso de medicamentos e outras drogas, considerando diferentes momentos do ciclo de vida humano.
- Diagnosticar situações do cotidiano em que ocorrem desperdícios de energia ou matéria, e propor formas de minimizá-las.
- Investigar o significado e a importância da água e de seu ciclo em relação a condições sócio-ambientais.
- O desenvolvimento da capacidade de aprender, tendo como meios básicos o pleno domínio da leitura, da escrita e do cálculo.

1º MOMENTO:
Distribuir o texto base do poema Celebração. O Facilitador sugerirá que cada um faça uma leitura silenciosa da poesia, no caso se já souberem ler, senão isto deverá ser feito pelo facilitador ou professor.
Tempo para a leitura.

2º MOMENTO:
Após a leitura o Facilitador/Professor, este solicitará que cada um fale/expresse seus conhecimentos prévios e sentimentos sobre o que lhes remeteu a poesia. Afinal, estes quatro elementos são muito presentes na infância de cada pessoa, de uma forma ou de outra, embora um ou outro elemento possa ser o mais perceptível, mais significativo e ou de predileção. Instigar que haja relato para todos os elementos, assim como que todos apresentem seus conhecimentos prévios e sentimentos.
Tempo de fala de cada componente. (ver a quantidade de participantes e o tempo total que se pode utilizar para esta oficina).

3º MOMENTO:
Trabalhar com argila (um objeto que retrate ou que tenha uma relação com a sua infância, com seu momento atual ou de sua predileção). A argila é elemento terra e com o contato com os elementos água, fogo (energia solar, por exemplo) e o ar (vento), - irá se modelando e se transformando.
Tempo.

4º MOMENTO:
Desenhar como deveria estar o seu local ou o global (planeta terra) ou ao que remete os 4 elementos. Lembrar que ao final haverá uma galeria para expor todas produções.
Tempo.

5º MOMENTO:
Se o grupo for numeroso, formar sub-grupos. Cada um componente, pode socializar uma história verídica, na qual entre um ou mais elementos contido(s) em Celebração, esteja(m) presente(s). O grupo e ou sub-grupos, deverá (ão) eleger uma das histórias verídicas para ser Dramatizada ao final da oficina em conjunto com a exposição dos desenhos e dos os artefatos/artesanato construídos com a argila no 3º Momento .
Tempo para a socialização.
Tempo para a apresentação.

6º MOMENTO:
Dançar (expressão corporal e ou “dança sagrada” - tribal/circular).
Tempo para conceber/ensaiar/ a coreografia. Pode-se conceber de como os índios no Brasil dançam os seus torés, seus kuarups. A letra já dá uma idéia de como pode cantada a partir do ritmo indígena utilizando-se do seu maracá e outros instrumentos musicais que for condizente usar.

Outras orientações/possibilidades
7º MOMENTO:
Trabalhar a partir da informação do Facilitador de como é o ritmo de Celebração.
Tempo para ensaiar/conceber da Música.

8º MOMENTO:
Produzir instrumentos musicais para auxiliar o Canto e Dança de Celebração, partir dos 3 R’s (Redução, Reaproveitamento e Reciclagem)...
Tempo para a Oficina dos 3 R’s.

9º MOMENTO:
Estabelecer uma abordagem sistêmica verificando alguns nexos com as várias disciplinas, conferindo a oficina a abordagem da interdisciplinaridade. Temos aqui muitos disparadores de matemática e geometria, de geografia e geologia, de língua portuguesa e artes, de biologia e ciências naturais, consumo e pluralidade cultural, etc. Podendo se trabalhar conteúdos de grandezas, quantidades, medidas e formas; localizações e distâncias, ambiente preservado e degradado, a saúde das pessoas, de animais e ambientais em geral, quanto aos elementos disponíveis na natureza, artefatos e artesanato presentes e valorizados nas culturas populares, etc.
O que mais podemos nos permitir esta intervenção.

Ao que nos remeter/se inspirar

Elemento TERRA – (argila/barro) - imagem/sentimento da infância – Artesanal (uso das mãos);

Elemento ÁGUA (uma história) – oralidade (o som da voz humana, a escuta ao outro);

Elemento FOGO (imaginar um encontro numa fogueira, a descoberta do fogo) – Dramatização;

Elemento AR (brincar com rodopios, ziguezaguear o “ar”) – Dança/Expressão corporal.

Juntar todas as partes construídas nos MOMENTOS acima e fazer uma apresentação conjunta de Celebração.

Observações finais;

Quanto ao tempo/período. Há uma seqüência muito ampla de intervenções. Cada professor e ou facilitador deverá estabelecer o que prioriza – podendo enxugá-las em virtude do tempo que dispõe. Ainda, pode-se utilizar esta oficina em vários ocasiões: Dia Mundial da Água, Dia do Índio, Dia da Terra, Dia Mundial do Meio Ambiente, como atividades de Educação Ambiental, Ensino de Ciências Naturais, atividades em empresas, seminários, etc.

Criatividade, imaginação e sensibilidade às soltas!

Ademario Ribeiro


ENFIM, A CONCLUSÃO DA SEQUÊNCIA DIDÁTICA QUE DISPAROU O INÍCIO DO ENSINO DE CIÊNCIAS, DA SEMANA DOS POVOS INDÍGENAS, DO DIA MUNDIAL DA TERRA E DA REFLEXÃO SOBRE A "DESCOBERTA DO BRASIL".


As fotos embora não estejam na sequência cronológica apresentam alguns aspectos das etapas. Tudo isto só foi possível pelo empenho dos envolvidos (professores e alunos) numa oportunidade de ensino-aprendizagem criativo e numa abordagem colaborativa e interdisciplinar,utilizando materiais, espaços e tempos diferenciados! Veja o que nos motivou:

 Deflagrar o início do Ensino de Ciências Naturais no 1º Ano A e B do Ensino Fundamental do CESA – Centro Educacional Santo Antônio com a poesia e música Celebração, quando trabalhamos os quatro elementos;

 Estimular ludicamente a compreensão dos quatro elementos: Terra, Água, Fogo e Ar e suas inter-relações para gerarem a Teia da Vida;

 Organizar e construir conhecimentos e conceitos sobre os Povos Indígenas de forma crítica e atual ressignificando aquela idéia de índio focada no século XVI;

 Interagir as turmas dos 2º ao 5º na realização dos cantos, danças e participação e na exposição dos artefatos de cerâmica;

 Relacionar conhecimentos e conceitos da história “oficial” apontando para uma reescrita dos povos indígenas numa perspectiva crítica sobre a “descoberta” e sobre a conquista das etnias ameríndias;

 Identificar e valorizar aspectos das culturas ameríndias e de como se dá a manutenção dos elementos do seu cotidiano com o sagrado, com os fenômenos e a biodiversidade envolvente.

Concluindo, gostaria de agradecer à diretora desta Unidade Escolar, Profª Solange de Couto Santana, às professoras do 1º Ano A e B e do 2º Ano A, do CESA, respectivamente, professora Caroline (Carol), Ana Boaventura e Meiriele pela acolhida e esforços para esta realização e, desejo também, carinhosamente, dedicar este trabalho aos professores Elisabeth Antonini (Ciências do Ambiente I e II), Sandra Augusta e Felipe André (Estágio Supervisionado I e II) e Natalina Bomfim e Julival Ferreira (Tutoria Presencial) do Curso de Licenciatura em Pedagogia da Universidade Federal de Ouro Preto – UFOP – Centro de Educação a Distância – CEAD, por suas interações heurísticas -, basilares para uma Educação que precisa vir a se circunscrever, afetiva, inclusiva, sistêmica e significativamente.

Agora é com você. Comente. Indique.

Texto original de Celebração. O cartaz desta poesia na postagem anterior, foi elaborado pela Profª Ezi.

* C E L E B R A Ç Ã O
(Ademario Ribeiro)

Oração canto e dança oração
Como viver? Como viver?
Tem que ter Terra
Tem que ter Terra
(... Mata Alimento Caminho Bicho!...)

Oração canto e dança oração
Como viver? Como viver?
Tem que ter Água
Tem que ter Água
(... Peixe Canoa Limpeza Chuva!...)

Oração canto e dança oração
Como viver? Como viver?
Tem que ter Fogo
Tem que ter Fogo
(... Luz Dança Paixão Energia!...)

Oração canto e dança oração
Como viver? Como viver?
Tem que ter Ar
Tem que ter Ar
(... Brisa Vôo Brincança Liberdade!...)

Oração canto e dança oração
Como viver? Como viver?
Tem que ter TERRA
Tem que ter ÁGUA
Tem que ter FOGO
Tem que ter AR
(... P’ra Viver!...)

Referências
Parâmetros Curriculares Nacionais - PCNs: Ciências Naturais/Secretaria de Educação Fundamental. Brasília: MEC / SEF, 1998. 138 p.
RIBEIRO, Ademario. Poética Poranduba, Eco-Étnica. Salvador: Edição do autor, 2001.

Em tempo: gente, é com este construto que vou elaborar meu Trabalho de Conclusão de Curso - TCC! Estou muito feliz por essa conquista. Com tantos caminhei. Com tantos cruzei caminhos. Com quantas encruzilhadas fiquei estatelado em busca de ser um ser cada vez melhor. E guardo de memória e com coração sempre na goela que vocês muito me ensinaram e me estimularam. Vocês estão na minha prática, na minha utopia.

Até já!!!


Estas poucas fotos apresentam uma prática de arte educação, acontecida na Turma do 1º Ano B da professora Ana Boaventura, no Centro Educacional Santo Antônio – CESA, das Obras Sociais Irmã Dulce no município de Simões Filho – BA. É componente do meu Estágio Supervisionado no âmbito do Curso de Licenciatura em Pedagogia e disciplina ministrada pelos professores Sandra Augusta e Felipe André da Universidade Federal de Ouro Preto – UFOP – Centro de Educação a Distância – CEAD.

Esta oficina deflagrou o Ensino de Ciências Naturais na semana de 12 a 16 de abril e agora, numa abordagem interdisciplinar a partir de uma seqüência didática que se iniciou no dia 19 e culminará no dia 23 de abril com a programação que se verá abaixo.

O 1º Ano B da Ana Boaventura no primeiro momento foi quem ensaiou pela primeira vez a poesia e música Celebração e realizou o 1º momento da Oficina que foi o de Desenhos (veja as fotos). As turmas do 1º Ano A e 2º A das Professoras Carolina (Carol) e Meiriele, respectivamente, em conjunto com o 1º Ano B realizaram o 2º momento na Oficina de Cerâmica do professor Luis Amado, quando numa interação das três turmas e dos seus professores e do Oficineiro Ademario Ribeiro e autor de Celebração, fabricaram uma série de objetos e figuras a partir da argila (elemento Terra) numa interdependência com os demais elementos fundamentais a esta produção e à vida como um todo: Água, Fogo e Ar.

Obs.: Após a culminância no dia 23 de abril postaremos as fotos com as exposições da “Arte Indígena”, pinturas corporais, apresentações.

Enfim, a programação e a seqüência didática.

ABRIL INDÍGENA NO CESA

SEMANA DOS POVOS INDÍGENAS – O QUE SEI E O QUE PRECISO SABER

Período: 19 a 23/04/10

Tema: Povos Indígenas, passado e presente


Justificativa
Independente da data comemorativa de 19 de abril, Dia do Índio necessário se faz, processualmente se apresentar, discutir e valorizar as raízes indígenas não apenas enquanto tradições, cultura e folclore – mas, enfaticamente trazer à tona à sociedade, ainda mais nas comunidades escolares a nossa herança indígena, suas contribuições à formação do povo brasileiro, seus formatos e traçados socioculturais a fim de sabermos respeitar, valorizar e garantir sua preservação e garantir seus direitos humanos e de serem quem são e o que querem ser em suas sociedades e na sociedade dos não índios.

Sobretudo, no Dia do Índio havemos de não só comemorar, mas lançar novos olhares sobre estas etnias no sentido de diminuir os preconceitos, invisibilidades, o generalismo e compreendermos a pluralidade destas etnias e a diversidade cultural que se estabeleceu durante séculos e que agora não podemos desconhecer e sim, percebê-las, distingui-las e preservá-las.

Dia 19 – Das 09 Às 10 horas
Local: Espaço lúdico
1.0 – Abertura musical – Brincar de índio
1.1 – Levantamento dos conhecimentos prévios: O QUE É ÍNDIO
1.2 –Apresentação do tema pelas professoras Ana Boaventura, Carolina (Carol) e Meiriele.e por Ademario Ribeiro

Dia 20 – Das 09 às 11h30
Local: Cinemateca
2.0. Slides – Mostra da Arte Indígena;
2.1. Apresentação de vídeos com a temática indígena;
2.2. Arte Cerâmica feita pelos alunos do 1º Ano A e B e 2º Ano A;
Local: Oficina de Cerâmica

Dia 22 – Das 09 às 10 horas
Local: Espaço lúdico
3.0. Palestra com álbum seriado: Índios ontem e hoje com Ademario Ribeiro
3.1. Perguntas e Debate

Dia 23 – Das 09 às 12 horas
Local: Quadra coberta
4.0. Abertura da exposição da Arte Indígena (cerâmica), artesanato indígena, cartazes e textos sobre a temática.
4.1. Pintura corporal;
4.2. Apresentação musical
a) Koyra (Tempo de agora);
b) Quando o índio bate o tambor;
c) Brincar de índio;
d) Celebração.
4.5. Encerramento: Degustação de pipoca (uma palavra e um alimento indígena).



Celebração - Oficina para crianças do 1º ao 5º ano do Ensino Fundamental I

Seqüência Didática


Objetivo geral
- Desenvolver na criança a percepção sistêmica que facilite a compreensão da interdependência entre os elementos humanos e naturais, renováveis e não renováveis, e de que a natureza é um todo dinâmico e o ser humano é seu principal agente de transformação capaz de melhorar suas ações pela preservação do planeta terra e da qualidade de vida.

Objetivos específicos-
Incentivar o entendimento e construção de conceitos científicos básicos, associando-os a compreender que os elementos: terra, água, fogo e ar fundamentam a vida no planeta terra;
- Estimular a criança a compreender a importância do trabalho em grupo, a ser colaborativo e crítico na busca individual e coletiva do conhecimento;
- Incrementar na criança o gosto pelas artes como veículo de transformação com as quais poderá responder criativamente às crises, produzindo intervenções com sentimento de co-pertencimento planetário.

Competências e habilidades

- Utilizar instrumentos de medição e de cálculo a fim de compreender e propor situação-problema e formular hipóteses e prever resultados;
- Incentivar sua participação em prol de ações solidárias;
- Relacionar saúde com hábitos alimentares, atividade física e uso de medicamentos e outras drogas, considerando diferentes momentos do ciclo de vida humano.
- Diagnosticar situações do cotidiano em que ocorrem desperdícios de energia ou matéria, e propor formas de minimizá-las.
- Investigar o significado e a importância da água e de seu ciclo em relação a condições sócio-ambientais.
- O desenvolvimento da capacidade de aprender, tendo como meios básicos o pleno domínio da leitura, da escrita e do cálculo.

1º MOMENTO:
Distribuir o texto base do poema Celebração. O Facilitador sugerirá que cada um faça uma leitura silenciosa da poesia, no caso se já souberem ler, senão isto deverá ser feito pelo facilitador ou professor.
Tempo para a leitura.

2º MOMENTO:
Após a leitura o Facilitador/Professor, este solicitará que cada um fale/expresse seus conhecimentos prévios e sentimentos sobre o que lhes remeteu a poesia. Afinal, estes quatro elementos são muito presentes na infância de cada pessoa, de uma forma ou de outra, embora um ou outro elemento possa ser o mais perceptível, mais significativo e ou de predileção. Instigar que haja relato para todos os elementos, assim como que todos apresentem seus conhecimentos prévios e sentimentos.
Tempo de fala de cada componente. (ver a quantidade de participantes e o tempo total que se pode utilizar para esta oficina).

3º MOMENTO:
Trabalhar com argila (um objeto que retrate ou que tenha uma relação com a sua infância, com seu momento atual ou de sua predileção). A argila é elemento terra e com o contato com os elementos água, fogo (energia solar, por exemplo) e o ar (vento), - irá se modelando e se transformando.
Tempo.

4º MOMENTO:
Desenhar como deveria estar o seu local ou o global (planeta terra) ou ao que remete os 4 elementos. Lembrar que ao final haverá uma galeria para expor todas produções.
Tempo.

5º MOMENTO:
Se o grupo for numeroso, formar sub-grupos. Cada um componente, pode socializar uma história verídica, na qual entre um ou mais elementos contido(s) em Celebração, esteja(m) presente(s). O grupo e ou sub-grupos, deverá (ão) eleger uma das histórias verídicas para ser Dramatizada ao final da oficina em conjunto com a exposição dos desenhos e dos os artefatos/artesanato construídos com a argila no 3º Momento .
Tempo para a socialização.
Tempo para a apresentação.

6º MOMENTO:
Dançar (expressão corporal e ou “dança sagrada” - tribal/circular).
Tempo para conceber/ensaiar/ a coreografia. Pode-se conceber de como os índios no Brasil dançam os seus torés, seus kuarups. A letra já dá uma idéia de como pode cantada a partir do ritmo indígena utilizando-se do seu maracá e outros instrumentos musicais que for condizente usar.

Outras orientações/possibilidades
7º MOMENTO:
Trabalhar a partir da informação do Facilitador de como é o ritmo de Celebração.
Tempo para ensaiar/conceber da Música.

8º MOMENTO:
Produzir instrumentos musicais para auxiliar o Canto e Dança de Celebração, partir dos 3 R’s (Redução, Reaproveitamento e Reciclagem)...
Tempo para a Oficina dos 3 R’s.

9º MOMENTO:
Estabelecer uma abordagem sistêmica verificando alguns nexos com as várias disciplinas, conferindo a oficina a abordagem da interdisciplinaridade. Temos aqui muitos disparadores de matemática e geometria, de geografia e geologia, de língua portuguesa e artes, de biologia e ciências naturais, consumo e pluralidade cultural, etc. Podendo se trabalhar conteúdos de grandezas, quantidades, medidas e formas; localizações e distâncias, ambiente preservado e degradado, a saúde das pessoas, de animais e ambientais em geral, quanto aos elementos disponíveis na natureza, artefatos e artesanato presentes e valorizados nas culturas populares, etc.
O que mais podemos nos permitir esta intervenção.

Ao que nos remeter/se inspirar

Elemento TERRA – (argila/barro) - imagem/sentimento da infância – Artesanal (uso das mãos);

Elemento ÁGUA (uma história) – oralidade (o som da voz humana, a escuta ao outro);

Elemento FOGO (imaginar um encontro numa fogueira, a descoberta do fogo) – Dramatização;

Elemento AR (brincar com rodopios, ziguezaguear o “ar”) – Dança/Expressão corporal.

Juntar todas as partes construídas nos MOMENTOS acima e fazer uma apresentação conjunta de Celebração.

Observações finais;

Quanto ao tempo/período. Há uma seqüência muito ampla de intervenções. Cada professor e ou facilitador deverá estabelecer o que prioriza – podendo enxugá-las em virtude do tempo que dispõe. Ainda, pode-se utilizar esta oficina em vários ocasiões: Dia Mundial da Água, Dia do Índio, Dia da Terra, Dia Mundial do Meio Ambiente, como atividades de Educação Ambiental, Ensino de Ciências Naturais, atividades em empresas, seminários, etc.

Criatividade, imaginação e sensibilidade às soltas!

Ademario Ribeiro


ENFIM, A CONCLUSÃO DA SEQUÊNCIA DIDÁTICA QUE DISPAROU O INÍCIO DO ENSINO DE CIÊNCIAS, DA SEMANA DOS POVOS INDÍGENAS, DO DIA MUNDIAL DA TERRA E DA REFLEXÃO SOBRE A "DESCOBERTA DO BRASIL".


As fotos embora não estejam na sequência cronológica apresentam alguns aspectos das etapas. Tudo isto só foi possível pelo empenho dos envolvidos (professores e alunos) numa oportunidade de ensino-aprendizagem criativo e numa abordagem colaborativa e interdisciplinar,utilizando materiais, espaços e tempos diferenciados! Veja o que nos motivou:

 Deflagrar o início do Ensino de Ciências Naturais no 1º Ano A e B do Ensino Fundamental do CESA – Centro Educacional Santo Antônio com a poesia e música Celebração, quando trabalhamos os quatro elementos;

 Estimular ludicamente a compreensão dos quatro elementos: Terra, Água, Fogo e Ar e suas inter-relações para gerarem a Teia da Vida;

 Organizar e construir conhecimentos e conceitos sobre os Povos Indígenas de forma crítica e atual ressignificando aquela idéia de índio focada no século XVI;

 Interagir as turmas dos 2º ao 5º na realização dos cantos, danças e participação e na exposição dos artefatos de cerâmica;

 Relacionar conhecimentos e conceitos da história “oficial” apontando para uma reescrita dos povos indígenas numa perspectiva crítica sobre a “descoberta” e sobre a conquista das etnias ameríndias;

 Identificar e valorizar aspectos das culturas ameríndias e de como se dá a manutenção dos elementos do seu cotidiano com o sagrado, com os fenômenos e a biodiversidade envolvente.

Concluindo, gostaria de agradecer à diretora desta Unidade Escolar, Profª Solange Couto de Santana, às professoras do 1º Ano A e B e do 2º Ano A, do CESA, respectivamente, professora Caroline (Carol), Ana Boaventura e Meiriele pela acolhida e esforços para esta realização e, desejo também, carinhosamente, dedicar este trabalho aos professores Elisabeth Antonini (Ciências do Ambiente I e II), Sandra Augusta e Felipe André (Estágio Supervisionado I e II) e Natalina Bomfim (Tutora Presencial) do Curso de Licenciatura em Pedagogia da Universidade Federal de Ouro Preto – UFOP – Centro de Educação a Distância – CEAD, por suas interações heurísticas -, basilares para uma Educação que precisa vir a se circunscrever, afetiva, inclusiva, sistêmica e significativamente.

Agora é com você. Comente. Indique.

Texto original de Celebração. O cartaz desta poesia na postagem anterior, foi elaborado pela Profª Ezi.

* C E L E B R A Ç Ã O
(Ademario Ribeiro)

Oração canto e dança oração
Como viver? Como viver?
Tem que ter Terra
Tem que ter Terra
(... Mata Alimento Caminho Bicho!...)

Oração canto e dança oração
Como viver? Como viver?
Tem que ter Água
Tem que ter Água
(... Peixe Canoa Limpeza Chuva!...)

Oração canto e dança oração
Como viver? Como viver?
Tem que ter Fogo
Tem que ter Fogo
(... Luz Dança Paixão Energia!...)

Oração canto e dança oração
Como viver? Como viver?
Tem que ter Ar
Tem que ter Ar
(... Brisa Vôo Brincança Liberdade!...)

Oração canto e dança oração
Como viver? Como viver?
Tem que ter TERRA
Tem que ter ÁGUA
Tem que ter FOGO
Tem que ter AR
(... P’ra Viver!...)

Referências
Parâmetros Curriculares Nacionais - PCNs: Ciências Naturais/Secretaria de Educação Fundamental. Brasília: MEC / SEF, 1998. 138 p.
RIBEIRO, Ademario. Poética Poranduba, Eco-Étnica. Salvador: Edição do autor, 2001.

ESTÁGIO SUPERVISIONADO III - ENCERRAMENTO

REALIZAR este Projeto de Intervenção "História e Cultura Indígena: Passado e Presente pra Valer", é contribuir com os Povos Indígenas no Brasil e oferecer à Educação essa proposição a fim de a Lei 11.645/08 não fique apenas no papel. Por isso, o propomos à coordenação pedagógica do CESA, para que, numa abordagem transversal, fosse desenvolvido nas turmas do 1º ao 5º ano, no transcurso de 2010, articulando temas/conteúdos de História, Ciências/Meio Ambiente, Língua Tupi, Música, Arte, Literatura e Teatro.

Dos conteúdos em sala de aula foram tomando corpo numa dimensão e abordagem transdiciplinar, diversas oficinas: tupi – português para o ensino-aprendizagem para a dramatização e elaboração do glossário, peteca, teatro, cerâmica, preparação de instrumentos musicais, figurinos e pinturas corporais indígenas a partir da cultura do povo Ikpeng, etc.

Gostaríamos de melhor sistematizar fotos (muito a agradecer à Profª Ezi), temas e textos aqui socializados nos nosso Projeto de Intervenção, apresentado à disciplina Estágio Supervisionado III, como exigência parcial para conclusão desta etapa do curso de graduação em Pedagogia da Universidade Federal de Ouro Preto – Centro de Educação Aberta e a Distância, que, após a primeira etapa que constou de coleta de dados, depois, na segunda etapa a partir do dia 22 de março de 2010, entre as turmas do 1ª A e B, quando observei e participei do fenômeno em sala de aula, e, em terceiro momento, na 3ª série (4º ano), ora a realização do Projeto de Intervenção.

Fiquem à vontade para comentar! Será um prazer manter intercâmbio. Ensinar será circunstancial, mas, aprender sempre!

AGRADECIMENTOS
Alberto Severiano Ribeiro, In memoriam, meu pai.
Amélia Souza Ribeiro, minha mãe.
Aos meus Ancestrais Indígenas e atuais parentes.
Profª Drª Sandra Augusta de Melo – UFOP, professora da Disciplina de Estágio;
Profª Drª Graça Graúna - UPE, tessituras ameríndias;
Profª Natalina Bomfim Ribeiro – UFOP, tutora e companheira de todas as horas;
Prof. Julival Ferreira - UFOP, tutor e amigo notável;

À Equipe pedagógica do CESA, minha paixão sociopedagógica:
Profª Solange de Couto Santana, educadora atenta e parceira;
Profª Ana Boaventura, muito me estimulou com a sua turma;
Profª Carol, com sua turma, acolheu-me com sensibilidade;
Prof. Didi Dias, trouxe seu gesto musical;
Prof. Luis Amado, nos fez rememorar o valor da argila;
Profª Márcia Barros e Pedro Augusto Mascarenhas, pelos registros audiovisuais.

Ao meu filho Yã Bomfim Ribeiro, por nossos intensos bate-papos sobre Desafios a vencer, Educação, Povos Indígenas, Cultura, Recursos Naturais, Sustentabilidade e Responsabilidade social...

Menção Especial à Profª Ezi Costa e aos seus (meus!) alunos do 4º ano, com os quais compartilhei momentos de ensinar-aprender-aprender-ensinar, de desafios e alegrias constantes, no período de 16 de agosto à 19 de novembro de 2010, quando do encerramento deste Projeto de Intervenção.

À tod@s, minha Gratidão!

AR


CONTEÚDOS
1. Levantamento e acolhimento dos conhecimentos prévios dos alunos;
2. Formação do povo brasileiro;
3. Hipóteses da chegada dos indígenas à América;
4. Povos indígenas – quem são e sua diversidade;
5. Os tempos das histórias/divisão do tempo;
6. 19 de abril, Dia do Índio e 9 de agosto, Dia Internacional dos Povos Indígenas.
7. A história que é feita de mitos (Guaraná, mandioca, origem de cada povo, etc.);
8. A história que é feita de acontecimento de cada nação;
9. A Geografia e as práticas com a terra: localização dos povos, os lugares da aldeia, a oca, a ocara, as roças, as matas, os rios;
10. As tribos indígenas na Bahia – passado e presente;
11. As leis: Constituição, o Estatuto do Índio, a Lei 11.645/08.
1. Levantamento e acolhimento dos conhecimentos prévios dos alunos;
2. Línguas indígenas – diversidade;
3. Língua Tupi – aquela a ser estudada;
4. Toponímia;
5. Construção de glossário ilustrado;
6. Um canto na língua Tupi – um dos componentes como resultado prático do Projeto.
1. Levantamento e acolhimento dos conhecimentos prévios dos alunos;
2. A ludicidade, jogos e brinquedos dos povos indígenas;
3. A música indígena dos povos indígena;
4. As danças indígenas dos povos;
5. As plumárias dos vários povos indígenas;
6. Artesanato e pinturas: cerâmica, cestaria, arcos, flechas, braceletes, sítios de representação rupestre, etc.


PROGRAMAÇÃO (Encerramento do Projeto de Intervenção)Dia 19/11 – Das 14 Às 16 horas

Local: Acordatório - Espaço das Oficinas Lúdicas - CESA;
1. – Abertura com musica indígena de vários povos;
2. – Exposição da Arte Cerâmica feita pelos alunos do 3ª B, da Profª Ezi Costa;
3. – Celebração – Sinergia das 1ª A e B e 3ª B;
4. – Dramatização e Canto bilingue Tupi - Português;
5. – Avaliação com todos os presentes;
6. – Encerramento: Degustação de pipoca (uma palavra e um alimento indígena).

AS FOTOS ABAIXO SÃO DA TERCEIRA E SEGUNDA ETAPAS. PARA SE ENTENDER: A PRIMEIRA ETAPA CONSISTIU NA COLETA DE DADOS DA INSTITUIÇÃO EDUCAIONAL. A SEGUNDA CONSISTIU EM MINHA OBSERVAÇÃO E PARTICIPAÇÃO DO FENÔMENO EDUCATIVO EM SALA DE AULA QIANDO CONTRIBUI PELA DEFLAGRAÇÃO DO ENSINO DE CIÊNCIAS NATURAIS COM A POESIA "CELEBRAÇÃO" QUE TORNOU-SE EMBLEMÁTICA PARA OS ALUNOS DAS 1ª SÉRIE A E B. ENFIM, A TERCEIRA ETAPA COM O PROJETO DE INTRERVENÇÃO COM O ENFOUQE DA LEI 11.645/08 NO QUE DIZ RESPEITO À "HISTÓRIA E CULTURA DOS POVOS INDÍGENAS".
INTERAÇÃO DOS GRUPOS: 1ª A E B E 3ª B, SEUS PROFESSORES E DEMAIS ENVOLVIDOS DURANTE O PROCESSO DE CONSTRUÇÃO DA INTERVENÇÃO, TAIS COMO, O MÚSICO EDILTON (DIDI) DIAS, LUIS AMADO -, SOB A MINHA COORDENAÇÃO. TODAS AS PEÇAS E AS ASPECTOS SÃO COMPONENETS DESTE PROJETO.


Estas poucas fotos apresentam uma prática de arte educação, acontecida na Turma do 1º Ano B da professora Ana Boaventura, no Centro Educacional Santo Antônio – CESA, das Obras Sociais Irmã Dulce no município de Simões Filho – BA. É componente do meu Estágio Supervisionado no âmbito do Curso de Licenciatura em Pedagogia e disciplina ministrada pelos professores Sandra Augusta e Felipe André da Universidade Federal de Ouro Preto – UFOP – Centro de Educação a Distância – CEAD.

Esta oficina deflagrou o Ensino de Ciências Naturais na semana de 12 a 16 de abril e agora, numa abordagem interdisciplinar a partir de uma seqüência didática que se iniciou no dia 19 e culminará no dia 23 de abril com a programação que se verá abaixo.

O 1º Ano B da Ana Boaventura no primeiro momento foi quem ensaiou pela primeira vez a poesia e música Celebração e realizou o 1º momento da Oficina que foi o de Desenhos (veja as fotos). As turmas do 1º Ano A e 2º A das Professoras Carolina (Carol) e Meiriele, respectivamente, em conjunto com o 1º Ano B realizaram o 2º momento na Oficina de Cerâmica do professor Luis Amado, quando numa interação das três turmas e dos seus professores e do Oficineiro Ademario Ribeiro e autor de Celebração, fabricaram uma série de objetos e figuras a partir da argila (elemento Terra) numa interdependência com os demais elementos fundamentais a esta produção e à vida como um todo: Água, Fogo e Ar.

Obs.: Após a culminância no dia 23 de abril postaremos as fotos com as exposições da “Arte Indígena”, pinturas corporais, apresentações.

Enfim, a programação e a seqüência didática.

ABRIL INDÍGENA NO CESA

SEMANA DOS POVOS INDÍGENAS – O QUE SEI E O QUE PRECISO SABER

Período: 19 a 23/04/10

Tema: Povos Indígenas, passado e presente


Justificativa
Independente da data comemorativa de 19 de abril, Dia do Índio necessário se faz, processualmente se apresentar, discutir e valorizar as raízes indígenas não apenas enquanto tradições, cultura e folclore – mas, enfaticamente trazer à tona à sociedade, ainda mais nas comunidades escolares a nossa herança indígena, suas contribuições à formação do povo brasileiro, seus formatos e traçados socioculturais a fim de sabermos respeitar, valorizar e garantir sua preservação e garantir seus direitos humanos e de serem quem são e o que querem ser em suas sociedades e na sociedade dos não índios.

Sobretudo, no Dia do Índio havemos de não só comemorar, mas lançar novos olhares sobre estas etnias no sentido de diminuir os preconceitos, invisibilidades, o generalismo e compreendermos a pluralidade destas etnias e a diversidade cultural que se estabeleceu durante séculos e que agora não podemos desconhecer e sim, percebê-las, distingui-las e preservá-las.

Dia 19 – Das 09 Às 10 horas
Local: Espaço lúdico
1.0 – Abertura musical – Brincar de índio
1.1 – Levantamento dos conhecimentos prévios: O QUE É ÍNDIO
1.2 –Apresentação do tema pelas professoras Ana Boaventura, Carolina (Carol) e Meiriele.e por Ademario Ribeiro

Dia 20 – Das 09 às 11h30
Local: Cinemateca
2.0. Slides – Mostra da Arte Indígena;
2.1. Apresentação de vídeos com a temática indígena;
2.2. Arte Cerâmica feita pelos alunos do 1º Ano A e B e 2º Ano A;
Local: Oficina de Cerâmica

Dia 22 – Das 09 às 10 horas
Local: Espaço lúdico
3.0. Palestra com álbum seriado: Índios ontem e hoje com Ademario Ribeiro
3.1. Perguntas e Debate

Dia 23 – Das 09 às 12 horas
Local: Quadra coberta
4.0. Abertura da exposição da Arte Indígena (cerâmica), artesanato indígena, cartazes e textos sobre a temática.
4.1. Pintura corporal;
4.2. Apresentação musical
a) Koyra (Tempo de agora);
b) Quando o índio bate o tambor;
c) Brincar de índio;
d) Celebração.
4.5. Encerramento: Degustação de pipoca (uma palavra e um alimento indígena).



Celebração - Oficina para crianças do 1º ao 5º ano do Ensino Fundamental I

Seqüência Didática


Objetivo geral
- Desenvolver na criança a percepção sistêmica que facilite a compreensão da interdependência entre os elementos humanos e naturais, renováveis e não renováveis, e de que a natureza é um todo dinâmico e o ser humano é seu principal agente de transformação capaz de melhorar suas ações pela preservação do planeta terra e da qualidade de vida.

Objetivos específicos-
Incentivar o entendimento e construção de conceitos científicos básicos, associando-os a compreender que os elementos: terra, água, fogo e ar fundamentam a vida no planeta terra;
- Estimular a criança a compreender a importância do trabalho em grupo, a ser colaborativo e crítico na busca individual e coletiva do conhecimento;
- Incrementar na criança o gosto pelas artes como veículo de transformação com as quais poderá responder criativamente às crises, produzindo intervenções com sentimento de co-pertencimento planetário.

Competências e habilidades

- Utilizar instrumentos de medição e de cálculo a fim de compreender e propor situação-problema e formular hipóteses e prever resultados;
- Incentivar sua participação em prol de ações solidárias;
- Relacionar saúde com hábitos alimentares, atividade física e uso de medicamentos e outras drogas, considerando diferentes momentos do ciclo de vida humano.
- Diagnosticar situações do cotidiano em que ocorrem desperdícios de energia ou matéria, e propor formas de minimizá-las.
- Investigar o significado e a importância da água e de seu ciclo em relação a condições sócio-ambientais.
- O desenvolvimento da capacidade de aprender, tendo como meios básicos o pleno domínio da leitura, da escrita e do cálculo.

1º MOMENTO:
Distribuir o texto base do poema Celebração. O Facilitador sugerirá que cada um faça uma leitura silenciosa da poesia, no caso se já souberem ler, senão isto deverá ser feito pelo facilitador ou professor.
Tempo para a leitura.

2º MOMENTO:
Após a leitura o Facilitador/Professor, este solicitará que cada um fale/expresse seus conhecimentos prévios e sentimentos sobre o que lhes remeteu a poesia. Afinal, estes quatro elementos são muito presentes na infância de cada pessoa, de uma forma ou de outra, embora um ou outro elemento possa ser o mais perceptível, mais significativo e ou de predileção. Instigar que haja relato para todos os elementos, assim como que todos apresentem seus conhecimentos prévios e sentimentos.
Tempo de fala de cada componente. (ver a quantidade de participantes e o tempo total que se pode utilizar para esta oficina).

3º MOMENTO:
Trabalhar com argila (um objeto que retrate ou que tenha uma relação com a sua infância, com seu momento atual ou de sua predileção). A argila é elemento terra e com o contato com os elementos água, fogo (energia solar, por exemplo) e o ar (vento), - irá se modelando e se transformando.
Tempo.

4º MOMENTO:
Desenhar como deveria estar o seu local ou o global (planeta terra) ou ao que remete os 4 elementos. Lembrar que ao final haverá uma galeria para expor todas produções.
Tempo.

5º MOMENTO:
Se o grupo for numeroso, formar sub-grupos. Cada um componente, pode socializar uma história verídica, na qual entre um ou mais elementos contido(s) em Celebração, esteja(m) presente(s). O grupo e ou sub-grupos, deverá (ão) eleger uma das histórias verídicas para ser Dramatizada ao final da oficina em conjunto com a exposição dos desenhos e dos os artefatos/artesanato construídos com a argila no 3º Momento .
Tempo para a socialização.
Tempo para a apresentação.

6º MOMENTO:
Dançar (expressão corporal e ou “dança sagrada” - tribal/circular).
Tempo para conceber/ensaiar/ a coreografia. Pode-se conceber de como os índios no Brasil dançam os seus torés, seus kuarups. A letra já dá uma idéia de como pode cantada a partir do ritmo indígena utilizando-se do seu maracá e outros instrumentos musicais que for condizente usar.

Outras orientações/possibilidades
7º MOMENTO:
Trabalhar a partir da informação do Facilitador de como é o ritmo de Celebração.
Tempo para ensaiar/conceber da Música.

8º MOMENTO:
Produzir instrumentos musicais para auxiliar o Canto e Dança de Celebração, partir dos 3 R’s (Redução, Reaproveitamento e Reciclagem)...
Tempo para a Oficina dos 3 R’s.

9º MOMENTO:
Estabelecer uma abordagem sistêmica verificando alguns nexos com as várias disciplinas, conferindo a oficina a abordagem da interdisciplinaridade. Temos aqui muitos disparadores de matemática e geometria, de geografia e geologia, de língua portuguesa e artes, de biologia e ciências naturais, consumo e pluralidade cultural, etc. Podendo se trabalhar conteúdos de grandezas, quantidades, medidas e formas; localizações e distâncias, ambiente preservado e degradado, a saúde das pessoas, de animais e ambientais em geral, quanto aos elementos disponíveis na natureza, artefatos e artesanato presentes e valorizados nas culturas populares, etc.
O que mais podemos nos permitir esta intervenção.

Ao que nos remeter/se inspirar

Elemento TERRA – (argila/barro) - imagem/sentimento da infância – Artesanal (uso das mãos);

Elemento ÁGUA (uma história) – oralidade (o som da voz humana, a escuta ao outro);

Elemento FOGO (imaginar um encontro numa fogueira, a descoberta do fogo) – Dramatização;

Elemento AR (brincar com rodopios, ziguezaguear o “ar”) – Dança/Expressão corporal.

Juntar todas as partes construídas nos MOMENTOS acima e fazer uma apresentação conjunta de Celebração.

Observações finais;

Quanto ao tempo/período. Há uma seqüência muito ampla de intervenções. Cada professor e ou facilitador deverá estabelecer o que prioriza – podendo enxugá-las em virtude do tempo que dispõe. Ainda, pode-se utilizar esta oficina em vários ocasiões: Dia Mundial da Água, Dia do Índio, Dia da Terra, Dia Mundial do Meio Ambiente, como atividades de Educação Ambiental, Ensino de Ciências Naturais, atividades em empresas, seminários, etc.

Criatividade, imaginação e sensibilidade às soltas!

Ademario Ribeiro


ENFIM, A CONCLUSÃO DA SEQUÊNCIA DIDÁTICA QUE DISPAROU O INÍCIO DO ENSINO DE CIÊNCIAS, DA SEMANA DOS POVOS INDÍGENAS, DO DIA MUNDIAL DA TERRA E DA REFLEXÃO SOBRE A "DESCOBERTA DO BRASIL".


As fotos embora não estejam na sequência cronológica apresentam alguns aspectos das etapas. Tudo isto só foi possível pelo empenho dos envolvidos (professores e alunos) numa oportunidade de ensino-aprendizagem criativo e numa abordagem colaborativa e interdisciplinar,utilizando materiais, espaços e tempos diferenciados! Veja o que nos motivou:

 Deflagrar o início do Ensino de Ciências Naturais no 1º Ano A e B do Ensino Fundamental do CESA – Centro Educacional Santo Antônio com a poesia e música Celebração, quando trabalhamos os quatro elementos;

 Estimular ludicamente a compreensão dos quatro elementos: Terra, Água, Fogo e Ar e suas inter-relações para gerarem a Teia da Vida;

 Organizar e construir conhecimentos e conceitos sobre os Povos Indígenas de forma crítica e atual ressignificando aquela idéia de índio focada no século XVI;

 Interagir as turmas dos 2º ao 5º na realização dos cantos, danças e participação e na exposição dos artefatos de cerâmica;

 Relacionar conhecimentos e conceitos da história “oficial” apontando para uma reescrita dos povos indígenas numa perspectiva crítica sobre a “descoberta” e sobre a conquista das etnias ameríndias;

 Identificar e valorizar aspectos das culturas ameríndias e de como se dá a manutenção dos elementos do seu cotidiano com o sagrado, com os fenômenos e a biodiversidade envolvente.

Concluindo, gostaria de agradecer à diretora desta Unidade Escolar, Profª Solange de Couto Santana, às professoras do 1º Ano A e B e do 2º Ano A, do CESA, respectivamente, professora Caroline (Carol), Ana Boaventura e Meiriele pela acolhida e esforços para esta realização e, desejo também, carinhosamente, dedicar este trabalho aos professores Elisabeth Antonini (Ciências do Ambiente I e II), Sandra Augusta e Felipe André (Estágio Supervisionado I e II) e Natalina Bomfim e Julival Ferreira (Tutoria Presencial) do Curso de Licenciatura em Pedagogia da Universidade Federal de Ouro Preto – UFOP – Centro de Educação a Distância – CEAD, por suas interações heurísticas -, basilares para uma Educação que precisa vir a se circunscrever, afetiva, inclusiva, sistêmica e significativamente.

Agora é com você. Comente. Indique.

Texto original de Celebração. O cartaz desta poesia na postagem anterior, foi elaborado pela Profª Ezi.

* C E L E B R A Ç Ã O
(Ademario Ribeiro)

Oração canto e dança oração
Como viver? Como viver?
Tem que ter Terra
Tem que ter Terra
(... Mata Alimento Caminho Bicho!...)

Oração canto e dança oração
Como viver? Como viver?
Tem que ter Água
Tem que ter Água
(... Peixe Canoa Limpeza Chuva!...)

Oração canto e dança oração
Como viver? Como viver?
Tem que ter Fogo
Tem que ter Fogo
(... Luz Dança Paixão Energia!...)

Oração canto e dança oração
Como viver? Como viver?
Tem que ter Ar
Tem que ter Ar
(... Brisa Vôo Brincança Liberdade!...)

Oração canto e dança oração
Como viver? Como viver?
Tem que ter TERRA
Tem que ter ÁGUA
Tem que ter FOGO
Tem que ter AR
(... P’ra Viver!...)

Referências
Parâmetros Curriculares Nacionais - PCNs: Ciências Naturais/Secretaria de Educação Fundamental. Brasília: MEC / SEF, 1998. 138 p.
RIBEIRO, Ademario. Poética Poranduba, Eco-Étnica. Salvador: Edição do autor, 2001.

Em tempo: gente, é com este construto que vou elaborar meu Trabalho de Conclusão de Curso - TCC! Estou muito feliz por essa conquista. Com tantos caminhei. Com tantos cruzei caminhos. Com quantas encruzilhadas fiquei estatelado em busca de ser um ser cada vez melhor. E guardo de memória e com coração sempre na goela que vocês muito me ensinaram e me estimularam. Vocês estão na minha prática, na minha utopia.

Até já!!

* Fotos e postagem original cf. em http://ademarioar.blogspot.com/p/fronteira-da-educacao.html